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segunda-feira, 15 de março de 2010

Uma campanha triste - 2


O Congresso do PSD do passado fim de semana teve dois momentos de espantosa "esquizofrenia política":


- quando Paulo Rangel defendeu a necessidade de uma "maioria absoluta" do PSD para dar um Governo "estável" a Portugal (afinal parece que as maiorias absolutas só são "más" se forem do PS e afinal - helas! - ele até acha que, com maioria absoluta, haverá maior estabilidade governativa!... Genial!...);

- e também quando a maioria dos delegados deste Congresso, de um partido que se diz "social-democrata", votou FAVORAVELMENTE uma proposta no sentido de "punir" (podendo levar à expulsão!...) os militantes que "critiquem a Direcção" do partido nos 2 meses que antecedem actos eleitorais!... Acresce que esta proposta foi apresentada por Pedro Santana Lopes, foi aprovada pelos militantes laranja... e agora os candidatos à liderança vêm dizer que afinal não concordam com a mesma e deve ser "revogada"!... Que grande trapalhada...

Existiram outros momentos reveladores da grande confusão (ideológica, estratégica e de liderança) que o PSD atravessa, nesta sessão de psicanálise colectiva e confissão de "estados de alma" que durou todo um fim de semana no Pavilhao Ministro dos Santos, em Mafra.

Mas as duas situações que destaquei creio que exemplificam bem qual o motivo por que o PSD está há tanto tempo arredado da governação do País - efectivamente, que confiança, que credibilidade, que coerência de discurso e de acção oferece, ao eleitorado, este PSD?...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Haja memória!


Quase envergonhadamente, Santana Lopes, o homem em quem a actual líder (?) do PSD não votava, foi anunciado como candidato à Câmara Municipal de Lisboa. Tal é o engulho que o autor do anúncio achou por bem anunciar em primeiro lugar o candidato a...Braga!... Talvez para dar menos nas vistas, sabe-se lá...

Uma eventual vitória de Santana Lopes em Lisboa (longe vá o agouro!...) representaria o regresso a um passado recente que, como todos sabemos, deixou a CML pelas ruas da amargura. Mas o apoio de actores, actrizes, TV´s amigas, algum "jet set", revistas cor de rosa e etc e tal deixa sempre uma interrogação no ar e é campo fértil para o florescimento dos populismos mais primários, num Mundo onde a aparência se sobrepõe demasiadas vezes à competência.

Resta ao povo de Lisboa dar uma resposta sem equívocos a quem deixou a capital do País no estado que todos conhecemos. Esperemos que a saiba dar - definitivamente. Para bem de Lisboa!