domingo, 28 de novembro de 2010

Uma campanha vergonhosa!



Como trabalhador da Caixa Geral de Depósitos há já cerca de 20 anos, não posso deixar de insurgir-me contra a vergonhosa campanha que, a propósito da possibilidade das Empresas Públicas poderem aplicar planos de redução da massa salarial diferenciados, tem sido feita contra aquela Instituição, nomeadamente através dos órgãos de Comunicação Social.


Sabe-se desde há muito tempo que uma mentira repetida muitas vezes começa a parecer verdade - mas, ainda assim, não deixa de ser mentira.


De uma forma muito sintética gostaria apenas de destacar os seguintes pontos:


- a Caixa Geral de Depósitos é uma Sociedade Anónima, de capital inteiramente detido pelo Estado, sendo um dos grandes bancos do nosso sistema bancário e garante efectivo da sua estabilidade, como se pode constatar pelo apoio que é chamada a prestar até a bancos privados, em momentos difíceis;


- a CGD é fonte de lucros para o Estado, lucros esses que são investidos na Economia Nacional e os vencimentos dos seus trabalhadores não pesam rigorosamente nada no Orçamento de Estado;

- tem sido repetidamente assegurado pelo Ministro das Finanças que o corte de 5% na massa salarial também será feito nas Empresas Públicas, incluindo a CGD, sendo apenas salvaguardada a possibilidade de tal ser feito em moldes que não prejudiquem o seu normal funcionamento enquanto Instituição bancária;


- a CGD actua num mercado perfeitamente concorrencial com a restante banca privada: a quem interessa criar "bancários de 1ª" e de "2ª classe"? Creio ser óbvio...

- "excepções" no âmbito do Estado sempre existiram e sempre continuarão a existir, em função da realidade de cada empresa ou organização. Recordo, por exemplo, que os professores rejeitaram ver o seu desempenho avaliado nos mesmos termos do SIADAP, sistema que abrange todos os outros funcionários públicos, com exclusão dos docentes;

- são de há muito conhecidos os "apetites" pela privatização da CGD, em tempos enunciados por algumas figuras da Direita nacional. Não espanta, assim, (embora repugne quem conhece a Instituição e nela dá o melhor do seu esforço) o conjunto de mentiras, ataques e provocações que têm surgido a reboque desta questão e o "alvo" sempre destacado que a Caixa parece constituir, como se fosse a "única" EP abrangida pelas regras aprovadas! Chegar ao desplante de comparar um Banco com a dimensão da CGD, o seu papel de referência no sistema e os lucros que continuamente tem obtido e que são fruto do trabalho dos seus empregados, com empresas públicas que acumulam prejuízos ao longo de anos a fio, se não é do domínio da ignorância pura só pode ser má fé!

- conhecem a história da Galinha dos Ovos de Ouro?... Leiam (ou releiam) e talvez entendam o que tem a ver com aquilo que alguns parecem querer fazer relativamente à CGD, mas que todos os seus trabalhadores lutarão para desmascarar e impedir, continuando a fazer da CGD o grande banco PÚBLICO que sempre foi, sólido, regido por estritos princípios éticos e marca de confiança de todos os Portugueses.

Doa a quem doer!

Uma estrada "amaldiçoada"...

Em Rio de Mouro há uma estrada que, certamente, está amaldiçoada. Com efeito, apenas o efeito de uma qualquer praga que lhe tenham rogado, pode ser a razão para que continue, após "arranjos" sucessivos, em tão mau estado.

A dita chama-se Estrada Marquês de Pombal e é uma das principais vias de ligação entre a Rinchoa / Fitares e Rio de Mouro - Estação. Durante anos a fio assemelhou-se a uma "picada africana". Depois foram feitas obras de repavimentação e ficou uma coisa estranha, com metade da via cuidada e nova e a outra metade com o pavimento antigo e remendado, para além das tampas de esgoto terem ficado bastante acima do piso, obrigando os carros a curiosas gincanas.

Há algumas semanas atrás, fruto do mau tempo, creio, abriu-se grande "cratera" num dos troços. Os serviços competentes (SMAS? CMS?) procederam à "reparação" - e, apesar de por lá terem andado durante uns dias e do trânsito ter estado parcialmente interrompido, o resultado final continua a ser um piso meio esburacado, com visíveis falhas no alcatrão, enfim, sem a qualidade final que se desejaria num troço de grande movimento. Deixo aqui o desafio - vão lá ver, porque há coisas que só mesmo vistas, contadas ninguém acredita...

Só pode mesmo ser praga rogada - e das grandes!...

domingo, 21 de novembro de 2010

Atenção aos sinais...



"Para o ambicioso, o bom êxito desculpa a ilegitimidade dos meios."


Jean Massillon