quinta-feira, 1 de março de 2012

Escolher os melhores

Acaba de ser editado o Anuário Financeiro dos Municípios (2010), uma publicação patrocinada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) e realizada por um conjunto de especialistas em contabilidade. Esta publicação divulga desde 2005 uma lista com os municípios que registam um maior nível de eficiência financeira.


Tratando-se de um conceito subjectivo, a avaliação baseia-se num índice composto de 15 indicadores, que avaliam questões como a dívida por habitante, liquidez, endividamento líquido por habitante, resultado operacional por habitante, peso dos custos com pessoal nos custos operacionais, diminuição dos passivos financeiros e das dívidas de curto prazo, prazo médio de pagamento a fornecedores, rigor com que orçamentam despesas e receitas, etc.


Os 10 melhores municípios de grande dimensão ficaram assim ordenados:


1º - Amadora


2º - Vila Franca de Xira


3º - Almada


4º - Braga


5º - Barcelos


6º - Seixal


7º - Oeiras


8º - Vila Nova de Famalicão


9º - Maia


10º - Loures


Infelizmente Sintra não se inclui nesta lista dos 10 melhores, o que só comprova (uma vez mais...) a apagada e vil tristeza em que caímos com PSD e CDS/PP a gerir os destinos da CMS.


De parabéns está o Presidente da Câmara Municipal da Amadora, o socialista Joaquim Raposo, com uma obra notável na gestão daquele município - numa altura em que se testam alguns nomes enquanto possíveis candidatos a municípios relevantes, na área da Grande Lisboa, nas próximas eleições autárquicas, sendo que muitos apenas vazio e incompetência têm para apresentar no "portefolio", estou em crer que autarcas como Joaquim Raposo terão ainda muito para dar em benefício dos territórios e das populações que continuarem a servir.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Um novo "mapa"

Temos que olhar para o território da Esquerda apagando fronteiras, fazendo um esforço para ver mais além. Não será fácil, obviamente. Décadas de confrontos, divisões, dogmas, até alguns "combates", no seio dos partidos de Esquerda, criaram "feridas", cicatrizes, divisões.




Talvez só haja uma forma de construir uma nova Esquerda - começando por colocar em cima da mesa aquilo que todos consideram "património comum" ou "valores comuns". Defender os mais fracos. Proteger os mais pobres. Colocar o bem-comum acima do egoísmo estéril. Considerar o Trabalho como valor central. Etc.




Este tempo exige que coloquemos o "mapa" em cima da mesa e não consideremos antigas fronteiras - mas que tracemos novas estradas e pontes a unir territórios.




De outra forma não estaremos a fazer o combate que se exige para defender quem sofre, quem é explorado, quem é humilhado, quem é "castigado" pela actual Crise - mas apenas a "rezar" ladaínhas sem sentido, que já ninguém escuta e que ignoram a urgência da Esperança.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Memória...

"O PEC cumpre o objectivo de reduzir o défice público e o défice do orçamento até três por cento em 2013 e por isso satisfaz a Bruxelas e satisfará em alguma medida às agências de rating, mas não satisfaz a Portugal porque Portugal não precisa só disso precisa de mais do que isso, precisa que esse caminho não seja feito à custa do aumento de impostos (...)".


Pedro Passos Coelho, Março de 2010, declarações como candidato à liderança do PSD