segunda-feira, 15 de março de 2010

Uma campanha triste - 2


O Congresso do PSD do passado fim de semana teve dois momentos de espantosa "esquizofrenia política":


- quando Paulo Rangel defendeu a necessidade de uma "maioria absoluta" do PSD para dar um Governo "estável" a Portugal (afinal parece que as maiorias absolutas só são "más" se forem do PS e afinal - helas! - ele até acha que, com maioria absoluta, haverá maior estabilidade governativa!... Genial!...);

- e também quando a maioria dos delegados deste Congresso, de um partido que se diz "social-democrata", votou FAVORAVELMENTE uma proposta no sentido de "punir" (podendo levar à expulsão!...) os militantes que "critiquem a Direcção" do partido nos 2 meses que antecedem actos eleitorais!... Acresce que esta proposta foi apresentada por Pedro Santana Lopes, foi aprovada pelos militantes laranja... e agora os candidatos à liderança vêm dizer que afinal não concordam com a mesma e deve ser "revogada"!... Que grande trapalhada...

Existiram outros momentos reveladores da grande confusão (ideológica, estratégica e de liderança) que o PSD atravessa, nesta sessão de psicanálise colectiva e confissão de "estados de alma" que durou todo um fim de semana no Pavilhao Ministro dos Santos, em Mafra.

Mas as duas situações que destaquei creio que exemplificam bem qual o motivo por que o PSD está há tanto tempo arredado da governação do País - efectivamente, que confiança, que credibilidade, que coerência de discurso e de acção oferece, ao eleitorado, este PSD?...

3 comentários:

Rui Pereira disse...

Muito bem. E a intervenção do PC das Caldas? Melhor? só a do tretas...

henrique menna disse...

oi, seu Blog é muito bom, é shown adorei mesmo, vou segui ele, quando de da uma olhada no meu http://henrique199.blogspot.com/, um forte abraço!

António Luís Lopes disse...

Obrigado pelas suas palavras generosas, Henrique. Vou dar uma olhada no seu blogue, certamente. Um abraço deste lado do oceano para essa outra margem lindíssima da nossa Língua que se chama Brasil. António Luís Lopes