quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ter memória...


"Se possível, não devemos alimentar animosidade contra ninguém, mas observar bem e guardar na memória os procedimentos de cada pessoa, para então fixarmos o seu valor, pelo menos naquilo que nos concerne, regulando, assim, a nossa conduta e atitude em relação a ela, sempre convencidos da imutabilidade do carácter."

Arthur Schopenhauer

domingo, 15 de agosto de 2010

Ou "sim" ou "sopas"!


O que quer, afinal, o PSD?

Quer derrubar o Governo ou deixá-lo governar com o seu programa e de acordo com o mandato democrático sufragado em eleições? Quer estabilidade na governação do País num momento difícil em termos sócio-económicos ou pretende gerar uma crise artificial em função dos seus interesses partidários e forte desejo de regressar ao Poder? Ou quererá, eventualmente, que o Governo do PS fique "refém" das "chantagens" sobre uma eventual aprovação ou não do próximo Orçamento de Estado e passe a governar em função do programa laranja?

Creio que já ninguém entende.

Se o PSD pretende derrubar o Governo e acha que tal é imperioso para "salvar" o País - tenha a coragem de apresentar uma moção de censura na Assembleia da República! Seja consequente! Assuma as suas responsabilidades perante o País como maior partido da oposição! Apresente, com total clareza e transparência, quais as medidas que pretende aplicar e que serão substancialmente diferentes daquelas que o actual Governo tem vindo a aplicar. Clarifique, de vez, se efectivamente pretende baixar salários aos trabalhadores e em que percentagem, por exemplo, naquela que tem sido uma proposta recorrente entre economistas e gestores ligados àquele partido ou participando em acções sob responsabilidade do mesmo. Assuma qual o modelo que pretende aplicar para a Saúde, para a Segurança Social, para a Educação e qual o papel que defende para o Estado e para os privados nestas matérias. Seja explícito relativamente ao que pretende alterar em matéria de legislação do Trabalho, nomeadamente no que diz respeito à facilitação (ou não) dos despedimentos.

Sem hesitações. Sem ziguezagues. Sem dúvidas.

E depois os Portugueses que decidam - mas em consciência e perante propostas alternativas concretas. Talvez o PSD e a sua actual liderança venham a ter alguma surpresa.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A "crise"...


Reportagem da TVI no Jornal da Noite de hoje. Tema: venda de casas de luxo. O negócio vai de vento em popa. Preço mínimo: 400 mil euros para um apartamento T1, chegando a alguns milhões no caso de moradias. Compradores? Administradores de empresas, quadros dirigentes de organizações, grandes gestores. Na maior parte dos casos compram a pronto e com dinheiro vivo, pelo que não sofrem os problemas actuais da falta de crédito, que é coisa de "pobretanas" de classe média. Crise? Qual crise?!

Aposto que a maior parte destes "gestores e altos quadros" são daqueles que também defendem, como "saída para a grave situação do País", a redução de salários dos trabalhadores, a facilitação dos despedimentos e acham que o papel do Estado deve ser reduzido ao "mínimo"...

É cá um palpite...