segunda-feira, 19 de novembro de 2012
"Equidade social"
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Fusão e extinção de Freguesias - uma Lei contra as populações!
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Por Sintra - Sempre!
sábado, 12 de maio de 2012
Acordai!
A maioria de Direita, na fase de discussão, não aceitou UMA única proposta de alteração da oposição. Por estes dias, até o assessor do Presidente da República para as questões do Trabalho surgiu a questionar-se sobre a legalidade de algumas propostas (pagamento pela metade de horas extraordinárias) e sobre a "violência" de impor bancos de horas aos trabalhadores, por exemplo.
Some-se a tudo misto o embaratecimento dos despedimentos, o aumento do número de horas de trabalho sem compensação, a diminuição dos salários, etc, e temos todo um "caldo" favorável à arbitrariedade e à desprotecção da parte mais fraca - o trabalhador.
Nove deputados do PS votaram contra, desobedecendo à disciplina de voto imposta. Para que conste (e porque o merecem) destaco aqui os seus nomes: Sérgio Sousa Pinto, Isabel Moreira, Pedro Alves, Isabel Santos, André Figueiredo, Paulo Campos, Renato Sampaio, Carlos Enes e Rui Duarte.
sábado, 28 de abril de 2012
Defender a coesão social
Em tempos escrevi por aqui (e não só) que era necessário que o PS se preocupasse em apresentar propostas concretas visando apoiar as famílias que, vendo os seus vencimentos cortados unilateralmente pelo Governo, tivessem dificuldades em cumprir com os seus compromissos financeiros.
Fico satisfeito por ver que o PS já apresentou algumas propostas na AR para que famílias com desempregados possam renegociar o pagamento das prestações de crédito à habitação.
Mas não chega - os funcionários públicos foram fortemente penalizados nos seus rendimentos (estando a pagar a factura de uma crise que outros, bem mais poderosos, provocaram) e também deveriam ter a possibilidade de renegociar (com carácter de obrigatoriedade para bancos e financeiras) períodos de carência de capital ou aumento de prazos e baixa nas prestações mensais, bastando apenas apresentar declaração da entidade patronal em como, no âmbito do Orçamento de Estado, lhes foram impostos cortes nos rendimentos mensais.
Evitar a insolvência de quem sempre cumpriu com as suas obrigações e só não o faz agora porque lhe impuseram uma diminuição de salário, não é apenas um dever de cidadania - é a garantia de um mínimo de coesão social e a distribuição justa dos "sacrifícios" por todos (famílias e empresas na área financeira), sem que uns percam a dignidade e outros o lucro perseguido.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Democracia suspensa
domingo, 25 de março de 2012
Dias de tempestade
É impressionante como o Portugal real, concreto, do nosso dia a dia, esteve afastado dos discursos que fui ouvindo no Congresso do PSD, incluindo de Passos Coelho. Desemprego, fome, emigração dos nossos melhores, cortes no rendimento, etc, foram temas que passaram ao "lado" do Congresso de um partido que está, actualmente, no Governo do País. Vi um partido a falar para dentro, enredado em "recados..." internos, em pormenores estatutários, um partido de "barões" a lutar para aparecer e a marcar posições para os próximos actos eleitorais (sobretudo autárquicas), um partido ancorado na desculpabilização com o "passado" (o contrário do que Passos sempre prometeu, mas também aqui, como noutras coisas, já se "esqueceu"...), um partido que tem como "ideologia" o "empobrecimento" do País, enfim, uma encenação pífia da discussão de ideias que (supostamente...) devia existir neste tipo de eventos.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Escolher os melhores
Tratando-se de um conceito subjectivo, a avaliação baseia-se num índice composto de 15 indicadores, que avaliam questões como a dívida por habitante, liquidez, endividamento líquido por habitante, resultado operacional por habitante, peso dos custos com pessoal nos custos operacionais, diminuição dos passivos financeiros e das dívidas de curto prazo, prazo médio de pagamento a fornecedores, rigor com que orçamentam despesas e receitas, etc.
Os 10 melhores municípios de grande dimensão ficaram assim ordenados:
1º - Amadora
Infelizmente Sintra não se inclui nesta lista dos 10 melhores, o que só comprova (uma vez mais...) a apagada e vil tristeza em que caímos com PSD e CDS/PP a gerir os destinos da CMS.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Sintra ainda tem Presidente de Câmara?...
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Um debate sobre o Documento Verde
"Exmo. Senhor Presidente da Assembleia
Exmo. Senhor Presidente da Câmara
Exmos. Senhores Vereadores
Caros Deputados Municipais
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Órgãos de Comunicação Social
Segundo a terminologia da União Europeia, um “Documento Verde” é um documento de trabalho, integrando princípios e propostas genéricas orientadoras de políticas e que visa dar início a uma discussão, procurando recolher contributos, sugestões, melhorias. Não é um documento fechado – é uma proposta para discussão. Não é uma imposição – é uma disposição para o debate.
Essa é a visão do Partido Socialista e é dessa forma que encara a recente proposta do Governo, consubstanciada no recente Documento Verde para a reforma da Administração Local.
Aliás, de há muito que o PS vem defendendo a necessidade de uma reforma na organização do
Poder Local, visando a melhoria da gestão autárquica, a sua modernização, o incremento da
transparência e a prestação de um melhor serviço às populações.
Neste âmbito recusamos, obviamente, uma discussão enquistada na mera aplicação de fórmulas matemáticas sobre espaços diferenciados, nas extinções ou fusões a qualquer custo e sem ter-se em conta a identidade cultural, o contexto sócio-económico e histórico dos diversos territórios. Não se podem tratar da mesma forma, por exemplo, freguesias rurais e urbanas, nem propor extinções de municípios contra a vontade das populações respectivas.
No entanto, reduzir a abordagem e discussão desta proposta apenas às questões de “fronteiras” num novo mapa autárquico é, igualmente, errado e muitíssimo redutor.
O que está em debate é a criação de um novo paradigma de lei eleitoral autárquica, incluindo, por exemplo, o reforço das competências de fiscalização das Assembleias Municipais, a criação de limites de endividamento às empresas municipais e proibição de criação de novas empresas; mais competências para as freguesias; em suma, um novo modelo para a Administração Local.
Torna-se, assim, muito relevante uma reflexão e levantamento da situação actual, pois só com a devida ponderação do caminho percorrido, suas virtudes e defeitos, constrangimentos e
oportunidades de melhoria, será possível avançar para a construção de um novo paradigma.
As casas construídas a partir do telhado, normalmente desabam com estrondo…
A este propósito torna-se, assim, imperativo que o Sr.Presidente da Câmara e também os diversos vereadores responsáveis pelos diferentes pelouros, explicitem nesta Assembleia (aproveitando o debate que aqui se entendeu trazer), que estratégias, que soluções, que ideias têm, por exemplo, sobre um dos eixos essenciais deste Documento Verde e que se refere ao Sector Empresarial Local.
Quantas empresas municipais vão ser extintas? Quantas vão prosseguir e em que termos? Que
implicações vão existir, nomeadamente ao nível dos Recursos Humanos e quais as salvaguardas
para os trabalhadores das mesmas? Igualmente no que diz respeito ao vector da gestão municipal, intermunicipal e financiamento, que reflexão já foi feita pela CMS e que propostas tem para apresentar neste debate, nomeadamente sobre os modelos do Governo de redução de dirigentes ou de criação de novos paradigmas de receita própria?
Recorde-se, a propósito, que em Novembro p.p., a CMS participou na organização de umas
pomposas Jornadas de Gestão e Modernização Autárquica, com a duração de 2 dias e a presença de vários membros do actual Governo. Que ideias válidas para o Concelho surgiram daí e de que forma se conciliam com as propostas do documento Verde? Para ser sincero a única coisa realmente relevante de que me lembro dessas jornadas foram as declarações do Dr. Miguel Relvas, à margem das mesmas, garantindo que não existiam “almofadas” para o Governo poder, pelo menos, pagar um dos subsídios aos trabalhadores da Função Pública…
Talvez haja oportunidade, nesta sessão, para que sejamos esclarecidos sobre a reflexão que possa já ter sido feita nesta matéria e que desconhecemos. Que caminhos e soluções são propostos por quem governa os destinos da CMS? Porque essa é a discussão que, efectivamente, interessa e mal seria que os actuais responsáveis pela gestão deste Município nada tivessem, de concreto, para dizer aos munícipes, aos eleitos desta Assembleia e até aos trabalhadores envolvidos no processo de mudança.
Retomando a análise de algumas propostas do Documento Verde, questionamos, ainda, a “bondade” de algumas propostas, tal como a aglomeração de Juntas de Freguesia para permitir-lhes uma outra dimensão e escala, dotando-as de mais competências e de maior autonomia financeira e administrativa. Tal poderá não passar de retórica inconsequente se depois se cortam cegamente os recursos existentes ou, até, se é exigido maior esforço e mais responsabilidades sem alocação dos competentes recursos financeiros ou humanos.
No caso de Sintra estaríamos, até, perante algumas enormidades, como seria o caso de uma eventual fusão das 3 freguesias do Centro Histórico (S.Pedro de Penaferrim, S. Martinho e Santa Maria e S.Miguel). Se tal viesse a concretizar-se (o que, estamos em crer, não sucederá, assim o bom senso prevaleça) ficaríamos com uma freguesia urbana com uma dimensão territorial praticamente igual ao Concelho de Cascais ou de Lisboa, o dobro de Oeiras e o mesmo que o território dos Concelhos de Amadora e Odivelas juntos. Um absurdo, portanto, considerando a matriz, as características sócio-económicas e históricas das freguesias referidas.
Por tudo isto a posição do Partido Socialista é clara e construtiva:
- de há muito que defendemos a urgência de uma reforma da Administração Local, mesmo quando o PSD, por exemplo, hesitava e era incapaz de se definir nesta matéria;
- estamos, agora, perante aquilo que consideramos ser ainda uma “proposta” do Governo, que deve ser discutida, melhorada, aperfeiçoada, com o contributo de todos, eleitos e eleitores, autarcas e populações envolvidas;
- no que respeita às freguesias, o PS defende um tratamento diferenciado para as freguesias das zonas urbanas e das zonas rurais. Enquanto nas áreas urbanas, é possível e desejável encontrar soluções de racionalidade eliminando a duplicação de estruturas administrativas, no caso das freguesias rurais há que ter em conta que, em muitas localidades, as Juntas de Freguesia se constituem como único garante da presença do Poder democrático e ligação das populações ao Estado;
- em simultâneo, o PS incentiva o associativismo inter-freguesias com o objectivo de ganhar
dimensão para intervir em áreas que o justifiquem, assim como o reforço das atribuições e
competências das comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas;
- recusamos, contudo, pseudo-reformas baseadas em critérios meramente quantitativos ou em cortes cegos de recursos, ditados por burocratas num qualquer gabinete do Terreiro do Paço;
- rejeitamos, ainda, a tentação que este documento, em determinados pontos, expressa de
condicionamento e subordinação do Poder Local ao Poder Central, traduzido em medidas que
limitam ou impedem, mesmo, a liberdade de gestão e organização dos Presidentes de Câmara, nomeadamente no que aos Recursos Humanos diz respeito, indo ao extremo de impor um número máximo de chefias em cada município, pela mera aplicação das tais fórmulas matemáticas cegas.
Finalmente :
O objectivo de uma reforma desta dimensão só pode ser o de aprofundar e melhorar aquela que tem sido a relevante intervenção do Poder Local, desde o 25 de Abril até ao presente, na melhoria das condições de vida das populações, organização territorial e difusão dos valores do Estado democrático.
Estamos disponíveis para aperfeiçoar – não para destruir o que já deu provas de qualidade e
empenho ao serviço dos cidadãos e muito menos para criar esquemas em que o Poder autárquico(democraticamente eleito) saia menorizado ou limitado na sua actuação."
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Uma oportunidade para mudar!...
sábado, 17 de setembro de 2011
Sem vergonha!...
Apesar do escândalo, há um "silêncio" quase cúmplice da maior parte dos comentadores do costume sobre o "buraco" nas finanças da Madeira.
O PM esquiva-se.
O Ministro das Finanças eclipsa-se.
Imaginem se fosse nos Açores... Pois... Mas nos Açores houve um grande dirigente do PS, chamado Carlos César, que se recusou a cortar salários de trabalhadores e que, apesar disso e de tanta crítica que recebeu, não tem "buracos" destes... Optou, realmente, pelas PESSOAS e não pela obra de fachada.
domingo, 24 de julho de 2011
Um momento de viragem
terça-feira, 19 de julho de 2011
Escolher sem excluir.
No final desta semana os militantes do PS serão chamados a eleger um novo Secretário Geral do partido.
António José Seguro e Francisco Assis protagonizam duas candidaturas e duas formas diferenciadas de perspectivar a organização e projecto do PS rumo à criação de uma alternativa ao projecto de Direita que, neste momento, controla os destinos do País. Sendo, igualmente, duas personalidades distintas, obviamente que imprimem também diferentes cunhos pessoais na sua actuação política.
O debate tem sido vivo, frontal e com ampla abertura à participação de todos os interessados, desde militantes a simpatizantes, quer nas sessões com a participação dos candidatos, quer nas redes sociais, blogues, etc.
A minha escolha está feita desde há muito e é pública - apoio e irei votar em António José Seguro, convicto de que será capaz de construir um projecto verdadeiramente de Esquerda e liderar o partido num momento decisivo do actual regime democrático e no qual, uma vez mais, o Partido Socialista terá certamente um papel fulcral. Com Seguro o PS reencontrar-se-á com a sua matriz de Esquerda democrática e estou certo que será capaz de abrir pontes para uma real alternativa de Governo, face a uma Direita neo-liberal que está a destruir a Europa enquanto espaço de paz, de progresso e de desenvolvimento.
Na construção desse projecto de futuro estaremos certamente TODOS, após as eleições internas - os que agora apoiam Francisco Assis ou António José Seguro, porque a Democracia é escolha e não exclusão.
Não se trata de repetir meras palavras de circunstância - acredito realmente que o mérito e o valor de cada militante devem estar acima de qualquer disputa interna e esse é também um desiderato do Novo Ciclo que está prestes a iniciar-se.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Duas questões para um voto consciente
O debate de ontem, entre Sócrates e Coelho, tem sido tratado por alguns órgãos de Comun. Social como se de um combate de boxe se tratasse. Ganhou um, ganhou outro, perdeu um mas por pouco, ganhou o outro mas não esmagou, enfim... fica-se com a sensação de que, no final, alguém deveria ter saído de maca a caminho do hospital mais próximo e só assim, efectivamente, se poderia erguer o braço do vencedor... Porque não basta "mudar" por "mudar"!... Nem é sério pretender ignorar a crise financeira MUNDIAL, como se tal não tivesse claros reflexos em medidas que o Governo foi forçado a tomar, depois de ter conseguido (sim, é verdade!) baixar o défice de 6,83% que o PSD deixou, para menos de 3%!...
Até dia 5 de Junho há pelo menos duas perguntas que devem ser feitas (nem que seja interiormente) por quem não se guie pelo ódio irracional ou facciosimo ilimitado:
- o que ganhou o País com a convocação destas eleições?...
- por que razão quem rejeitou as medidas de recurso do PEC IV, veio aceitá-las praticamente todas (e mais algumas ainda piores...), por imposição externa?...
A resposta (sincera) a estas questões é a chave para votar por Portugal - e contra aqueles que definem o Poder como "pote" e o cargo de Primeiro-Ministro como "emprego".
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Um exercício de memória!
Como anda por aí muito boa gente "distraída" e uns tantos que pretendem fazer crer que o actual Governo é "culpado" de tudo, incluindo a queda do Império Romano, recordo aqui alguns factos sobre a situação das contas públicas quando o PS e José Sócrates chegaram ao Governo em 2005:- Bruxelas foi apanhada de surpresa com um défice de 6,83% do PIB nas contas do Estado, o mais alto da União Europeia, "herança" da governação de Durão Barroso e Santana Lopes.
- nesse défice, já de si "grandioso", não estavam ainda contabilizadas as contas das Autarquias e Regiões Autónomas, em ano de eleições. Aliás, no orçamento apresentado por Bagão Félix faltava dinheiro para pagar salários dos funcionários públicos, pensões dos reformados, subsídios de desemprego, facturas com a saúde, etc...
- em relação ao défice de 2,86% do PIB, anunciados em Dezembro pelo então ministro das Finanças, Bagão Félix, faltavam nos cofres do Governo cerca de 5,55 mil milhões de euros, 4,0% do PIB, de acordo com os cálculos do Banco de Portugal. Destes, Bagão tencionava "sacar" dois mil milhões de euros em receitas extraordinárias, contando com dividendos da Galp (no valor de 548 milhões de euros), outros 500 milhões com a venda de património e mil milhões com a transferência do Fundo de Pensões dos Trabalhadores da CGD e venda de concessões de auto-estradas. Nada disso se concretizou e o "buraco" ficou a descoberto...
- este monumental "engano" nas contas para 2005 aconteceu porque o Governo anterior (dos tais "génios" das Finanças e das Poupanças que parecem pulular no PSD e CDS/PP!) desorçamentou verbas, procedeu a cativação e ignorou despesas, INCLUINDO DE SALÁRIOS!... Alguns exemplos chegaram a ser dados pelo Banco de Portugal na época e foram notícia de jornal. Logo à cabeça, na folha salarial dos funcionários públicos, faltavam no orçamento para 2005 cerca de 360 milhões de euros. Isto representava praticamente um mês de salários. O "buraco", aliás, tendia a ser superior, já que as contas do Banco de Portugal só se referiam a remunerações certas e permanentes, isto é, não estavam a considerar, por exemplo, as progressões automáticas de carreira e as horas extraordinárias!...
- nas pensões, as verbas destinadas aos aumentos anunciados pelo Governo de Santana Lopes também não estavam orçamentadas, "em virtude de não ter sido considerada a actualização das pensões", explicava o relatório do Banco de Portugal.
- para pagar reformas e subsídios de desemprego, faltavam 598,8 milhões de euros, isto é, cerca de metade da verba anual para pagar aos desempregados.
- as receitas da Segurança Social foram "maquilhadas", referindo-se que existia um excedente de 189 milhões de euros, no OE para 2005, assinado por Bagão Félix. Mais tarde a Comissão Constâncio corrigiu, apurando um défice (e não um excedente!) de 598 milhões de euros.
- na Caixa Geral de Aposentações (CGA), a segurança social dos funcionários públicos, faltavam 228,3 milhões de euros; na Saúde, o défice atingia uma profundidade de 1,772 mil milhões de euros.
- para diminuir o défice de 2005, Bagão Félix excluiu o Instituto das Estradas de Portugal, a ex-JAE, das contas do Estado. "Poupava" assim, centenas de milhões de euros, deixando o Instituto sem dinheiro e obrigando-o a endividar-se junto da banca. Mas a ex-JAE não podia ser considerada fora do quadro das Administrações Públicas, tal como determina a lei e o relatório do BP exigiu a reintegração do Instituto nas contas do Estado "implicando um aumento de 458,3 milhões de euros" no défice.
- ao nível das receitas registou-se uma descida em IRC, o imposto sobre os lucros das empresas, e também no IRS, próxima dos 500 milhões de euros...
- "Grave", como caracterizavam alguns economistas na época, eram as repercussões das medidas extraordinárias usadas em 2003 e 2004 nas contas estatais de 2005. Decréscimos nas receitas, provocadas pela venda de créditos fiscais ao Citibank, assim como o aumento de despesa pelo facto do pagamento de pensões dos trabalhadores da CGD ser agora efectuada pela CGA - custaram ao erário público cerca de 400 milhões de euros. Ou seja, receita que se antecipou e que já não existia para o exercício orçamental de 2005!...
Este exercício de memória é baseado em informação da época e publicamente disponível. Foi apenas há 6 anos atrás que muitos daqueles que agora se apresentam com todas as "soluções" na algibeira, conduziram, desta triste forma, os destinos de Portugal. Sem qualquer crise financeira mundial. Com taxas de juro baixas e fartura de recursos creditícios. Imagine-se se o Governo de Portugal caísse agora nas mãos destes "salvadores da Pátria"!
sábado, 26 de março de 2011
As crianças não devem brincar com fósforos...
Que pena Passos Coelho não se ter preocupado em recomendar atempadamente auditorias aos seus amigos "laranja", donos e senhores do BPN, que gozaram à tripa forra e deixaram a conta para todos nós pagarmos. Que pena Passos Coelho não defender auditorias sobre certas permutas de casas de férias no Algarve e lucros chorudos em acções que nem cotadas na Bolsa estavam. Uma parte muito significativa do "buraco" que tanto nos prejudica a TODOS nós agora, tem a ver com um banco que toda a gente referia como "o banco do PSD", onde muita gente encheu os bolsos de forma desonesta, não respeitou nem clientes, nem investidores, nem o Estado e provocou ondas de choque que ainda agora nos afectam. Se Oliveira e Costa ou Dias Loureiro ou outras ilustres figuras do universo "laranja" fossem socialistas ou apoiantes de Sócrates, nem quero imaginar o fel que Passos Coelho verteria...
Não pode liderar o País neste momento tão difícil quem já demonstrou ser capaz de o coolocar em 2º lugar face à sobrevivência própria como líder partidário. Não pode liderar o País neste hora decisiva quem esconde propostas difíceis para não perder votos e não hesita em cavalgar o populismo fácil. Não pode liderar o País e abrir-lhe as portas do futuro quem já assumiu estar de cócoras perante os interesses estrangeiros e vai tropeçando em propostas contraditórias, à medida da mera caça ao voto.
Passos Coelho não serve sequer para liderar o PSD - quanto mais PORTUGAL!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Haja memória!

A mudança de instalações da Assembleia Municipal de Sintra não é apenas uma necessidade há muito sentida - é uma exigência de participação. São muitos os sintrenses que acorrem às sessões da AM e não encontram condições minimamente dignas para assistirem às mesmas, quer pela exiguidade do espaço, quer pelas condições oferecidas (falta de lugares sentados, calor insuportável quando a sala está cheia, acumular de pessoas na única entrada para a sala onde decorrem as sessões, dificuldades de estacionamento na zona, etc). Os auditórios do C.C. Olga Cadaval têm todas as condições para efectuar essa mudança, com óbvios benefícios para os munícipes e eleitos.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Gato escondido..

A Direita neo-liberal, pura e dura, que faz fila atrás de Passos Coelho e aguarda com mal disfarçada ansiedade o regresso ao Poder, começa a não conseguir disfarçar ao que vem, com um enfoque especial num ataque cerrado ao Estado e ao seu papel social. Ontem, Passos Coelho defendia que as empresas públicas “com prejuízos” fechassem, pura e simplesmente – dizia ele que só assim deixariam de “prejudicar a iniciativa privada”… Na sequência dessas afirmações até alguns comentadores de Direita vieram colocar água na fervura, lembrando que existem empresas de transportes públicos, por exemplo, que não podem dar lucro sem subirem os preços para níveis incomportáveis, devendo o “prejuízo” que têm, ser coberto pelo Estado, ao desempenhar as funções sociais que lhe devem estar atribuídas.
Hoje, surgem declarações sobre a “eventual necessidade” de despedimentos na Função Pública, sempre com a ameaça velada que podem ter que “ser impostos” por alguém de “fora”.
Sejamos claros – para o PSD uma intervenção do FMI em Portugal faz parte da sua estratégia política e é isso que é trágico! Sem terem sequer a CORAGEM de chamar os bois pelos nomes, muitos dirigentes, militantes e simpatizantes do PSD (quero acreditar que os verdadeiros SOCIAL-DEMOCRATAS daquele partido terão outro pensamento!) anseiam secretamente pela “débacle” financeira que leve o País a ter que pedir “ajuda” e, dessa forma, a ficar refém dos interesses e imposições do exterior. Nesse cenário o PSD poderia facilmente pedir eleições antecipadas e o “seu” Presidente, Cavaco Silva, talvez até desse uma ajuda dissolvendo a AR e marcando data para novo sufrágio, considerando que ele próprio já declarou que tal situação representaria “um falhanço” para o Governo. Com a eventual vitória do PSD e formação de Governo com o PP, a porta estaria escancarada para que o FMI entrasse no País, talvez até com um ufano António Borges, militante “laranja” e Director do Fundo, à cabeça do cortejo…
Depois, está bom de ver: “demonização” do PS e do anterior Governo, “únicos” responsáveis pela situação difícil do País; “lágrimas de crocodilo” face à inevitabilidade de ter que cortar ainda mais nos rendimentos das famílias; aumentar impostos sobre a propriedade (IMI a duplicar, por exemplo, para “destruir” a classe média e forçá-la a vender as casas ao desbarato, proporcionando óptimos negócios daqui por alguns anos aos abonados que agora as adquirissem…); total entrega da Educação e da Saúde a privados, através de truques como os “cheques-ensino” e imposição de “seguros de Saúde”, acabando o Serviço Nacional de Saúde por definhar e transformar-se num mero sistema “assistencial” das classes mais baixas; “desculpabilização” dos partidos no Poder (PSD e PP) através do FMI que surgiria como força de “imposição”, suportado no discurso repetido “ad nauseum” pelos comentadores e economistas do “regime” de que “não há alternativa” e de que “todo o sofrimento é necessário”.
Não sei o que poderá suceder num cenário destes – mas tenho a certeza absoluta que é aquilo que PSD e PP preparam!
O derrube do Primeiro-Ministro, procurado encarniçadamente ao longo dos últimos anos, com todas as campanhas por demais conhecidas, nunca se transformou numa realidade – e José Sócrates é, hoje em dia, o “alvo” a abater porque só ele continua a dar consistência ao Governo, a persistir numa liderança firme e que procura traçar caminhos de futuro no meio da incerteza actual. Caindo José Sócrates cai o Governo e o PS entrará numa longa “noite de facas longas”. Esta é a questão fulcral e por isso continuo a achar que, apesar de algumas situações que o PM deve ter em atenção e correcções que ainda poderá (e deverá) fazer no modelo de governação, não tenhamos dúvidas que só com Sócrates o “caminho estreito” a fazer poderá ter um desfecho positivo.
Não é o PS que terá a ganhar com isso – é Portugal!
Uma eventual vitória eleitoral do PSD num próximo escrutínio não representará a mesma coisa se acontecer no meio desta “crise” financeira ou se, entretanto, o País tiver conseguido dobrar o “Cabo da Boa Esperança” e existirem outras perspectivas macroeconómicas, já não sendo possível ao novo executivo refugiar-se atrás do “cutelo” utilitarista da “ameaça estrangeira”.
Há momentos decisivos na História das Nações em que se impõe uma visão clara das forças e interesses em disputa, ainda que sacrificando temporariamente alguns projectos particulares, críticas personalizadas ou “tácticas” de intervenção. Neste “combate” não podem existir “fissuras” que apenas beneficiam aqueles que não se importam de sacrificar todo um País para obterem o Poder e, trinta e seis anos após a Revolução de Abril, desencadear o mais violento processo de ataque ao Estado-Social e às classes mais desfavorecidas.
Portugal exige-nos que sejamos dignos da hora que atravessamos!
