Plataforma Freguesias SIMtra - presente no desfile do 25 de Abril deste ano, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
sábado, 28 de abril de 2012
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Defender a coesão social
Em tempos escrevi por aqui (e não só) que era necessário que o PS se preocupasse em apresentar propostas concretas visando apoiar as famílias que, vendo os seus vencimentos cortados unilateralmente pelo Governo, tivessem dificuldades em cumprir com os seus compromissos financeiros.
Fico satisfeito por ver que o PS já apresentou algumas propostas na AR para que famílias com desempregados possam renegociar o pagamento das prestações de crédito à habitação.
Mas não chega - os funcionários públicos foram fortemente penalizados nos seus rendimentos (estando a pagar a factura de uma crise que outros, bem mais poderosos, provocaram) e também deveriam ter a possibilidade de renegociar (com carácter de obrigatoriedade para bancos e financeiras) períodos de carência de capital ou aumento de prazos e baixa nas prestações mensais, bastando apenas apresentar declaração da entidade patronal em como, no âmbito do Orçamento de Estado, lhes foram impostos cortes nos rendimentos mensais.
Evitar a insolvência de quem sempre cumpriu com as suas obrigações e só não o faz agora porque lhe impuseram uma diminuição de salário, não é apenas um dever de cidadania - é a garantia de um mínimo de coesão social e a distribuição justa dos "sacrifícios" por todos (famílias e empresas na área financeira), sem que uns percam a dignidade e outros o lucro perseguido.
sábado, 21 de abril de 2012
Uma simples Rosa
No dia 1º de dezembro de 1955, nos Estados Unidos, Rosa Parks recusou ceder a um branco o seu lugar sentado num autocarro. Rosa Parks foi presa - em Montgomery, capital do Alabama, as primeiras filas dos autocarros de transporte público eram, por lei, reservadas para passageiros brancos. Lá para trás ficavam os lugares nos quais os negros podiam sentar-se.
Naquele dia 1° de dezembro de 1955, Rosa Parks recusou a humilhação. Quando o motorista – branco – exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que haviam entrado no autocarro, ela recusou-se a cumprir a ordem, continuando sentada. Com a sua prisão, Rosa abriu as portas do futuro e o seu exemplo levou a um protesto generalizado e à abolição da iníqua lei em Novembro de 1956.
Que nos sirva de lição nestes tempos em que nada parece valer a pena, em que tantos se resignam à inevitabilidade do "empobrecimento" e da exploração de quem trabalha - por vezes basta a coragem de um simples cidadão anónimo para deixar um raio de sol entrar na masmorra mais escura...
Naquele dia 1° de dezembro de 1955, Rosa Parks recusou a humilhação. Quando o motorista – branco – exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que haviam entrado no autocarro, ela recusou-se a cumprir a ordem, continuando sentada. Com a sua prisão, Rosa abriu as portas do futuro e o seu exemplo levou a um protesto generalizado e à abolição da iníqua lei em Novembro de 1956.
Que nos sirva de lição nestes tempos em que nada parece valer a pena, em que tantos se resignam à inevitabilidade do "empobrecimento" e da exploração de quem trabalha - por vezes basta a coragem de um simples cidadão anónimo para deixar um raio de sol entrar na masmorra mais escura...
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