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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sintra, as empresas e o emprego

Uma das mais valias que têm sido associadas à candidatura de Basílio Horta à Câmara Municipal de Sintra prende-se com a actividade que desenvolveu enquanto Presidente da AICEP. Com efeito, num Concelho onde as questões do emprego e do desenvolvimento económico sustentado são cada vez mais prementes, ter um Presidente de Câmara com esta visão e capacidade de atrair para Sintra investimentos relevantes e geradores de emprego (a par da dinamização de um verdadeiro "Simplex" ao nível dos serviços camarários, colocando o munícipe no centro do trabalho desenvolvido e transformando processos administrativos em oportunidades de contacto e de interação próxima), é algo que deve ser destacado.

Enquanto Presidente da AICEP, Basílio Horta logrou atingir, no período de 2007-2009 uma relevante captação de investimento, tendo sido celebrados mais de 400 contratos, envolvendo um investimento total superior a 5,5 M€ e a criação de mais de 8.600 postos de trabalho. Este número assume maior significado se o situarmos num período de forte crise internacional que teve consequências nas decisões de investimento. São de salientar alguns grandes projectos de investimento que pela sua dimensão e relevância, tiveram fortes impactos a montante e a jusante da cadeia de valor, nomeadamente os projectos da Pescanova, Ikea, Embraer e Nissan, bem como a expansão das unidades da Portucel e da Galp.

Por outro lado a AICEP orientou a sua actividade numa lógica de criação da figura do "gestor de clientes", atingindo cerca de 7.500 empresas e possibilitando-lhes um diálogo e trabalho conjunto mais próximo e profícuo.

Em 2009, por exemplo, foram divulgadas em Portugal cerca de 5.300 oportunidades comerciais detectadas em mercados externos e fornecidas a empresas nacionais cerca de 1.900 listas de potenciais importadores estrangeiros.

Esta experiência e, sobretudo, esta vontade de estabelecer pontes com algumas áreas que funcionam como verdadeiros "motores" de desenvolvimento local, será certamente da máxima importância no desempenho de um futuro Presidente da CM Sintra - e estou certo que os habitantes do nosso Concelho, muitos deles (infelizmente) vítimas desse flagelo que é o desemprego ou, sendo pequenos e médios empresários, atingidos pelos efeitos desta política de austeridade cega, anseiam por quem passe das palavras aos actos.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Por Sintra - Sempre!

Intervenção que efectuei no 15º Congresso da FAUL, realizado no passado Sábado, 30 de Junho, em Vila Franca de Xira:

"Caros camaradas,

Antes de mais permitam-me que saúde todos os delegados presentes e agradeça a  recepção que nos está a ser proporcionada pela Srª Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, neste magnífico espaço, colocado ao serviço da população deste município e que é bem exemplo do esforço e dedicação de uma grande autarca do PS, a nossa camarada Maria da Luz Rosinha.

Seguidamente, endereço os meus parabéns, pela sua reeleição, ao camarada Marcos Perestrelo. Não tendo sido seu apoiante há 2 anos atrás, sinto-me agora perfeitamente à vontade para, com inteira justiça, reconhecer o trabalho entretanto realizado, o seu cumprimento da promessa de ouvir as bases e reunir periodicamente com as diferentes secções do Partido e o dinamismo que procurou criar na FAUL, sem exclusão de ninguém e com a preocupação de gerar franco debate. Estou certo que assim prosseguirá neste seu segundo mandato.

Caros camaradas,

aproxima-se o grande desafio das Eleições Autárquicas. Pela sua importância no conjunto nacional, a Área Metropolitana de Lisboa será palco de alguns combates decisivos para o PS, nomeadamente a disputa na Capital do País. Mas não só. Permitam-me que, sendo militante e autarca em Sintra, destaque a importância que uma vitória neste Concelho deve merecer por parte dos dirigentes do PS, nomeadamente os dirigentes da FAUL.

O Município de Sintra tem praticamente meio milhão de habitantes, sendo o segundo maior do País, logo a seguir a Lisboa. Temos uma população jovem, com grande diversidade étnica, cultural e religiosa e enorme potencial por explorar. Mas temos também (sobretudo nos tempos de crise que vivemos) grandes problemas reais ou potenciais, dos quais destaco o flagelo do desemprego e que, em Sintra, já está a arrastar consigo milhares de famílias de classe média e a criar situações que poderão ser potencialmente explosivas, do ponto de vista social, no âmbito da área metropolitana de Lisboa.

Nos últimos 12 anos a gestão de Direita (PSD/PP) tem sido desastrosa para Sintra. Desqualificou um território imenso e de forte potencial. Não soube captar investimentos significativos, geradores de emprego. Deixou degradar as condições de vida de meio milhão de pessoas, com uma oferta deficiente de transportes, falta de espaços de lazer, ausência de valorização e requalificação das suas praias, ausência de participação em grandes eventos potenciadores de captação de recursos através do turismo, incapacidade para sequer concretizar a construção de um Hospital no Concelho (parece incrível mas MEIO MILHÃO DE PESSOAS não mereceram, ao longo de muitos anos a fio, do Poder Local ou até Central, de Governos do PSD mas também do PS, diga-se em abono da verdade, a construção de um Hospital em Sintra!)…

Fernando Seara ameaça agora candidatar-se à CM de Lisboa e o Ministro Relvas já lhe estendeu a passadeira laranja – deixem-me que vos diga mas depois do Terramoto de 1755 creio que não haveria maior flagelo para a população da capital, mas estou certo que, neste caso, será possível evitar o desastre!...

Camaradas:

Sem desprimor para nenhum Município integrante da FAUL mas está na hora de Sintra ser tratada com a atenção e preocupação que, até agora, nem sempre mereceu. O PS não pode “arriscar-se” a perder novamente, para a Direita, a Câmara Municipal de Sintra por outros 12 anos – seria trágico para os habitantes daquele Concelho e para o desenvolvimento daquele território. Temos que apresentar uma candidatura ganhadora, forte, mobilizadora e que represente, efetivamente, uma nova esperança para os nossos munícipes. Temos que apresentar uma equipa de novos protagonistas locais, que vivam e sinta os problemas do Concelho e tenham ideias e propostas para os resolver ou minorar. Temos que apostar em 3 aspectos mobilizadores – atrair empresas e gerar emprego; apoiar iniciativas dos jovens, no âmbito do Conhecimento, do desenvolvimento local e do empreendedorismo; requalificar o espaço urbano degradado ou desordenado ao longo das últimas duas décadas.

Os militantes de Sintra já demonstraram o seu empenho e combatividade na defesa dos princípios e valores do Partido Socialista. Travamos, neste momento, uma luta contra a fusão ou extinção de Freguesias no nosso Concelho, integrados na Plataforma MAISintra, tendo conseguido grande mobilização local e logrado entregar na Assembleia da República um abaixo-assinado com mais de 7000 assinaturas. Esta é também (estou certo) uma luta de muitos outros camaradas de outros Municípios e Freguesias aqui presentes, porque é uma luta contra a prepotência e contra a obsessão deste Governo em atacar os mais fracos e em querer impor uma Lei que é absurda, que é anti-democrática e que não trará poupança alguma. Não fomos eleitos autarcas para fazer fretes ao Ministro Miguel Relvas, à Troika, ou seja a quem for – fomos eleitos autarcas para SERVIR as populações que nos elegeram, que têm que ser ouvidas e que têm que estar acima de quaisquer outros interesses!

Camarada Marcos Perestrelo,

Contaremos, certamente, com o seu apoio e de toda a FAUL para prosseguirmos neste combate e para apresentarmos, em 2013, uma candidatura ganhadora à Câmara Municipal de Sintra, dada a importância e relevância deste Concelho na Área Metropolitana de Lisboa.

O sucesso deste seu segundo mandato, será, sem dúvida alguma, o sucesso de todos nós, o sucesso do Partido Socialista!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Com papas e bolos...

Pelo que li um dia destes num jornal local, parece que, finalmente, a Câmara Municipal de Sintra arrancou com as obras para construção do campo de jogos, com relvado sintético, do RRM, em Rio de Mouro.

Após anos a fio em que pouco ou nada avançou nem a obra se concretizou, quero crer que o facto de se realizarem eleições autárquicas no próximo ano se trata, apenas, de uma feliz coincidência...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Escolher os melhores

Acaba de ser editado o Anuário Financeiro dos Municípios (2010), uma publicação patrocinada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) e realizada por um conjunto de especialistas em contabilidade. Esta publicação divulga desde 2005 uma lista com os municípios que registam um maior nível de eficiência financeira.


Tratando-se de um conceito subjectivo, a avaliação baseia-se num índice composto de 15 indicadores, que avaliam questões como a dívida por habitante, liquidez, endividamento líquido por habitante, resultado operacional por habitante, peso dos custos com pessoal nos custos operacionais, diminuição dos passivos financeiros e das dívidas de curto prazo, prazo médio de pagamento a fornecedores, rigor com que orçamentam despesas e receitas, etc.


Os 10 melhores municípios de grande dimensão ficaram assim ordenados:


1º - Amadora


2º - Vila Franca de Xira


3º - Almada


4º - Braga


5º - Barcelos


6º - Seixal


7º - Oeiras


8º - Vila Nova de Famalicão


9º - Maia


10º - Loures


Infelizmente Sintra não se inclui nesta lista dos 10 melhores, o que só comprova (uma vez mais...) a apagada e vil tristeza em que caímos com PSD e CDS/PP a gerir os destinos da CMS.


De parabéns está o Presidente da Câmara Municipal da Amadora, o socialista Joaquim Raposo, com uma obra notável na gestão daquele município - numa altura em que se testam alguns nomes enquanto possíveis candidatos a municípios relevantes, na área da Grande Lisboa, nas próximas eleições autárquicas, sendo que muitos apenas vazio e incompetência têm para apresentar no "portefolio", estou em crer que autarcas como Joaquim Raposo terão ainda muito para dar em benefício dos territórios e das populações que continuarem a servir.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sintra ainda tem Presidente de Câmara?...

Abro um jornal e vejo uma notícia a dizer que o nome de Fernando Seara vai ser "testado" pelo PSD enquanto eventual candidato a Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Abro um outro e vejo uma entrevista com o actual vice-Presidente da CM Sintra, na qual praticamente anuncia a sua candidatura, nas próximas autárquicas, à CM de Sintra. Abro um terceiro e vejo o mesmo vice-Presidente da CMS nas fotos de todas as inaugurações ou eventos da semana, no Concelho - do Presidente da Câmara, zero.




Enfim...




Estamos, ainda, a praticamente DOIS ANOS das próximas eleições autárquicas. Em Sintra, nunca é demais repeti-lo, a ausência de obra e de projectos de fundo lançou o Concelho, nestes 10 anos de "governação" PSD/PP, na mais apagada e vil tristeza. Não há obra, nem ideias, nem planeamento de futuro, nem visão, nada! Apenas muita conversa, muito "estudo", muita presunção e água benta. E, no entanto, Sintra parece já não ter Presidente de Câmara em exercício efectivo, a DOIS ANOS de eleições - mas apenas a sombra de alguém que já só pensa no que vai fazer a seguir, seja a sombra de quem apenas se preocupa com o que vai fazer fora de Sintra, seja a de quem se posiciona como se nunca tivesse tido responsabilidades efectivas nestes 10 anos de exercício de Poder autárquico, ansiando apenas ser número 1.




Por Sintra e pelos sintrenses, que merecem, acima de tudo, que o exercício de cargos políticos seja muito mais do que a expressão de algumas "guerras de Alecrim e Manjerona" ensaiadas na Comunicação Social apenas para marcar lugar antecipado na grelha de partida "laranja", espero que o PS, em Sintra, nas próximas eleições autárquicas, apresente uma candidatura forte à CMS e uma equipa que marque a diferença, que rompa com este marasmo e que seja constituída, efectivamente, por quem queira trabalhar por Sintra e não pelo seu projecto pessoal de Poder ou afirmação pública.




Estou certo que os habitantes do Concelho, cansados de tanta promessa vã e de tanto vedetismo, saberão distinguir o trigo do joio e dar a resposta adequada no momento em que forem chamados a votar, se efectivamente lhes for proposto um projecto que leve Sintra ( o nosso Glorioso Éden!) a trilhar, novamente, caminhos de desenvolvimento sustentado, inovação, preocupação com o bem-estar dos seus habitantes e atracção de investimento que respeite as especificidades dos espaços e da magnífica História da nossa terra.




É nesse sentido que irei lutar, na medida das minhas possibilidades e no âmbito das minhas responsabilidades políticas a nível local.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um debate sobre o Documento Verde

Realizou-se ontem em Sintra, no Palácio Valenças, uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para discussão do Documento Verde sobre a reorganização administrativa. Aqui deixo, para memória futura, a intervenção que tive oportunidade de fazer:




"Exmo. Senhor Presidente da Assembleia
Exmo. Senhor Presidente da Câmara
Exmos. Senhores Vereadores
Caros Deputados Municipais
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Órgãos de Comunicação Social




Segundo a terminologia da União Europeia, um “Documento Verde” é um documento de trabalho, integrando princípios e propostas genéricas orientadoras de políticas e que visa dar início a uma discussão, procurando recolher contributos, sugestões, melhorias. Não é um documento fechado – é uma proposta para discussão. Não é uma imposição – é uma disposição para o debate.

Essa é a visão do Partido Socialista e é dessa forma que encara a recente proposta do Governo, consubstanciada no recente Documento Verde para a reforma da Administração Local.


Aliás, de há muito que o PS vem defendendo a necessidade de uma reforma na organização do
Poder Local, visando a melhoria da gestão autárquica, a sua modernização, o incremento da
transparência e a prestação de um melhor serviço às populações.


Neste âmbito recusamos, obviamente, uma discussão enquistada na mera aplicação de fórmulas matemáticas sobre espaços diferenciados, nas extinções ou fusões a qualquer custo e sem ter-se em conta a identidade cultural, o contexto sócio-económico e histórico dos diversos territórios. Não se podem tratar da mesma forma, por exemplo, freguesias rurais e urbanas, nem propor extinções de municípios contra a vontade das populações respectivas.


No entanto, reduzir a abordagem e discussão desta proposta apenas às questões de “fronteiras” num novo mapa autárquico é, igualmente, errado e muitíssimo redutor.


O que está em debate é a criação de um novo paradigma de lei eleitoral autárquica, incluindo, por exemplo, o reforço das competências de fiscalização das Assembleias Municipais, a criação de limites de endividamento às empresas municipais e proibição de criação de novas empresas; mais competências para as freguesias; em suma, um novo modelo para a Administração Local.


Torna-se, assim, muito relevante uma reflexão e levantamento da situação actual, pois só com a devida ponderação do caminho percorrido, suas virtudes e defeitos, constrangimentos e
oportunidades de melhoria, será possível avançar para a construção de um novo paradigma.


As casas construídas a partir do telhado, normalmente desabam com estrondo…


A este propósito torna-se, assim, imperativo que o Sr.Presidente da Câmara e também os diversos vereadores responsáveis pelos diferentes pelouros, explicitem nesta Assembleia (aproveitando o debate que aqui se entendeu trazer), que estratégias, que soluções, que ideias têm, por exemplo, sobre um dos eixos essenciais deste Documento Verde e que se refere ao Sector Empresarial Local.


Quantas empresas municipais vão ser extintas? Quantas vão prosseguir e em que termos? Que
implicações vão existir, nomeadamente ao nível dos Recursos Humanos e quais as salvaguardas
para os trabalhadores das mesmas? Igualmente no que diz respeito ao vector da gestão municipal, intermunicipal e financiamento, que reflexão já foi feita pela CMS e que propostas tem para apresentar neste debate, nomeadamente sobre os modelos do Governo de redução de dirigentes ou de criação de novos paradigmas de receita própria?


Recorde-se, a propósito, que em Novembro p.p., a CMS participou na organização de umas
pomposas Jornadas de Gestão e Modernização Autárquica, com a duração de 2 dias e a presença de vários membros do actual Governo. Que ideias válidas para o Concelho surgiram daí e de que forma se conciliam com as propostas do documento Verde? Para ser sincero a única coisa realmente relevante de que me lembro dessas jornadas foram as declarações do Dr. Miguel Relvas, à margem das mesmas, garantindo que não existiam “almofadas” para o Governo poder, pelo menos, pagar um dos subsídios aos trabalhadores da Função Pública…


Talvez haja oportunidade, nesta sessão, para que sejamos esclarecidos sobre a reflexão que possa já ter sido feita nesta matéria e que desconhecemos. Que caminhos e soluções são propostos por quem governa os destinos da CMS? Porque essa é a discussão que, efectivamente, interessa e mal seria que os actuais responsáveis pela gestão deste Município nada tivessem, de concreto, para dizer aos munícipes, aos eleitos desta Assembleia e até aos trabalhadores envolvidos no processo de mudança.


Retomando a análise de algumas propostas do Documento Verde, questionamos, ainda, a “bondade” de algumas propostas, tal como a aglomeração de Juntas de Freguesia para permitir-lhes uma outra dimensão e escala, dotando-as de mais competências e de maior autonomia financeira e administrativa. Tal poderá não passar de retórica inconsequente se depois se cortam cegamente os recursos existentes ou, até, se é exigido maior esforço e mais responsabilidades sem alocação dos competentes recursos financeiros ou humanos.


No caso de Sintra estaríamos, até, perante algumas enormidades, como seria o caso de uma eventual fusão das 3 freguesias do Centro Histórico (S.Pedro de Penaferrim, S. Martinho e Santa Maria e S.Miguel). Se tal viesse a concretizar-se (o que, estamos em crer, não sucederá, assim o bom senso prevaleça) ficaríamos com uma freguesia urbana com uma dimensão territorial praticamente igual ao Concelho de Cascais ou de Lisboa, o dobro de Oeiras e o mesmo que o território dos Concelhos de Amadora e Odivelas juntos. Um absurdo, portanto, considerando a matriz, as características sócio-económicas e históricas das freguesias referidas.


Por tudo isto a posição do Partido Socialista é clara e construtiva:


- de há muito que defendemos a urgência de uma reforma da Administração Local, mesmo quando o PSD, por exemplo, hesitava e era incapaz de se definir nesta matéria;


- estamos, agora, perante aquilo que consideramos ser ainda uma “proposta” do Governo, que deve ser discutida, melhorada, aperfeiçoada, com o contributo de todos, eleitos e eleitores, autarcas e populações envolvidas;


- no que respeita às freguesias, o PS defende um tratamento diferenciado para as freguesias das zonas urbanas e das zonas rurais. Enquanto nas áreas urbanas, é possível e desejável encontrar soluções de racionalidade eliminando a duplicação de estruturas administrativas, no caso das freguesias rurais há que ter em conta que, em muitas localidades, as Juntas de Freguesia se constituem como único garante da presença do Poder democrático e ligação das populações ao Estado;


- em simultâneo, o PS incentiva o associativismo inter-freguesias com o objectivo de ganhar
dimensão para intervir em áreas que o justifiquem, assim como o reforço das atribuições e
competências das comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas;


- recusamos, contudo, pseudo-reformas baseadas em critérios meramente quantitativos ou em cortes cegos de recursos, ditados por burocratas num qualquer gabinete do Terreiro do Paço;


- rejeitamos, ainda, a tentação que este documento, em determinados pontos, expressa de
condicionamento e subordinação do Poder Local ao Poder Central, traduzido em medidas que
limitam ou impedem, mesmo, a liberdade de gestão e organização dos Presidentes de Câmara, nomeadamente no que aos Recursos Humanos diz respeito, indo ao extremo de impor um número máximo de chefias em cada município, pela mera aplicação das tais fórmulas matemáticas cegas.


Finalmente :


O objectivo de uma reforma desta dimensão só pode ser o de aprofundar e melhorar aquela que tem sido a relevante intervenção do Poder Local, desde o 25 de Abril até ao presente, na melhoria das condições de vida das populações, organização territorial e difusão dos valores do Estado democrático.


Estamos disponíveis para aperfeiçoar – não para destruir o que já deu provas de qualidade e
empenho ao serviço dos cidadãos e muito menos para criar esquemas em que o Poder autárquico(democraticamente eleito) saia menorizado ou limitado na sua actuação."

sábado, 24 de setembro de 2011

Quem não tem cão...

Anuncia-se para Sintra, nos próximos dias, um espectáculo de "luzes e projecções" em fachadas de edifícios na zona do Centro Histórico.


Boa ideia!


Com luzes e projecções de noite e telões de dia, talvez assim se disfarce a degradação dos edifícios daquela zona, que aguardam há anos obras verdadeiras!...


E que tal projectarem também uma ciclovia ou uma Casa das Selecções, era giríssimo!...


Pobre Sintra, a quem já só parecem restar os "jogos" de luz e sombra para tentar disfarçar a ausência de obra, as "rugas" acentuadas e a "placidez dos cemitérios" a que a maioria PSD/PP entregaram este nosso Concelho!...

sábado, 20 de agosto de 2011

Quem cala, consente?...

Têm vindo a surgir, recorrentemente, na Comunicação Social, notícias que apontam para a vontade de alguns em colocarem portagens (!) no IC19. Parece, até, que uns dos primeiros propositores de tal "medida" é vereador na Câmara Municipal de Lisboa. E como estão mais uns milhões em jogo, não duvido que o actual Governo (que já só falta taxar-nos para respirar!) possa ver com bons olhos tal peregrina ideia.



Obviamente que cada qual é livre de pensar ou propor aquilo que bem entender. O que me tem intrigado é o silêncio dos diversos responsáveis da CM Sintra, desde o seu Presidente até aos diversos vereadores da Maioria de Direita, relativamente a uma proposta como esta. Concordam? Não concordam? Opõem-se totalmente? Não faço a mínima ideia, uma vez que o silêncio (pelo menos em termos públicos) tem sido notório.


E tudo isto perante uma medida que (não tenho a mínima dúvida) seria especialmente penalizante para os habitantes do Concelho de Sintra, face às óbvias limitações que já existem para se deslocarem em transportes públicos para a capital, nomeadamente quando comparamos com municípios próximos onde a rede de Metro já chega e as carreiras regulares de autocarros são uma realidade.



Nem sempre o silêncio é de ouro - há alturas em que pode ser entendido como cúmplice.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um campo de jogos para o RRM!


Desculpem lá mas não me resigno!...

Aquele "buraco" imenso, à entrada da freguesia de Rio de Mouro, onde devia estar o Campo de Jogos do RRM é uma chaga a céu aberto! É um libelo contra a incompetência de quem tem responsabilidades na matéria e foi empurrando o problema com a "barriga", como diz o povo!...

Não é a primeira vez que falo desta questão: há cerca de 1 ano
escrevi neste mesmo espaço o seguinte:

"Quanto ao campo de jogos do RRM (Rio de Mouro, Richoa e Mercês) lá continua transformado num imenso vazio, numa zona de entrada principal na Freguesia, na sequência de um negócio de contrapartidas para a construção, naquele local, de um posto de combustíveis e alargamento dos acessos ao IC19. Realmente os acessos e posto de combustíveis foram feitos - o prometido campo de futebol relvado e sede do clube é que parecem ter caído no esquecimento... Da Junta de Freguesia de Rio de Mouro e Câmara Municipal de Sintra apenas um absoluto silêncio público sobre o assunto e uma aparente incapacidade de definir, preto no branco, afinal o que vai acontecer àquele espaço e ao clube, depois das promessas e projectos que agora ninguém vê, nem relativamente aos quais não se conhece qualquer planificação ou calendarização."

O "buraco" permanece - apenas "evoluiu" na quantidade de ervas daninhas que puderam livremente crescer por todo o lado...


Já sei que agora a desculpa será a "crise", é certo e sabido.


Mas houve um tempo para planear, e outro para construir rapidamente o tal posto de combustíveis que certamente fará bom dinheiro naquele espaço privilegiado - e nada sobrou para o essencial, a requalificação de um espaço importante na zona urbana da Freguesia e a possibilidade de muitas centenas de jovens (e não só) praticarem desporto.


Por mim, não me resigno e continuarei a exigir, como habitante de Rio de Mouro há mais de 40 anos, que se cumpra com aquilo que foi acordado! Um campo de jogos para o RRM - um espaço de lazer e de prática de desporto para os milhares de habitantes desta Freguesia que bem mereciam melhor do que o muito pouco que lhes tem sido dado!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um tarifário absurdo!

A questão das tarifas que os SMAS e a Câmara Municipal de Sintra têm vindo a aplicar aos munícipes deste Concelho resume-se numa palavra – escândalo!

Escândalo - porque os habitantes de Sintra estão, neste momento, a pagar o tarifário mais elevado de TODA a área Metropolitana de Lisboa!

Escândalo - porque o argumento de que estes aumentos se devem a alterações legislativas que a tal obrigam não corresponde à verdade, como se pode comprovar por esta “excepção” num universo territorial mais vasto e que também está sujeito ao cumprimento das mesmas regras!

Escândalo – porque o discurso “oficial” de grande preocupação pelas famílias, pelas instituições, pelas associações, etc, não se coaduna com estes aumentos brutais e com a persistência em manter este tarifário digno de um qualquer Sheriff de Nothingam!

Os exemplos são, aliás, bastante expressivos:

- em Sintra, a tarifa fixa de abastecimento de água (antiga quota de serviço) é de 4,07€/mês, enquanto em Almada, por exemplo, é de 2,13€/mês;

- no serviço não doméstico, a tarifa fixa de abastecimento de água (antiga quota de serviço) é de 6,10€/mês; em Almada é de 3,80€/mês (mês);

- no que diz respeito à tarifa de saneamento existe uma tarifa fixa e outra variável:

* Quanto à tarifa fixa Doméstica, nos SMAS de Sintra, a tarifa é de 3,5€/mês; em Almada é de 17 cêntimos/m3;
* Quanto à tarifa não doméstica, nos SMAS de Sintra, a tarifa é de 5,25€; em Almada é de 30 cêntimos m3 (quem gasta mais paga mais);
* Quanto à tarifa variável de saneamento, nos SMAS de Sintra a tarifa é de 90% incidindo sobre o consumo de água; em Almada é de 40%. Em Cascais é de 42%, na Amadora e Oeiras é de 35% (doméstica) / 55% (não doméstica) e em Vila Franca de Xira é de 19%.



Creio que os números falam por si. Os habitantes deste Concelho não podem continuar a ser “massacrados” desta forma, sem que nada seja feito!

A responsabilidade última por toda a situação é do Presidente da Câmara Municipal de Sintra e é para ele que apelo directamente – Dr. Fernando Seara, está na hora do senhor intervir, obrigar os SMAS a reformular estas tarifas e tratar os Sintrenses, no mínimo, da mesma forma que estão a ser tratados os habitantes de Concelhos vizinhos relativamente a esta matéria.


A “bola” está do seu lado!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Rir para não chorar...


Em Rio de Mouro parece que está prestes a ser cumprida uma antiga promessa da maioria de Direita que gere a CMS - uma piscina em cada freguesia do Concelho.

Com efeito, se continuar a chover com intensidade, o enorme buraco aberto (numa zona central!) no espaço onde existia o campo de jogos do RRM, certamente dará origem a tal estrutura. E, considerando as dimensões do espaço em questão, será de categoria olímpica!...

Infelizmente, no Verão, a população não poderá usufruir de tal equipamento, uma vez que a torneira celeste naturalmente se fechará - mas os calhaus em abundância, buracos de diversas formas e irregularidades do piso que se manterão, certamente darão notável espaço de treino para equipas de BTT, gerando novo aproveitamento por parte dos fregueses.

Quanto ao antigo campo de futebol do RRM apenas resta evocar aquele grande clássico do cinema que se chama - "E tudo o vento levou"...

domingo, 28 de novembro de 2010

Uma estrada "amaldiçoada"...

Em Rio de Mouro há uma estrada que, certamente, está amaldiçoada. Com efeito, apenas o efeito de uma qualquer praga que lhe tenham rogado, pode ser a razão para que continue, após "arranjos" sucessivos, em tão mau estado.

A dita chama-se Estrada Marquês de Pombal e é uma das principais vias de ligação entre a Rinchoa / Fitares e Rio de Mouro - Estação. Durante anos a fio assemelhou-se a uma "picada africana". Depois foram feitas obras de repavimentação e ficou uma coisa estranha, com metade da via cuidada e nova e a outra metade com o pavimento antigo e remendado, para além das tampas de esgoto terem ficado bastante acima do piso, obrigando os carros a curiosas gincanas.

Há algumas semanas atrás, fruto do mau tempo, creio, abriu-se grande "cratera" num dos troços. Os serviços competentes (SMAS? CMS?) procederam à "reparação" - e, apesar de por lá terem andado durante uns dias e do trânsito ter estado parcialmente interrompido, o resultado final continua a ser um piso meio esburacado, com visíveis falhas no alcatrão, enfim, sem a qualidade final que se desejaria num troço de grande movimento. Deixo aqui o desafio - vão lá ver, porque há coisas que só mesmo vistas, contadas ninguém acredita...

Só pode mesmo ser praga rogada - e das grandes!...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Quo Vadis", Sintra?...


Segundo dados revelados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística, e relativos a 2007, a região de Lisboa congrega seis dos quinze concelhos portugueses com maior poder de compra do País, sendo que apenas quatro dos 18 municípios da região estão abaixo da média nacional – infelizmente Sintra é um destes quatro casos, com um valor de 98,2, ainda assim suplantado por Odivelas (98,7).

Lisboa (1.º lugar), Oeiras (2.º), Cascais (4.º), Alcochete (5.º), Montijo (9.º) e Almada (15.º) são os municípios da Região de Lisboa considerados na tabela dos quinze concelhos com maior poder de compra por habitante.

Este indicador caracteriza os municípios «sob o ponto de vista do poder de compra, numa acepção ampla, a partir de um conjunto de variáveis», nomeadamente salários auferidos pelos habitantes, contratos imobiliários e o número de automóveis.

De salientar que, em 2005, Sintra ainda tinha um poder de compra, per capita, superior ao Porto, Oeiras, Cascais, Loures, Almada, Matosinhos e Amadora, apesar de um decréscimo gradual que se registava já a partir de 2002. Neste momento, municípios como a Amadora (114,73), Mafra (109,89), Azambuja (108,07) ou Loures (111,60), para apenas citar alguns, ultrapassaram claramente o nosso Concelho relativamente a este índice.

Há já bastante tempo que alerto para esta “desvalorização” constante do nosso território, aqui tão claramente demonstrada. Trata-se de um importante indicador no que diz respeito à “estagnação” de Sintra nestes anos mais recentes, revelando um “empobrecimento” global, não apenas em termos económicos mas igualmente sociais, com a clara saída das classes médias para Concelhos vizinhos onde as condições de vida proporcionadas aos diversos níveis (transportes, escolas, vias de comunicação, parques urbanos, equipamentos de lazer, saúde, etc) se têm vindo a revelar claramente superiores, com a consequente valorização do património de cada munícipe, atracção de recursos e crescimento dos índices de satisfação global das populações.

Não cometerei a injustiça de apontar culpas exclusivas, por esta situação, ao Presidente da Câmara Municipal de Sintra e respectivos vereadores do PSD e do CDS/PP, eleitos pela coligação Mais Sintra ( já lá vão 9 anos consecutivos…) – mas certamente lhes caberá uma grande e significativa parte dessa responsabilidade.

Sem prejuízo do envolvimento do Poder Central em determinadas matérias, fica claramente demonstrado pelo exemplo de outros municípios (gradualmente “ultrapassando” Sintra nos anos mais recentes, sendo dirigidos pelas mais variadas forças políticas e sujeitos ao mesmo tipo de constrangimentos) que o Poder Local e os seus actores têm uma importância decisiva na criação de condições para o desenvolvimento, na atracção de investimentos, no desenho e desenvolvimento de projectos, na capacidade de influenciar os diversos responsáveis governamentais, enfim, na concretização de uma “visão estratégica” para o território, em benefício das populações e no sentido do seu desenvolvimento sustentado.

É essa incapacidade dos actuais responsáveis pela gestão da CMS que a frieza destes números vem demonstrar, para lá de alguns discursos empolgados ou repetição de piedosas intenções.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Raça humana não tem cor"


A propósito da questão do realojamento de 12 famílias em fogos que a Câmara Municipal da Amadora adquiriu no Concelho de Sintra já muito foi dito - em minha opinião, quase sempre numa clara linha de exploração demagógica e populista do assunto. Na última Assembleia Municipal de Sintra, realizada no passado dia 24 de Junho, tive, igualmente, a oportunidade de efectuar intervenção sobre este tema, procurando transmitir aquela que é a posição oficial do Partido Socialista em Sintra, após discussão nos órgãos próprios.

Sejamos claros: qualquer política de realojamento que não procure, acima de tudo, a integração plena dos indivíduos em sociedade, com deveres a cumprir mas também com igualdade de direitos, não fará qualquer sentido. Aliás, numa Europa onde as fronteiras foram há muito abolidas para os cidadãos que dela fazem parte, parece até absurda (e, considerando algumas declarações proferidas, até com traços de óbvia xenofobia) esta “polémica” que se pretendeu construir em redor do realojamento destas famílias.

Vamos aos factos:

- a CMA deliberou e aprovou a aquisição de 19 fogos para proceder ao realojamento de algumas famílias abrangidas pelo Programa Especial de Realojamento (PER);

- estas famílias residiam no traçado da CRIL. Tratam-se de famílias devidamente estruturadas e que, em vez de ficarem à espera de realojamento através do arrendamento, decidiram avançar com a compra de habitação, contando para isso com o apoio da Administração Central, através do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), da CMA e das Estradas de Portugal;

- estas famílias estão a ser devidamente acompanhadas pelos técnicos da CMA e, ao contrário do que alguns andaram por aí a dizer, ninguém “sacudiu” ou “empurrou” qualquer responsabilidade para Sintra;

- segundo informação da CMA foi preocupação dos diversos serviços envolvidos que, prioritariamente, se encontrassem fogos no Concelho da Amadora ou em áreas limítrofes. Os valores de aquisição deveriam enquadrar-se nos valores estabelecidos em termos legais e tratar-se de fogos prontos a habitar e que não necessitassem de obras;

- dos 19 fogos adquiridos, 12 situam-se no Concelho de Sintra, com ampla dispersão por várias freguesias.

Estes são os factos, de forma sucinta. Devemos acrescentar que esta informação esteve sempre disponível para quem, efectivamente, estivesse mais interessado em esclarecer o assunto do que optar pela sua exploração sensacionalista ou pela “politiquice” sem sentido.

Importa, ainda, referir que há cerca de 10 anos também foram realojadas, na Urbanização da Coopalme, no Algueirão, 40 famílias indicadas pela CMA, conjuntamente com famílias de Sintra. Acrescente-se que a CMA, ao fim de todo este tempo, ainda mantém um Gabinete de Atendimento no Bairro da Coopalme, para atendimento semanal às famílias que vieram da Amadora.

Efectivamente, ao invés de se criticar o trabalho bem feito dos outros e de se agitarem “fantasmas” junto da opinião pública, deveriam alguns autarcas do nosso Concelho preocupar-se mais com aquilo que seria sua obrigação fazer em Sintra e que, pelos vistos, não sabem ou não conseguem fazer. Talvez dessa forma os cerca de 600 alunos de Sintra (muitos deles também oriundos de famílias de fracos recursos e necessitando de apoio social) que frequentam, por exemplo, a EB 2+3 Francisco Manuel de Melo, na Amadora, pudessem ter escola em Sintra e não necessitassem de recorrer ao Concelho do lado para esse efeito!...

O verdadeiro dado relevante desta questão diz respeito, antes de mais, à desvalorização do nosso Concelho, fruto destes recentes anos de más políticas, que afastaram as classes médias para Concelhos vizinhos e conduziram o nosso património para patamares inferiores. Hoje em dia, efectivamente, é mais barato comprar casa nas zonas urbanas de Sintra do que na Amadora, Oeiras, Odivelas ou Cascais. Nos índices de qualidade de vida, aqueles municípios têm vindo a ultrapassar Sintra, ano após ano. Porque Sintra continua a ter maus acessos a Lisboa, escassez de alternativas de transportes para fora ou no interior do Concelho, falta gritante de infra-estruturas de lazer, de apoio na Saúde, Educação, etc. Porque Sintra (sobretudo nestes mandatos da Coligação Mais Sintra - PSD/PP ) parou no tempo, nada se faz, nada se renova, tudo se degrada, desde as zonas urbanas até ao próprio Centro Histórico!...

Que fique bem claro: sou de opinião que é obrigação dos políticos contribuírem para o esclarecimento das situações e evitarem o fermentar de ódios, de animosidades ou de sementes de intolerância. Como dizia um verso de uma canção - "raça humana não tem cor". As pessoas, todas as pessoas, sejam elas de Sintra, da Amadora ou de Angola, e desde que respeitem as normas e leis em vigor, devem ser tratadas como tal, com compreensão pelas suas dificuldades, anseios de integração e opções de vida. Não há fronteiras quando se trata de contribuir para a dignidade humana. Estes são os princípios que o Partido Socialista defende, sempre defendeu e certamente continuará a defender, ainda que seja um combate por vezes árduo, sobretudo porque o populismo gratuito tem sempre mais facilidade em exibir-se nas parangonas de jornais ávidos de "guerras" e de "sangue", seja à custa de quem for ou do que for!

A CM Amadora agiu bem, dentro de toda a legalidade e está a acompanhar a situação. Trata-se de uma situação pontual e claramente enquadrada. Pretender "assustar" os munícipes de Sintra com as 2300 famílias ainda por realojar na Amadora (como se fosse sequer exequível replicar, nem que fosse apenas em termos de custos, a compra de 2300 andares noutro município!) é fazer demagogia fácil e sem qualquer fundamento!

Resta à CM Sintra preocupar-se, acima de tudo, com a qualificação do nosso território para atrair mais investimento, trazer de volta as classes médias, construir as escolas, equipamentos desportivos, parques, estradas, ciclovias, centros de Saúde, etc, que tanta falta fazem e saber, acima de tudo, integrar em vez de estigmatizar.

Infelizmente, disso estamos certos, não será com esta Maioria de Direita que tal se transformará numa realidade, dada a sua mais do que demonstrada incapacidade para gerir um Município como Sintra!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mostra supersónica!...


O Presidente da República esteve hoje de manhã em Sintra num denominado "roteiro da Juventude" ou algo do género. No largo fronteiro ao Palácio da Vila ergueram-se 21 barraquinhas brancas, numa iniciativa chamada " Mostra de Empreendedorismo Jovem do Concelho de Sintra", creio que com a intenção de mostrar a Cavaco Silva a capacidade de iniciativa de jovens empresários do Concelho.

Interessado, procurei no site da CMS mais informação sobre este evento, nomeadamente horário de funcionamento da "Mostra" nos próximos dias - nada encontrei...

Algumas horas depois falei com um amigo sobre o assunto. Sorriu e garantiu-me que as tais barraquinhas já nem lá estavam montadas - parece que a "iniciativa" durou apenas o tempo da passagem do Sr.Presidente da República e...zás, vamos embora que o "show" terminou!...

Simplesmente...inacreditável!...

domingo, 13 de junho de 2010

Ainda a saga do RRM...


Em Rio de Mouro parece que a nova aposta da Junta de Freguesia, em termos desportivos, vai para uma recém criada equipa de BTT (ciclismo todo o terreno). Com efeito, espaço para a sua prática parece não faltar, já que em vez do eternamente prometido parque urbano entre Rio de Mouro e o Cacém restam caminhos de cabras, calhaus, terra batida e (ainda) alguns eucaliptos...

Quanto ao campo de jogos do RRM (Rio de Mouro, Richoa e Mercês) lá continua transformado num imenso vazio, numa zona de entrada principal na Freguesia, na sequência de um negócio de contrapartidas para a construção, naquele local, de um posto de combustíveis e alargamento dos acessos ao IC19. Realmente os acessos e posto de combustíveis foram feitos - o prometido campo de futebol relvado e sede do clube é que parecem ter caído no esquecimento... Da Junta de Freguesia de Rio de Mouro e Câmara Municipal de Sintra apenas um absoluto silêncio público sobre o assunto e uma aparente incapacidade de definir, preto no branco, afinal o que vai acontecer àquele espaço e ao clube, depois das promessas e projectos que agora ninguém vê, nem relativamente aos quais não se conhece qualquer planificação ou calendarização.

Assim sendo, bem pode a Junta de Freguesia de Rio de Mouro aproveitar também este espaço onde já esteve o campo de jogos do RRM para pista de treino ou até mesmo realização de provas de BTT, pelo menos durante o Verão. Já de Inverno, como o espaço fica cheio de poças de água da chuva, talvez se possa aproveitar para combates na lama...

Como diz o Povo - quem não tem cão...caça com gato!...

sábado, 17 de abril de 2010

Sintra, "capital do cartoon"


Realizou-se ontem à noite, em Sintra, no CC Olga Cadaval, mais uma Gala World Press Cartoon, onde anualmente são distinguidos os melhores trabalhos (cartoons / caricaturas) publicados na Imprensa mundial.

Este ano, em paralelo, decorre homenagem a esse grande artista que foi Leal da Câmara (1876-1948), com exposição evocativa da sua obra a decorrer no Museu de Arte Moderna de Sintra, conjuntamente com a exibição dos melhores trabalhos concorrentes ao WPC.

Ontem, em intervenção efectuada na Gala de entrega de prémios do WPC, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Fernando Seara, afirmou que Sintra já é, em função deste evento, a "capital do cartoon". Face à importância do mesmo a nível internacional, creio que se trata de uma afirmação legítima e de orgulho sincero.

Contudo, num ano em que a Câmara Municipal de Sintra deixou que fosse reduzida a escombros, em Queluz, a casa daquele que é considerado o "pai da banda desenhada portuguesa" - Stuart de Carvalhais (1887 / 1961) - aqui fica uma sugestão para que, na próxima Gala do WPC, em 2011, seja feita uma grande exposição em Sintra sobre a obra de Stuart, tal como agora sucedeu com Leal da Câmara.

Nada compensa aquilo que se deitou abaixo - mas numa "capital do cartoon" o nome e obra de Stuart de Carvalhais têm que ser dignamente evocados. E essa "dívida" está ainda por "pagar" em Sintra.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Inspecções do IGAL em 2010

Foi notícia na Comunicação Social do passado fim de semana - o Plano de Inspecções da IGAL (Inspecção-Geral da Administração Local) para 2010, prevê intervenções em 66 autarquias, incluindo Sintra.

Segundo a IGAL, foram seleccionadas Câmaras Municipais que já estavam há bastante tempo sem serem objecto de inspecção (critério cronológico). O objectivo final passa por chegar a um patamar onde nenhum município esteja mais do que 4 anos sem ser alvo de inspecção.

Para além das Câmaras, a IGAL prevê, ainda, a inspecção de 12 freguesias, onde se inclui a Junta de Freguesia de Rio de Mouro. Nestes casos, já não se trata de uma escolha em função de critérios de tempo, mas considerando "o risco objectivo de existência de ilegalidades, indiciado pela apresentação de queixas, denúncias e exposições".

Aguardemos, pois, o resultado das inspecções anunciadas, especialmente em Rio de Mouro (ver mais informação aqui).

segunda-feira, 22 de março de 2010

E depois do corte de mais uma "fita"?...


A propósito da inauguração, amanhã, do novo Centro Comunitário da Xetaria, em Belas, foi hoje remetido para a Comunicação Social o seguinte comunicado, da responsabilidade dos vereadores do Partido Socialista na CMS:



"XETARIA Um Bairro Esquecido…


No próximo dia 23 de Março vai ser inaugurado o Centro Comunitário da Xetaria, na Freguesia de Belas. Com uma área de construção de 896.81 m2, dividida por 3 pisos, este equipamento social, inserido no PER (Programa Especial de Realojamento), visa responder às carências sentidas nas áreas da Infância e Terceira Idade, num território que aguardava há muito a indispensável infra-estruturação.

Reconhecendo a importância deste equipamento, os Vereadores do Partido Socialista consideram, porém, que a Câmara Municipal de Sintra se alheou progressivamente dos problemas sentidos pela comunidade do bairro da Xetaria, bem como de toda a sua envolvente. Realojar não é apenas deslocar pessoas, significa sobretudo (re)integrar e (re)socializar; garantindo condições dignas de habitabilidade, algo que a Câmara Municipal de Sintra tem descurado.

O bairro da Xetaria é um bom exemplo das erradas opções políticas em matéria de realojamentos sociais. A inexistência de equipamentos, os inapropriados materiais utilizados para a cobertura exterior dos edifícios: [esferovite e tela plástica], as infiltrações, fungos, humidade, isolamento inapropriado, bem como, a ausência de manutenção do edificado são algumas das queixas que não têm merecido resposta por parte da câmara municipal. Como exemplo, vd. Fotos tiradas no n.º 35 da Rua de Portugal).

À assinalável desqualificação do património edificado acresce a degradação do espaço de público de toda a envolvente. A ausência de espaços públicos, iluminação deficiente e escassa [provocando insegurança], a inexistência de espaços verdes e a deterioração de arruamentos e calçadas agravam a insatisfação dos que ali compraram a sua habitação, tudo paredes-meias com um enorme depósito de sucatas, reduzindo a qualidade de vida das pessoas que ali vivem para níveis inaceitáveis.

Os Vereadores do Partido Socialista consideram inaceitável o alheamento da Câmara Municipal e instam o Sr. Presidente de Câmara a aproveitar esta solene ocasião para visitar todo o bairro e perceber, na primeira pessoa, a triste realidade que esta comunidade enfrenta."