domingo, 15 de agosto de 2010

Ou "sim" ou "sopas"!


O que quer, afinal, o PSD?

Quer derrubar o Governo ou deixá-lo governar com o seu programa e de acordo com o mandato democrático sufragado em eleições? Quer estabilidade na governação do País num momento difícil em termos sócio-económicos ou pretende gerar uma crise artificial em função dos seus interesses partidários e forte desejo de regressar ao Poder? Ou quererá, eventualmente, que o Governo do PS fique "refém" das "chantagens" sobre uma eventual aprovação ou não do próximo Orçamento de Estado e passe a governar em função do programa laranja?

Creio que já ninguém entende.

Se o PSD pretende derrubar o Governo e acha que tal é imperioso para "salvar" o País - tenha a coragem de apresentar uma moção de censura na Assembleia da República! Seja consequente! Assuma as suas responsabilidades perante o País como maior partido da oposição! Apresente, com total clareza e transparência, quais as medidas que pretende aplicar e que serão substancialmente diferentes daquelas que o actual Governo tem vindo a aplicar. Clarifique, de vez, se efectivamente pretende baixar salários aos trabalhadores e em que percentagem, por exemplo, naquela que tem sido uma proposta recorrente entre economistas e gestores ligados àquele partido ou participando em acções sob responsabilidade do mesmo. Assuma qual o modelo que pretende aplicar para a Saúde, para a Segurança Social, para a Educação e qual o papel que defende para o Estado e para os privados nestas matérias. Seja explícito relativamente ao que pretende alterar em matéria de legislação do Trabalho, nomeadamente no que diz respeito à facilitação (ou não) dos despedimentos.

Sem hesitações. Sem ziguezagues. Sem dúvidas.

E depois os Portugueses que decidam - mas em consciência e perante propostas alternativas concretas. Talvez o PSD e a sua actual liderança venham a ter alguma surpresa.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A "crise"...


Reportagem da TVI no Jornal da Noite de hoje. Tema: venda de casas de luxo. O negócio vai de vento em popa. Preço mínimo: 400 mil euros para um apartamento T1, chegando a alguns milhões no caso de moradias. Compradores? Administradores de empresas, quadros dirigentes de organizações, grandes gestores. Na maior parte dos casos compram a pronto e com dinheiro vivo, pelo que não sofrem os problemas actuais da falta de crédito, que é coisa de "pobretanas" de classe média. Crise? Qual crise?!

Aposto que a maior parte destes "gestores e altos quadros" são daqueles que também defendem, como "saída para a grave situação do País", a redução de salários dos trabalhadores, a facilitação dos despedimentos e acham que o papel do Estado deve ser reduzido ao "mínimo"...

É cá um palpite...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Uma aposta ganha


A aposta do Governo português nas energias renováveis foi objecto de um artigo publicado, hoje, no jornal norte-americano “The New York Times” – com claros elogios, sublinhe-se.

Portugal é, assim, apontado como um exemplo a seguir nesta matéria, inclusive pelos próprios Estados Unidos da América que, apesar de manterem, de momento, custos energéticos mais baixos, irão pagar essa “factura” num futuro próximo, face ao progressivo esgotamento dos combustíveis fósseis.

O jornal refere que, já em 2010, cerca de 45% do nosso fornecimento de electricidade terá como origem as energias renováveis (hídrica e eólica), quando tal valor era apenas de 17% há cinco anos atrás. É, ainda, referido que a Agência Internacional de Energia considera o caso português um “notável sucesso”.

Nesta (como, infelizmente, em muitas outras matérias) parece haver mais espaço na Imprensa internacional para elogiar e divulgar acções positivas da governação do País, do que na nossa própria Comunicação Social (que, obviamente, não deixará, agora, pressurosa, de “citar” o NYT…).