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sábado, 13 de abril de 2013

"Creator Spiritus"

Há coisas que não se explicam. Porque não conseguimos. 

Então foi assim: num momento estava a ouvir "Creator Spiritus", de Arvo Pärt, pelo puro prazer de escutar um compositor que admiro (não sou especialista, nunca serei, apenas tento ser "ouvinte" e já não é pouco...). A Páscoa aproximava-se e é um tempo em que (necessariamente) evoco a partida do meu pai deste patamar de existência - lembro-me de chegar ao trabalho na 2ª-feira seguinte ao Domingo de Páscoa desse ano de 2007 e receber a chamada telefónica que me informou da sua partida. Por isso ouvia esta música e mil imagens de meu pai me passavam pela mente e do "acaso" alguém me falou do acidente ocorrido com pessoa que ambos conhecíamos, mas com quem eu não tinha relação de amizade - em algumas circunstâncias teríamos, até, estado em "campos opostos", naquelas "discussões" surdas que tecem mil equívocos e se fundam mais no que ouvimos de outros do que daquilo que realmente sentimos a respeito de alguém. Que estava no hospital, para operação. 

E a Páscoa ali a chegar, na esquina dos dias... 

E volto de novo ao terreno daquelas coisas que não sabemos explicar mas que, do "nada", nos impelem a "ter que fazer" - porque "Creator Spiritus" me envolvia e de súbito relembro o grande Conhecimento e Amor daquela pessoa pela Grande Música, certamente continuaria a ouvi-la, fosse de que forma fosse, na cama de hospital onde aguardava intervenção cirúrgica. Um sinal?... Porque é que alguém me falaria do acidente, logo a mim que nem sou amigo, nem próximo? Porque me apeteceu "regressar" a Pärt, logo eu que não sou especialista, apenas o ouvinte ocasional?... 

Há coisas que - efectivamente - não se explicam. Resolvi contactar com a pessoa em questão através da única forma que tinha - pelo Facebook, em privado. E não foi pelo acidente, nem pela operação, nem pelo Domingo de Páscoa que se aproximava, nem pela música - e foi por tudo isso, pelo "apelo interior" que é a estrada para Damasco quando menos esperamos e o clarão na alma que nos "cega" devolvendo outra "visão" das coisas e dos homens. 

Temi que a pessoa em questão não entendesse. Talvez nem respondesse. Estaria no seu pleno direito. Assim não aconteceu, felizmente. E, no meu Domingo de Páscoa, celebrei uma vez mais esse imenso Mistério da morte como princípio de Vida - e ganhei um novo amigo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sintra, as empresas e o emprego

Uma das mais valias que têm sido associadas à candidatura de Basílio Horta à Câmara Municipal de Sintra prende-se com a actividade que desenvolveu enquanto Presidente da AICEP. Com efeito, num Concelho onde as questões do emprego e do desenvolvimento económico sustentado são cada vez mais prementes, ter um Presidente de Câmara com esta visão e capacidade de atrair para Sintra investimentos relevantes e geradores de emprego (a par da dinamização de um verdadeiro "Simplex" ao nível dos serviços camarários, colocando o munícipe no centro do trabalho desenvolvido e transformando processos administrativos em oportunidades de contacto e de interação próxima), é algo que deve ser destacado.

Enquanto Presidente da AICEP, Basílio Horta logrou atingir, no período de 2007-2009 uma relevante captação de investimento, tendo sido celebrados mais de 400 contratos, envolvendo um investimento total superior a 5,5 M€ e a criação de mais de 8.600 postos de trabalho. Este número assume maior significado se o situarmos num período de forte crise internacional que teve consequências nas decisões de investimento. São de salientar alguns grandes projectos de investimento que pela sua dimensão e relevância, tiveram fortes impactos a montante e a jusante da cadeia de valor, nomeadamente os projectos da Pescanova, Ikea, Embraer e Nissan, bem como a expansão das unidades da Portucel e da Galp.

Por outro lado a AICEP orientou a sua actividade numa lógica de criação da figura do "gestor de clientes", atingindo cerca de 7.500 empresas e possibilitando-lhes um diálogo e trabalho conjunto mais próximo e profícuo.

Em 2009, por exemplo, foram divulgadas em Portugal cerca de 5.300 oportunidades comerciais detectadas em mercados externos e fornecidas a empresas nacionais cerca de 1.900 listas de potenciais importadores estrangeiros.

Esta experiência e, sobretudo, esta vontade de estabelecer pontes com algumas áreas que funcionam como verdadeiros "motores" de desenvolvimento local, será certamente da máxima importância no desempenho de um futuro Presidente da CM Sintra - e estou certo que os habitantes do nosso Concelho, muitos deles (infelizmente) vítimas desse flagelo que é o desemprego ou, sendo pequenos e médios empresários, atingidos pelos efeitos desta política de austeridade cega, anseiam por quem passe das palavras aos actos.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Em defesa das Freguesias de Sintra

Intervenção na Assembleia Municipal Extraordinária, realizada no passado dia 10 de Outubro, no Centro Cultural Olga Cadaval.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Fusão e extinção de Freguesias - uma Lei contra as populações!


No passado dia 19 de Junho foi entregue, na Assembleia da República, a Petição que a Plataforma Freguesias SIMtra dinamizou no nosso Concelho e que visa suspender a atual Lei de reorganização administrativa territorial autárquica, aprovada pela maioria PSD/CDS-PP em 30 de Maio p.p.


Esta Petição recolheu mais de 7.000 assinaturas, tendo ficado bem patente, no contato direto com a população, que existe uma real insatisfação relativamente aos pressupostos desta Lei, nomeadamente no que respeita à fusão ou extinção de Freguesias e consequente diminuição dos apoios sociais e atividades atualmente desenvolvidas em cada uma delas.

Mas o combate contra esta Lei não se esgotou com a entrega da Petição na Assembleia da República. É preciso continuar a esclarecer e mobilizar as populações, para que não sejam desagradavelmente surpreendidas com decisões que não têm em conta os seus interesses, identidade ou contexto social e histórico – e para que fique bem explícito quem lhes virou as costas e tomou decisões radicais sem sequer as ouvir ou consultar.

Em Sintra, apesar de até se ter realizado uma Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal exclusivamente para discussão do Documento Verde que esteve na origem desta Lei, continuamos sem saber qual a proposta que a maioria Mais Sintra (PSD e CDS-PP) pretende apresentar, uma vez que é essa a sua responsabilidade, por mais que ande a tentar escapar por entre os pingos da chuva. Desconhece-se que Freguesias serão extintas ou “fundidas”. Desconhece-se que serviços serão alterados ou deixarão de ser prestados às populações por parte das atuais ou novas Freguesias. Desconhece-se que “fronteiras” serão alteradas e com que critério. Tudo está a ser feito no silêncio de um qualquer gabinete, em “obediência” às determinações do Ministro Miguel Relvas e sem que os cidadãos sejam ouvidos, envolvidos ou consultados.

Contra este estado de coisas, multiplicam-se os sinais, oriundos de vários setores:

- A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), já anunciaram publicamente a sua recusa em integrar a Unidade Técnica que o Governo criou para proceder à avaliação das propostas para a extinção de freguesias;

- PS, CDU e BE também se recusam a indicar membros para integrar esta Unidade Técnica, deixando PSD e CDS-PP completamente isolados nesta matéria;

- A Plataforma Nacional Contra a Extinção de Freguesias (com a qual a Plataforma SIMtra já estabeleceu contatos), depois de diversas iniciativas de protesto levadas a efeito, já anunciou a intenção de, inclusivamente, recorrer aos Tribunais europeus para travar a Lei.


Em síntese:

Esta é uma Lei que não serve as populações, representando um ataque explícito ao Poder Local que o 25 de Abril instituiu e que tanto contribuiu, ao longo de mais de 3 décadas, para o desenvolvimento das diversas comunidades locais e melhoria das condições de vida dos respetivos habitantes.

Esta é uma Lei da responsabilidade exclusiva do Governo PSD / PP e, qualquer que seja a proposta a apresentar para o Concelho de Sintra, esta será também da exclusiva responsabilidade da maioria de Direita na CMS e Assembleia Municipal de Sintra, cabendo-lhe o ónus de a assumir junto das comunidades e populações afetadas, sem procurar arranjar falsos álibis.

Esta é uma Lei que não trará (como alguns pretendem fazer crer) qualquer poupança significativa para o Estado, mas que abrirá as portas a uma diminuição ou alteração relevante na prestação de todo um conjunto de serviços que as Juntas de Freguesia prestam localmente, numa estreita relação com os habitantes respetivos.

Por tudo isto há que continuar a lutar pela suspensão da Lei, com o apoio dos munícipes de Sintra e contra a extinção ou descaracterização das Freguesias do nosso Concelho! 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma questão fulcral

Uma das questões que ficaram para sempre associadas ao grande jornalista e escritor Baptista- Bastos foi a seguinte:

"Diga-me lá, afinal onde é que estava no dia 25 de Abril?..."

Creio que, nas próximas eleições autárquicas em Sintra, e com as devidas adaptações, haverá quem tenha, igualmente, de responder à seguinte questão:

"Diga-me lá, afinal onde é que esteve durante estes últimos 12 anos, enquanto as promessas feitas ficaram praticamente todas por cumprir e o nosso Concelho perdeu competitividade e qualidade de vida face aos Concelhos circundantes?..."

Quem responderá?...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Por Sintra - Sempre!

Intervenção que efectuei no 15º Congresso da FAUL, realizado no passado Sábado, 30 de Junho, em Vila Franca de Xira:

"Caros camaradas,

Antes de mais permitam-me que saúde todos os delegados presentes e agradeça a  recepção que nos está a ser proporcionada pela Srª Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, neste magnífico espaço, colocado ao serviço da população deste município e que é bem exemplo do esforço e dedicação de uma grande autarca do PS, a nossa camarada Maria da Luz Rosinha.

Seguidamente, endereço os meus parabéns, pela sua reeleição, ao camarada Marcos Perestrelo. Não tendo sido seu apoiante há 2 anos atrás, sinto-me agora perfeitamente à vontade para, com inteira justiça, reconhecer o trabalho entretanto realizado, o seu cumprimento da promessa de ouvir as bases e reunir periodicamente com as diferentes secções do Partido e o dinamismo que procurou criar na FAUL, sem exclusão de ninguém e com a preocupação de gerar franco debate. Estou certo que assim prosseguirá neste seu segundo mandato.

Caros camaradas,

aproxima-se o grande desafio das Eleições Autárquicas. Pela sua importância no conjunto nacional, a Área Metropolitana de Lisboa será palco de alguns combates decisivos para o PS, nomeadamente a disputa na Capital do País. Mas não só. Permitam-me que, sendo militante e autarca em Sintra, destaque a importância que uma vitória neste Concelho deve merecer por parte dos dirigentes do PS, nomeadamente os dirigentes da FAUL.

O Município de Sintra tem praticamente meio milhão de habitantes, sendo o segundo maior do País, logo a seguir a Lisboa. Temos uma população jovem, com grande diversidade étnica, cultural e religiosa e enorme potencial por explorar. Mas temos também (sobretudo nos tempos de crise que vivemos) grandes problemas reais ou potenciais, dos quais destaco o flagelo do desemprego e que, em Sintra, já está a arrastar consigo milhares de famílias de classe média e a criar situações que poderão ser potencialmente explosivas, do ponto de vista social, no âmbito da área metropolitana de Lisboa.

Nos últimos 12 anos a gestão de Direita (PSD/PP) tem sido desastrosa para Sintra. Desqualificou um território imenso e de forte potencial. Não soube captar investimentos significativos, geradores de emprego. Deixou degradar as condições de vida de meio milhão de pessoas, com uma oferta deficiente de transportes, falta de espaços de lazer, ausência de valorização e requalificação das suas praias, ausência de participação em grandes eventos potenciadores de captação de recursos através do turismo, incapacidade para sequer concretizar a construção de um Hospital no Concelho (parece incrível mas MEIO MILHÃO DE PESSOAS não mereceram, ao longo de muitos anos a fio, do Poder Local ou até Central, de Governos do PSD mas também do PS, diga-se em abono da verdade, a construção de um Hospital em Sintra!)…

Fernando Seara ameaça agora candidatar-se à CM de Lisboa e o Ministro Relvas já lhe estendeu a passadeira laranja – deixem-me que vos diga mas depois do Terramoto de 1755 creio que não haveria maior flagelo para a população da capital, mas estou certo que, neste caso, será possível evitar o desastre!...

Camaradas:

Sem desprimor para nenhum Município integrante da FAUL mas está na hora de Sintra ser tratada com a atenção e preocupação que, até agora, nem sempre mereceu. O PS não pode “arriscar-se” a perder novamente, para a Direita, a Câmara Municipal de Sintra por outros 12 anos – seria trágico para os habitantes daquele Concelho e para o desenvolvimento daquele território. Temos que apresentar uma candidatura ganhadora, forte, mobilizadora e que represente, efetivamente, uma nova esperança para os nossos munícipes. Temos que apresentar uma equipa de novos protagonistas locais, que vivam e sinta os problemas do Concelho e tenham ideias e propostas para os resolver ou minorar. Temos que apostar em 3 aspectos mobilizadores – atrair empresas e gerar emprego; apoiar iniciativas dos jovens, no âmbito do Conhecimento, do desenvolvimento local e do empreendedorismo; requalificar o espaço urbano degradado ou desordenado ao longo das últimas duas décadas.

Os militantes de Sintra já demonstraram o seu empenho e combatividade na defesa dos princípios e valores do Partido Socialista. Travamos, neste momento, uma luta contra a fusão ou extinção de Freguesias no nosso Concelho, integrados na Plataforma MAISintra, tendo conseguido grande mobilização local e logrado entregar na Assembleia da República um abaixo-assinado com mais de 7000 assinaturas. Esta é também (estou certo) uma luta de muitos outros camaradas de outros Municípios e Freguesias aqui presentes, porque é uma luta contra a prepotência e contra a obsessão deste Governo em atacar os mais fracos e em querer impor uma Lei que é absurda, que é anti-democrática e que não trará poupança alguma. Não fomos eleitos autarcas para fazer fretes ao Ministro Miguel Relvas, à Troika, ou seja a quem for – fomos eleitos autarcas para SERVIR as populações que nos elegeram, que têm que ser ouvidas e que têm que estar acima de quaisquer outros interesses!

Camarada Marcos Perestrelo,

Contaremos, certamente, com o seu apoio e de toda a FAUL para prosseguirmos neste combate e para apresentarmos, em 2013, uma candidatura ganhadora à Câmara Municipal de Sintra, dada a importância e relevância deste Concelho na Área Metropolitana de Lisboa.

O sucesso deste seu segundo mandato, será, sem dúvida alguma, o sucesso de todos nós, o sucesso do Partido Socialista!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Era uma vez a Casa das Selecções...


Nos últimos dias temos assistido, através de diversas reportagens televisivas, à excelente promoção de que a Vila de Óbidos tem beneficiado, fruto da presença da Selecção Nacional de Futebol naquele Concelho. Obviamente que Óbidos já é conhecida, nacional e internacionalmente, pela beleza natural da sua localização, pelo pitoresco das suas ruas, pelo património histórico, até pelo “licor de ginja” de superior qualidade. Mas um conjunto de eventos, bem selecionados e promovidos, como é o caso do Festival do Chocolate ou da Vila Natal, têm contribuído, decisivamente, para a promoção daquele Concelho, desenvolvimento do comércio e serviços locais e dinamização daquele território no competitivo mercado turístico. O facto da Selecção Nacional ter escolhido Óbidos para estagiar, nos últimos anos, na preparação para o Euro ou para o Mundial de futebol, insere-se, obviamente, nesse conjunto de acções no âmbito do “marketing territorial”, para além de contribuir (não tenhamos qualquer dúvida) para o aumento da auto-estima dos habitantes daquele Concelho, o que não deve ser de forma alguma menorizado, sobretudo nos tempos que correm.

Vem isto a propósito de, ao ver novamente estas imagens da Selecção Nacional de Futebol em Óbidos, me lembrar daquele já célebre projecto da Câmara Municipal de Sintra de construir a Casa das Selecções no nosso Concelho, mais especificamente em Almargem do Bispo. Em 2007, o vereador Luís Duque garantia, em declarações à Lusa, que as obras “nunca tinham parado” e que “a construção arrancava nos primeiros meses de 2008”. Mas tal não se concretizou e, já em 2011, o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, acusava explicitamente a CMS pelo falhanço do projecto.

Estamos, assim, perante mais uma das promessas não cumpridas por parte daqueles que, desde 2001, dirigem os destinos deste município –  chegados a 2012, a Federação Portuguesa de Futebol e a Secretaria de Estado do Desporto optaram por contactar a Câmara Municipal de Oeiras e apontar o projecto para terrenos junto ao Estádio Nacional, naquilo que deve constituir o  toque de finados definitivo relativamente à  instalação da Casa das Selecções em Sintra.

Obviamente que agora existirão mil e uma desculpas para que a obra nunca tenha avançado, tal como já existiram para muitos outros projectos que ficaram pelo caminho nestes 3 mandatos, desde a rede de ciclovias até às piscinas em cada freguesia. Uma coisa é certa – há quem anuncie e quem faça; há quem prometa e quem cumpra; há quem faça estudos e quem faça obra. Neste âmbito, sabemos bem de que lado (infelizmente) se tem colocado a maioria de Direita que, há aproximadamente 12 anos, é responsável pela gestão do Município de Sintra. E é por isso que é urgente para Sintra inverter este rumo, transformar as políticas, renovar os protagonistas locais e, sobretudo, voltar a trabalhar COM  os Sintrenses e PARA os Sintrenses!

domingo, 13 de maio de 2012

Uma definição acertada

Uma senhora vereadora da Câmara Municipal de Sintra, em entrevista a jornal local, refere que a "obra" do Dr. Fernando Seara nestes dez anos de Presidência é, essencialmente, "imaterial". 

Consultando o dicionário de Língua Portuguesa pode ler-se que "imaterial" significa: 

1. que não é formado de matéria;

2. que não é concreto; incorpóreo; impalpável;

3. espiritual; sobrenatural. 

Olhando para o panorama de Sintra e para o "legado" que PSD e PP se preparam para deixar creio que (infelizmente para os Sintrenses) estamos perante uma definição bastante acertada.

sábado, 28 de abril de 2012



Plataforma Freguesias SIMtra - presente no desfile do 25 de Abril deste ano, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Escolher os melhores

Acaba de ser editado o Anuário Financeiro dos Municípios (2010), uma publicação patrocinada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) e realizada por um conjunto de especialistas em contabilidade. Esta publicação divulga desde 2005 uma lista com os municípios que registam um maior nível de eficiência financeira.


Tratando-se de um conceito subjectivo, a avaliação baseia-se num índice composto de 15 indicadores, que avaliam questões como a dívida por habitante, liquidez, endividamento líquido por habitante, resultado operacional por habitante, peso dos custos com pessoal nos custos operacionais, diminuição dos passivos financeiros e das dívidas de curto prazo, prazo médio de pagamento a fornecedores, rigor com que orçamentam despesas e receitas, etc.


Os 10 melhores municípios de grande dimensão ficaram assim ordenados:


1º - Amadora


2º - Vila Franca de Xira


3º - Almada


4º - Braga


5º - Barcelos


6º - Seixal


7º - Oeiras


8º - Vila Nova de Famalicão


9º - Maia


10º - Loures


Infelizmente Sintra não se inclui nesta lista dos 10 melhores, o que só comprova (uma vez mais...) a apagada e vil tristeza em que caímos com PSD e CDS/PP a gerir os destinos da CMS.


De parabéns está o Presidente da Câmara Municipal da Amadora, o socialista Joaquim Raposo, com uma obra notável na gestão daquele município - numa altura em que se testam alguns nomes enquanto possíveis candidatos a municípios relevantes, na área da Grande Lisboa, nas próximas eleições autárquicas, sendo que muitos apenas vazio e incompetência têm para apresentar no "portefolio", estou em crer que autarcas como Joaquim Raposo terão ainda muito para dar em benefício dos territórios e das populações que continuarem a servir.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sintra ainda tem Presidente de Câmara?...

Abro um jornal e vejo uma notícia a dizer que o nome de Fernando Seara vai ser "testado" pelo PSD enquanto eventual candidato a Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Abro um outro e vejo uma entrevista com o actual vice-Presidente da CM Sintra, na qual praticamente anuncia a sua candidatura, nas próximas autárquicas, à CM de Sintra. Abro um terceiro e vejo o mesmo vice-Presidente da CMS nas fotos de todas as inaugurações ou eventos da semana, no Concelho - do Presidente da Câmara, zero.




Enfim...




Estamos, ainda, a praticamente DOIS ANOS das próximas eleições autárquicas. Em Sintra, nunca é demais repeti-lo, a ausência de obra e de projectos de fundo lançou o Concelho, nestes 10 anos de "governação" PSD/PP, na mais apagada e vil tristeza. Não há obra, nem ideias, nem planeamento de futuro, nem visão, nada! Apenas muita conversa, muito "estudo", muita presunção e água benta. E, no entanto, Sintra parece já não ter Presidente de Câmara em exercício efectivo, a DOIS ANOS de eleições - mas apenas a sombra de alguém que já só pensa no que vai fazer a seguir, seja a sombra de quem apenas se preocupa com o que vai fazer fora de Sintra, seja a de quem se posiciona como se nunca tivesse tido responsabilidades efectivas nestes 10 anos de exercício de Poder autárquico, ansiando apenas ser número 1.




Por Sintra e pelos sintrenses, que merecem, acima de tudo, que o exercício de cargos políticos seja muito mais do que a expressão de algumas "guerras de Alecrim e Manjerona" ensaiadas na Comunicação Social apenas para marcar lugar antecipado na grelha de partida "laranja", espero que o PS, em Sintra, nas próximas eleições autárquicas, apresente uma candidatura forte à CMS e uma equipa que marque a diferença, que rompa com este marasmo e que seja constituída, efectivamente, por quem queira trabalhar por Sintra e não pelo seu projecto pessoal de Poder ou afirmação pública.




Estou certo que os habitantes do Concelho, cansados de tanta promessa vã e de tanto vedetismo, saberão distinguir o trigo do joio e dar a resposta adequada no momento em que forem chamados a votar, se efectivamente lhes for proposto um projecto que leve Sintra ( o nosso Glorioso Éden!) a trilhar, novamente, caminhos de desenvolvimento sustentado, inovação, preocupação com o bem-estar dos seus habitantes e atracção de investimento que respeite as especificidades dos espaços e da magnífica História da nossa terra.




É nesse sentido que irei lutar, na medida das minhas possibilidades e no âmbito das minhas responsabilidades políticas a nível local.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um debate sobre o Documento Verde

Realizou-se ontem em Sintra, no Palácio Valenças, uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para discussão do Documento Verde sobre a reorganização administrativa. Aqui deixo, para memória futura, a intervenção que tive oportunidade de fazer:




"Exmo. Senhor Presidente da Assembleia
Exmo. Senhor Presidente da Câmara
Exmos. Senhores Vereadores
Caros Deputados Municipais
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Órgãos de Comunicação Social




Segundo a terminologia da União Europeia, um “Documento Verde” é um documento de trabalho, integrando princípios e propostas genéricas orientadoras de políticas e que visa dar início a uma discussão, procurando recolher contributos, sugestões, melhorias. Não é um documento fechado – é uma proposta para discussão. Não é uma imposição – é uma disposição para o debate.

Essa é a visão do Partido Socialista e é dessa forma que encara a recente proposta do Governo, consubstanciada no recente Documento Verde para a reforma da Administração Local.


Aliás, de há muito que o PS vem defendendo a necessidade de uma reforma na organização do
Poder Local, visando a melhoria da gestão autárquica, a sua modernização, o incremento da
transparência e a prestação de um melhor serviço às populações.


Neste âmbito recusamos, obviamente, uma discussão enquistada na mera aplicação de fórmulas matemáticas sobre espaços diferenciados, nas extinções ou fusões a qualquer custo e sem ter-se em conta a identidade cultural, o contexto sócio-económico e histórico dos diversos territórios. Não se podem tratar da mesma forma, por exemplo, freguesias rurais e urbanas, nem propor extinções de municípios contra a vontade das populações respectivas.


No entanto, reduzir a abordagem e discussão desta proposta apenas às questões de “fronteiras” num novo mapa autárquico é, igualmente, errado e muitíssimo redutor.


O que está em debate é a criação de um novo paradigma de lei eleitoral autárquica, incluindo, por exemplo, o reforço das competências de fiscalização das Assembleias Municipais, a criação de limites de endividamento às empresas municipais e proibição de criação de novas empresas; mais competências para as freguesias; em suma, um novo modelo para a Administração Local.


Torna-se, assim, muito relevante uma reflexão e levantamento da situação actual, pois só com a devida ponderação do caminho percorrido, suas virtudes e defeitos, constrangimentos e
oportunidades de melhoria, será possível avançar para a construção de um novo paradigma.


As casas construídas a partir do telhado, normalmente desabam com estrondo…


A este propósito torna-se, assim, imperativo que o Sr.Presidente da Câmara e também os diversos vereadores responsáveis pelos diferentes pelouros, explicitem nesta Assembleia (aproveitando o debate que aqui se entendeu trazer), que estratégias, que soluções, que ideias têm, por exemplo, sobre um dos eixos essenciais deste Documento Verde e que se refere ao Sector Empresarial Local.


Quantas empresas municipais vão ser extintas? Quantas vão prosseguir e em que termos? Que
implicações vão existir, nomeadamente ao nível dos Recursos Humanos e quais as salvaguardas
para os trabalhadores das mesmas? Igualmente no que diz respeito ao vector da gestão municipal, intermunicipal e financiamento, que reflexão já foi feita pela CMS e que propostas tem para apresentar neste debate, nomeadamente sobre os modelos do Governo de redução de dirigentes ou de criação de novos paradigmas de receita própria?


Recorde-se, a propósito, que em Novembro p.p., a CMS participou na organização de umas
pomposas Jornadas de Gestão e Modernização Autárquica, com a duração de 2 dias e a presença de vários membros do actual Governo. Que ideias válidas para o Concelho surgiram daí e de que forma se conciliam com as propostas do documento Verde? Para ser sincero a única coisa realmente relevante de que me lembro dessas jornadas foram as declarações do Dr. Miguel Relvas, à margem das mesmas, garantindo que não existiam “almofadas” para o Governo poder, pelo menos, pagar um dos subsídios aos trabalhadores da Função Pública…


Talvez haja oportunidade, nesta sessão, para que sejamos esclarecidos sobre a reflexão que possa já ter sido feita nesta matéria e que desconhecemos. Que caminhos e soluções são propostos por quem governa os destinos da CMS? Porque essa é a discussão que, efectivamente, interessa e mal seria que os actuais responsáveis pela gestão deste Município nada tivessem, de concreto, para dizer aos munícipes, aos eleitos desta Assembleia e até aos trabalhadores envolvidos no processo de mudança.


Retomando a análise de algumas propostas do Documento Verde, questionamos, ainda, a “bondade” de algumas propostas, tal como a aglomeração de Juntas de Freguesia para permitir-lhes uma outra dimensão e escala, dotando-as de mais competências e de maior autonomia financeira e administrativa. Tal poderá não passar de retórica inconsequente se depois se cortam cegamente os recursos existentes ou, até, se é exigido maior esforço e mais responsabilidades sem alocação dos competentes recursos financeiros ou humanos.


No caso de Sintra estaríamos, até, perante algumas enormidades, como seria o caso de uma eventual fusão das 3 freguesias do Centro Histórico (S.Pedro de Penaferrim, S. Martinho e Santa Maria e S.Miguel). Se tal viesse a concretizar-se (o que, estamos em crer, não sucederá, assim o bom senso prevaleça) ficaríamos com uma freguesia urbana com uma dimensão territorial praticamente igual ao Concelho de Cascais ou de Lisboa, o dobro de Oeiras e o mesmo que o território dos Concelhos de Amadora e Odivelas juntos. Um absurdo, portanto, considerando a matriz, as características sócio-económicas e históricas das freguesias referidas.


Por tudo isto a posição do Partido Socialista é clara e construtiva:


- de há muito que defendemos a urgência de uma reforma da Administração Local, mesmo quando o PSD, por exemplo, hesitava e era incapaz de se definir nesta matéria;


- estamos, agora, perante aquilo que consideramos ser ainda uma “proposta” do Governo, que deve ser discutida, melhorada, aperfeiçoada, com o contributo de todos, eleitos e eleitores, autarcas e populações envolvidas;


- no que respeita às freguesias, o PS defende um tratamento diferenciado para as freguesias das zonas urbanas e das zonas rurais. Enquanto nas áreas urbanas, é possível e desejável encontrar soluções de racionalidade eliminando a duplicação de estruturas administrativas, no caso das freguesias rurais há que ter em conta que, em muitas localidades, as Juntas de Freguesia se constituem como único garante da presença do Poder democrático e ligação das populações ao Estado;


- em simultâneo, o PS incentiva o associativismo inter-freguesias com o objectivo de ganhar
dimensão para intervir em áreas que o justifiquem, assim como o reforço das atribuições e
competências das comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas;


- recusamos, contudo, pseudo-reformas baseadas em critérios meramente quantitativos ou em cortes cegos de recursos, ditados por burocratas num qualquer gabinete do Terreiro do Paço;


- rejeitamos, ainda, a tentação que este documento, em determinados pontos, expressa de
condicionamento e subordinação do Poder Local ao Poder Central, traduzido em medidas que
limitam ou impedem, mesmo, a liberdade de gestão e organização dos Presidentes de Câmara, nomeadamente no que aos Recursos Humanos diz respeito, indo ao extremo de impor um número máximo de chefias em cada município, pela mera aplicação das tais fórmulas matemáticas cegas.


Finalmente :


O objectivo de uma reforma desta dimensão só pode ser o de aprofundar e melhorar aquela que tem sido a relevante intervenção do Poder Local, desde o 25 de Abril até ao presente, na melhoria das condições de vida das populações, organização territorial e difusão dos valores do Estado democrático.


Estamos disponíveis para aperfeiçoar – não para destruir o que já deu provas de qualidade e
empenho ao serviço dos cidadãos e muito menos para criar esquemas em que o Poder autárquico(democraticamente eleito) saia menorizado ou limitado na sua actuação."

sábado, 24 de setembro de 2011

Quem não tem cão...

Anuncia-se para Sintra, nos próximos dias, um espectáculo de "luzes e projecções" em fachadas de edifícios na zona do Centro Histórico.


Boa ideia!


Com luzes e projecções de noite e telões de dia, talvez assim se disfarce a degradação dos edifícios daquela zona, que aguardam há anos obras verdadeiras!...


E que tal projectarem também uma ciclovia ou uma Casa das Selecções, era giríssimo!...


Pobre Sintra, a quem já só parecem restar os "jogos" de luz e sombra para tentar disfarçar a ausência de obra, as "rugas" acentuadas e a "placidez dos cemitérios" a que a maioria PSD/PP entregaram este nosso Concelho!...

sábado, 20 de agosto de 2011

Quem cala, consente?...

Têm vindo a surgir, recorrentemente, na Comunicação Social, notícias que apontam para a vontade de alguns em colocarem portagens (!) no IC19. Parece, até, que uns dos primeiros propositores de tal "medida" é vereador na Câmara Municipal de Lisboa. E como estão mais uns milhões em jogo, não duvido que o actual Governo (que já só falta taxar-nos para respirar!) possa ver com bons olhos tal peregrina ideia.



Obviamente que cada qual é livre de pensar ou propor aquilo que bem entender. O que me tem intrigado é o silêncio dos diversos responsáveis da CM Sintra, desde o seu Presidente até aos diversos vereadores da Maioria de Direita, relativamente a uma proposta como esta. Concordam? Não concordam? Opõem-se totalmente? Não faço a mínima ideia, uma vez que o silêncio (pelo menos em termos públicos) tem sido notório.


E tudo isto perante uma medida que (não tenho a mínima dúvida) seria especialmente penalizante para os habitantes do Concelho de Sintra, face às óbvias limitações que já existem para se deslocarem em transportes públicos para a capital, nomeadamente quando comparamos com municípios próximos onde a rede de Metro já chega e as carreiras regulares de autocarros são uma realidade.



Nem sempre o silêncio é de ouro - há alturas em que pode ser entendido como cúmplice.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um campo de jogos para o RRM!


Desculpem lá mas não me resigno!...

Aquele "buraco" imenso, à entrada da freguesia de Rio de Mouro, onde devia estar o Campo de Jogos do RRM é uma chaga a céu aberto! É um libelo contra a incompetência de quem tem responsabilidades na matéria e foi empurrando o problema com a "barriga", como diz o povo!...

Não é a primeira vez que falo desta questão: há cerca de 1 ano
escrevi neste mesmo espaço o seguinte:

"Quanto ao campo de jogos do RRM (Rio de Mouro, Richoa e Mercês) lá continua transformado num imenso vazio, numa zona de entrada principal na Freguesia, na sequência de um negócio de contrapartidas para a construção, naquele local, de um posto de combustíveis e alargamento dos acessos ao IC19. Realmente os acessos e posto de combustíveis foram feitos - o prometido campo de futebol relvado e sede do clube é que parecem ter caído no esquecimento... Da Junta de Freguesia de Rio de Mouro e Câmara Municipal de Sintra apenas um absoluto silêncio público sobre o assunto e uma aparente incapacidade de definir, preto no branco, afinal o que vai acontecer àquele espaço e ao clube, depois das promessas e projectos que agora ninguém vê, nem relativamente aos quais não se conhece qualquer planificação ou calendarização."

O "buraco" permanece - apenas "evoluiu" na quantidade de ervas daninhas que puderam livremente crescer por todo o lado...


Já sei que agora a desculpa será a "crise", é certo e sabido.


Mas houve um tempo para planear, e outro para construir rapidamente o tal posto de combustíveis que certamente fará bom dinheiro naquele espaço privilegiado - e nada sobrou para o essencial, a requalificação de um espaço importante na zona urbana da Freguesia e a possibilidade de muitas centenas de jovens (e não só) praticarem desporto.


Por mim, não me resigno e continuarei a exigir, como habitante de Rio de Mouro há mais de 40 anos, que se cumpra com aquilo que foi acordado! Um campo de jogos para o RRM - um espaço de lazer e de prática de desporto para os milhares de habitantes desta Freguesia que bem mereciam melhor do que o muito pouco que lhes tem sido dado!

domingo, 10 de julho de 2011

Novo Ciclo...

Começa hoje uma nova fase neste blogue.


Para além do comentário e opinião pessoais, essencialmente sobre temas sociais e políticos, este será também um espaço aberto a quem achar por bem enviar-me informação que queira partilhar ou divulgar por esta via, sobretudo sobre questões relativas ao Concelho de Sintra.


Obrigado e...até já!...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um tarifário absurdo!

A questão das tarifas que os SMAS e a Câmara Municipal de Sintra têm vindo a aplicar aos munícipes deste Concelho resume-se numa palavra – escândalo!

Escândalo - porque os habitantes de Sintra estão, neste momento, a pagar o tarifário mais elevado de TODA a área Metropolitana de Lisboa!

Escândalo - porque o argumento de que estes aumentos se devem a alterações legislativas que a tal obrigam não corresponde à verdade, como se pode comprovar por esta “excepção” num universo territorial mais vasto e que também está sujeito ao cumprimento das mesmas regras!

Escândalo – porque o discurso “oficial” de grande preocupação pelas famílias, pelas instituições, pelas associações, etc, não se coaduna com estes aumentos brutais e com a persistência em manter este tarifário digno de um qualquer Sheriff de Nothingam!

Os exemplos são, aliás, bastante expressivos:

- em Sintra, a tarifa fixa de abastecimento de água (antiga quota de serviço) é de 4,07€/mês, enquanto em Almada, por exemplo, é de 2,13€/mês;

- no serviço não doméstico, a tarifa fixa de abastecimento de água (antiga quota de serviço) é de 6,10€/mês; em Almada é de 3,80€/mês (mês);

- no que diz respeito à tarifa de saneamento existe uma tarifa fixa e outra variável:

* Quanto à tarifa fixa Doméstica, nos SMAS de Sintra, a tarifa é de 3,5€/mês; em Almada é de 17 cêntimos/m3;
* Quanto à tarifa não doméstica, nos SMAS de Sintra, a tarifa é de 5,25€; em Almada é de 30 cêntimos m3 (quem gasta mais paga mais);
* Quanto à tarifa variável de saneamento, nos SMAS de Sintra a tarifa é de 90% incidindo sobre o consumo de água; em Almada é de 40%. Em Cascais é de 42%, na Amadora e Oeiras é de 35% (doméstica) / 55% (não doméstica) e em Vila Franca de Xira é de 19%.



Creio que os números falam por si. Os habitantes deste Concelho não podem continuar a ser “massacrados” desta forma, sem que nada seja feito!

A responsabilidade última por toda a situação é do Presidente da Câmara Municipal de Sintra e é para ele que apelo directamente – Dr. Fernando Seara, está na hora do senhor intervir, obrigar os SMAS a reformular estas tarifas e tratar os Sintrenses, no mínimo, da mesma forma que estão a ser tratados os habitantes de Concelhos vizinhos relativamente a esta matéria.


A “bola” está do seu lado!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Terrugem - nova Vila do nosso Concelho!


Em Sintra temos uma nova Vila - a Terrugem!


Foi agora aprovado, na AR, por unanimidade, o «Projecto de Lei nº 398/XI/1ª (PS) – Elevação da Povoação da Terrugem, no município de Sintra, à categoria de Vila», subscrito pelos meus camaradas Rui Pereira (Presidente da Concelhia de Sintra), João Soares e Vitalino Canas.


Está de parabéns o executivo Socialista da freguesia da Terrugem, liderado pelo Presidente José António Paço, que lutou persistentemente por esta causa!...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Haja memória!


Na página da internet do Bloco de Esquerda de Sintra pode ler-se o seguinte:


"Por proposta do Bloco de Esquerda, a Assembleia Municipal irá descentralizar algumas sessões pelas freguesias do Concelho. A primeira sessão descentralizada será em Junho, prevendo-se para breve o anúncio do local. Embora a descentralização esteja prevista no Regimento, da Assembleia, desde 2005 que todas as sessões se realizaram na sede do Concelho. A decisão foi tomada na última reunião da Conferência de Representantes, a 17 de Fevereiro, onde também ficou agendada, para final de Março ou principio de Abril, a realização de uma sessão temática, dedicada à temática da Saúde no Concelho de Sintra.

O Bloco de Esquerda congratula-se com estas deliberações, bem como com o retomar de uma prática que aproxima os órgãos autárquicos dos e das munícipes e que e fomenta a participação popular. "

Sobre este assunto gostaria apenas de recordar o texto que eu próprio aqui publiquei em 2009 e que se traduziu igualmente, na altura, numa proposta apresentada, por mim próprio, em nome do PS, na Assembleia Municipal e que, a pedido da maioria Mais Sintra, acabou por não ser sujeita a votação nessa AM, remetendo-se para conferência de líderes que acabou por jamais se concretizar em tempo útil. Reza o seguinte:


"A Assembleia Municipal de Sintra é o parlamento dos cidadãos deste Concelho. Assim, a par do seu papel de órgão fiscalizador da gestão camarária, deve ser espaço de debate, de reflexão, de cidadania.

A mudança de instalações da Assembleia Municipal de Sintra não é apenas uma necessidade há muito sentida - é uma exigência de participação. São muitos os sintrenses que acorrem às sessões da AM e não encontram condições minimamente dignas para assistirem às mesmas, quer pela exiguidade do espaço, quer pelas condições oferecidas (falta de lugares sentados, calor insuportável quando a sala está cheia, acumular de pessoas na única entrada para a sala onde decorrem as sessões, dificuldades de estacionamento na zona, etc). Os auditórios do C.C. Olga Cadaval têm todas as condições para efectuar essa mudança, com óbvios benefícios para os munícipes e eleitos.

Mas não basta - há também que realizar determinadas sessões da AM em algumas freguesias do Concelho, na eventual impossibilidade de realização em todas. Há que aproximar (na prática e não na mera retórica dos discursos da praxe) eleitos de eleitores, num Concelho de grande dimensão territorial e diversidade de populações. Nada é impossível, basta querer - e esta é também uma exigência de cidadania.

A AM não deve limitar-se, igualmente, ao seu papel fiscalizador ou ficar condicionada pela "agenda" da "rotina" camarária. Cabe-lhe um papel relevante na realização de debates temáticos, convidando especialistas e munícipes a intervir e, dessa forma, esclarecendo, discutindo, ajudando a construir soluções partilhadas. Mas também na fiscalização da actividade camarária o grau de exigência deve, necessariamente, aumentar, face a uma maioria de Direita que já dá claros sinais de querer "fechar-se" sobre si: as perguntas feitas pelos membros da AM ao Presidente da CMS e respectiva vereação, sobre assuntos diversos da gestão camarária, terão que ter resposta dentro dos prazos definidos e as manobras dilatórias para que tal não suceda (como aconteceu, diversas vezes, no anterior mandato) deverão ser clara e publicamente denunciadas. Cabe também aqui um papel fulcral aos órgãos de Comunicação Social, que não raras vezes, nestes últimos oito anos, preferiram noticiar o "acessório" em vez do "essencial" - Sintra precisa como de pão para a boca de uma Imprensa que discuta, confronte os poderes estabelecidos, debata, dê voz a todas as correntes de opinião de forma equitativa e que rompa com o "círculo vicioso" das notícias sobre "comemorações" e "chás dançantes".

Constituindo-se como oposição em Sintra (e sendo o maior partido do Concelho) cabe ao PS um papel determinante na prossecução destes objectivos que, no essencial, mais não visam do que dar voz aos sintrenses, aprofundar a participação democrática dos munícipes e exigir rigor e seriedade nas políticas traçadas."


Como se pode constatar, a proposta que o Bloco de Esquerda agora reivindica como sua (realização descentralizada de sessões da AM por diversas freguesias do Concelho) já foi feita, há mais de 1 ano, por mim próprio, em representação do meu partido, em sessão da Assembleia Municipal de Sintra - bastará, para tal, consultar a Acta da sessão respectiva.

Aparentemente, nem sequer o representante de ocasião do PS nesta "conferência de representantes" agora levada a efeito, teve memória de que este tema já tinha sido oportunamente proposto pelo seu próprio partido - mas esse é apenas mais um indício de uma ausência de liderança efectiva da bancada do PS na actual Assembleia Municipal, que não posso deixar de registar e lamentar e que vai permitindo que uns deitem os foguetes e outros façam a festa...