Ouvi hoje o novo líder da UGT dizer hoje uma coisa importante - um sindicato pode lutar e negociar mas, quer numa situação, quer noutra, tem SEMPRE que o fazer em benefício dos trabalhadores. Parece básico, sobretudo num dirigente sindical - mas creio que nem sempre assim sucedeu com João Proença, sobretudo nos tempos mais recentes.
domingo, 21 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
"Creator Spiritus"
Há coisas que não se explicam. Porque não conseguimos.
Então foi assim: num momento estava a ouvir "Creator Spiritus", de Arvo Pärt, pelo puro prazer de escutar um compositor que admiro (não sou especialista, nunca serei, apenas tento ser "ouvinte" e já não é pouco...). A Páscoa aproximava-se e é um tempo em que (necessariamente) evoco a partida do meu pai deste patamar de existência - lembro-me de chegar ao trabalho na 2ª-feira seguinte ao Domingo de Páscoa desse ano de 2007 e receber a chamada telefónica que me informou da sua partida. Por isso ouvia esta música e mil imagens de meu pai me passavam pela mente e do "acaso" alguém me falou do acidente ocorrido com pessoa que ambos conhecíamos, mas com quem eu não tinha relação de amizade - em algumas circunstâncias teríamos, até, estado em "campos opostos", naquelas "discussões" surdas que tecem mil equívocos e se fundam mais no que ouvimos de outros do que daquilo que realmente sentimos a respeito de alguém. Que estava no hospital, para operação.
E a Páscoa ali a chegar, na esquina dos dias...
E volto de novo ao terreno daquelas coisas que não sabemos explicar mas que, do "nada", nos impelem a "ter que fazer" - porque "Creator Spiritus" me envolvia e de súbito relembro o grande Conhecimento e Amor daquela pessoa pela Grande Música, certamente continuaria a ouvi-la, fosse de que forma fosse, na cama de hospital onde aguardava intervenção cirúrgica. Um sinal?... Porque é que alguém me falaria do acidente, logo a mim que nem sou amigo, nem próximo? Porque me apeteceu "regressar" a Pärt, logo eu que não sou especialista, apenas o ouvinte ocasional?...
Há coisas que - efectivamente - não se explicam. Resolvi contactar com a pessoa em questão através da única forma que tinha - pelo Facebook, em privado. E não foi pelo acidente, nem pela operação, nem pelo Domingo de Páscoa que se aproximava, nem pela música - e foi por tudo isso, pelo "apelo interior" que é a estrada para Damasco quando menos esperamos e o clarão na alma que nos "cega" devolvendo outra "visão" das coisas e dos homens.
Temi que a pessoa em questão não entendesse. Talvez nem respondesse. Estaria no seu pleno direito. Assim não aconteceu, felizmente. E, no meu Domingo de Páscoa, celebrei uma vez mais esse imenso Mistério da morte como princípio de Vida - e ganhei um novo amigo.
domingo, 10 de março de 2013
Lutar!
Muita gente diz: "Lutar para quê? Já basta de luta, o que é preciso é trabalhar...".
Ouvimos isso nas ruas, no café, no táxi, nas lojas. Muitos dos que o dizem são trabalhadores, muitos deles mal pagos, desesperados com o dia a dia mas completamente "alienados" por um discurso habilmente repetido através dos "media", de alguns agentes sociais e políticos, de "fazedores de opinião", que os manipulam sem que os próprios se apercebam de tal.
Sem "luta" estaríamos na época da escravatura - e parece ser para aí que alguns nos pretendem conduzir...
Sem "luta" não existiriam coisas agora tão "banais" como ordenado no fim do mês, descontos para a reforma, férias pagas, assistência na Saúde.
A Revolução absoluta e romântica só existe nos filmes - mas pequenas "revoluções" acontecem no dia a dia e muitas vezes nem nos apercebemos disso. Quando se luta e se evitam despedimentos. Quando se protesta e se evitam encerramentos de empresas. Quando se combate e se obtém o respeito por direitos básicos.
Eu não quero a felicidade para quando já estiver morto - quero-a AGORA para mim, para os meus e também para todos quantos trabalham, vivem do seu trabalho e querem ter apenas uma vida digna.
A Direita diz que "não há almoços grátis", colocando a tónica no valor do dinheiro - eu prefiro dizer que não há felicidade sem luta, ainda que o preço a pagar possa, por vezes, ser a própria vida, como a História nos demonstra.
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