segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um campo de jogos para o RRM!


Desculpem lá mas não me resigno!...

Aquele "buraco" imenso, à entrada da freguesia de Rio de Mouro, onde devia estar o Campo de Jogos do RRM é uma chaga a céu aberto! É um libelo contra a incompetência de quem tem responsabilidades na matéria e foi empurrando o problema com a "barriga", como diz o povo!...

Não é a primeira vez que falo desta questão: há cerca de 1 ano
escrevi neste mesmo espaço o seguinte:

"Quanto ao campo de jogos do RRM (Rio de Mouro, Richoa e Mercês) lá continua transformado num imenso vazio, numa zona de entrada principal na Freguesia, na sequência de um negócio de contrapartidas para a construção, naquele local, de um posto de combustíveis e alargamento dos acessos ao IC19. Realmente os acessos e posto de combustíveis foram feitos - o prometido campo de futebol relvado e sede do clube é que parecem ter caído no esquecimento... Da Junta de Freguesia de Rio de Mouro e Câmara Municipal de Sintra apenas um absoluto silêncio público sobre o assunto e uma aparente incapacidade de definir, preto no branco, afinal o que vai acontecer àquele espaço e ao clube, depois das promessas e projectos que agora ninguém vê, nem relativamente aos quais não se conhece qualquer planificação ou calendarização."

O "buraco" permanece - apenas "evoluiu" na quantidade de ervas daninhas que puderam livremente crescer por todo o lado...


Já sei que agora a desculpa será a "crise", é certo e sabido.


Mas houve um tempo para planear, e outro para construir rapidamente o tal posto de combustíveis que certamente fará bom dinheiro naquele espaço privilegiado - e nada sobrou para o essencial, a requalificação de um espaço importante na zona urbana da Freguesia e a possibilidade de muitas centenas de jovens (e não só) praticarem desporto.


Por mim, não me resigno e continuarei a exigir, como habitante de Rio de Mouro há mais de 40 anos, que se cumpra com aquilo que foi acordado! Um campo de jogos para o RRM - um espaço de lazer e de prática de desporto para os milhares de habitantes desta Freguesia que bem mereciam melhor do que o muito pouco que lhes tem sido dado!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um apoio assumido!

Feliz Natal!...

De repente em pleno Verão o Natal faz parte da ordem do dia...


Finalmente o Governo define a forma de nos cortar parte do subsídio de Natal, apresenta tabelas, faz-nos novamente parecer formigas tontas dentro de uma caixa que alguém espreita e agita a seu bel-prazer...


Natal... O que lembro do Natal?... Dos vários Natais?...


Raramente as prendas, quase nunca. E se lembro alguma é apenas para evocar o rosto ou o gesto de alguém, familiar ou amigo.


O que lembro?...


O último Natal que passei com o meu pai, trouxe-o do lar onde estava por causa do Alzheimer, aquele homem que me protegia cada vez mais igual a um menino perdido, ali sentado à mesa, comendo devagar, rasgos de reconhecimento de vez em quando, a tristeza serena de minha mãe, as minhas filhas sem entenderem bem que sombra era aquela no rosto do avô...


Outros Natais...


A alegria de ter a família toda reunida, o imenso gozo de coisas tão simples como o cheiro dos doces feitos pela minha avó, a emoção do riso genuíno na face das minhas filhas pequenitas, a noite imensa e misteriosa, a campaínha que alguém tocava e eu acreditava ser o Pai Natal, tudo misturado na memória de coisas boas, de tempos bonitos, tempos com gente dentro...

Por isso quero desde já desejar um Feliz Natal a estes senhores deste Governo e de todos os Governos que vivem presos no labirinto das suas certezas e da sua sapiência.


A Deus o que é de Deus. A César o que é de César. Sobram os homens e mulheres a quem nunca nada parece ser devido.


Tomem lá metade do meu subsídio de Natal. Tomem lá todo! E se quiserem estes ossos e esta carne, vossas serão, pode quem manda!


Só a minha memória doce nunca terão, nem as minhas lágrimas, nem o eco dos momentos bonitos que uma Vida encerra, nem o riso do meu pai quando a doença andava longe, nem os olhos brilhantes de minha mãe, nem a dignidade de meus avós, nem nada (nada!) daquilo que eu realmente sou.


Feliz Natal!...