
O Congresso do PSD do passado fim de semana teve dois momentos de espantosa "esquizofrenia política":
- quando Paulo Rangel defendeu a necessidade de uma "maioria absoluta" do PSD para dar um Governo "estável" a Portugal (afinal parece que as maiorias absolutas só são "más" se forem do PS e afinal - helas! - ele até acha que, com maioria absoluta, haverá maior estabilidade governativa!... Genial!...);
- e também quando a maioria dos delegados deste Congresso, de um partido que se diz "social-democrata", votou FAVORAVELMENTE uma proposta no sentido de "punir" (podendo levar à expulsão!...) os militantes que "critiquem a Direcção" do partido nos 2 meses que antecedem actos eleitorais!... Acresce que esta proposta foi apresentada por Pedro Santana Lopes, foi aprovada pelos militantes laranja... e agora os candidatos à liderança vêm dizer que afinal não concordam com a mesma e deve ser "revogada"!... Que grande trapalhada...
Existiram outros momentos reveladores da grande confusão (ideológica, estratégica e de liderança) que o PSD atravessa, nesta sessão de psicanálise colectiva e confissão de "estados de alma" que durou todo um fim de semana no Pavilhao Ministro dos Santos, em Mafra.
Mas as duas situações que destaquei creio que exemplificam bem qual o motivo por que o PSD está há tanto tempo arredado da governação do País - efectivamente, que confiança, que credibilidade, que coerência de discurso e de acção oferece, ao eleitorado, este PSD?...
