
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Páscoa
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Enfermeiros em greve

A partir de hoje e até ao próximo dia 1 de Abril os enfermeiros estão em greve. As razões de ser desta greve prendem-se, essencialmente, com a grande precariedade dos vínculos de trabalho dos jovens enfermeiros, assim como com a proposta de grelha salarial apresentada pelo Ministério da Saúde.
Se relativamente à precariedade de vínculos (infelizmente) se trata de problema comum a outros sectores e respectivos profissionais, confesso que tenho alguma dificuldade em entender uma proposta de grelha salarial que, efectivamente, discrimina os enfermeiros relativamente a outros licenciados que iniciem carreira na Administração Pública. Com efeito, que superior razão existirá (a não ser a de uma cega poupança) para que um jovem enfermeiro inicie a sua carreira com um vencimento de 1020 euros, enquanto um licenciado em Direito, por exemplo (por determinação da Lei) não possa ser remunerado por um valor inferior a 1201 euros?...
Todos sabemos o quão dura e exigente é a carreira de Enfermagem e o quanto dependemos desses profissionais (por vezes até mais do que de alguns médicos!...) para termos cuidados permanentes de Saúde, uma palavra amiga num momento difícil, determinação perante um quadro de urgência. Tenho uma filha que optou pela Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (opção exclusivamente sua e que fez questão de seguir, mesmo tendo média de final do 12º ano que lhe possibilitaria seguir para qualquer outro curso na área da Saúde, inclusive Medicina). Quando pago as propinas da minha filha não tenho qualquer desconto face a outro pai que esteja a pagar igualmente as propinas do seu filho que estude Economia ou Gestão numa Universidade pública. Por que razão, então, a minha filha poderá iniciar a sua eventual carreira na Administração Pública, ganhando bastante menos do que um jurista, economista ou gestor recém-licenciado?
É óbvio que a situação económica do País não permitirá grandes veleidades em termos de gastos e que se exigem alguns sacrifícios e contenção nas despesas do Estado. Mas creio ser um erro que tal se faça à custa do sonho, da dedicação, do esforço e do empenho de jovens que escolhem a carreira de Enfermagem, mesmo sabendo todas as dificuldades que terão que enfrentar. Portugal precisa de enfermeiros e não pode continuar a ver os seus melhores profissionais emigrarem para o estrangeiro.
Se relativamente à precariedade de vínculos (infelizmente) se trata de problema comum a outros sectores e respectivos profissionais, confesso que tenho alguma dificuldade em entender uma proposta de grelha salarial que, efectivamente, discrimina os enfermeiros relativamente a outros licenciados que iniciem carreira na Administração Pública. Com efeito, que superior razão existirá (a não ser a de uma cega poupança) para que um jovem enfermeiro inicie a sua carreira com um vencimento de 1020 euros, enquanto um licenciado em Direito, por exemplo (por determinação da Lei) não possa ser remunerado por um valor inferior a 1201 euros?...
Todos sabemos o quão dura e exigente é a carreira de Enfermagem e o quanto dependemos desses profissionais (por vezes até mais do que de alguns médicos!...) para termos cuidados permanentes de Saúde, uma palavra amiga num momento difícil, determinação perante um quadro de urgência. Tenho uma filha que optou pela Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (opção exclusivamente sua e que fez questão de seguir, mesmo tendo média de final do 12º ano que lhe possibilitaria seguir para qualquer outro curso na área da Saúde, inclusive Medicina). Quando pago as propinas da minha filha não tenho qualquer desconto face a outro pai que esteja a pagar igualmente as propinas do seu filho que estude Economia ou Gestão numa Universidade pública. Por que razão, então, a minha filha poderá iniciar a sua eventual carreira na Administração Pública, ganhando bastante menos do que um jurista, economista ou gestor recém-licenciado?
É óbvio que a situação económica do País não permitirá grandes veleidades em termos de gastos e que se exigem alguns sacrifícios e contenção nas despesas do Estado. Mas creio ser um erro que tal se faça à custa do sonho, da dedicação, do esforço e do empenho de jovens que escolhem a carreira de Enfermagem, mesmo sabendo todas as dificuldades que terão que enfrentar. Portugal precisa de enfermeiros e não pode continuar a ver os seus melhores profissionais emigrarem para o estrangeiro.
Cabe ao Ministério da Saúde encontrar uma saída que não seja injusta nem penalizadora, como é o caso desta grelha salarial – assim, não, Srª Ministra!....
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sábado, 27 de março de 2010
O émulo

O PSD tem novo líder, Pedro Passos Coelho.
Em Sintra, no "reino laranja", também há "derrotados" e "vencedores" após esta eleição. Do lado dos "derrotados" - o Presidente da CMS, Fernando Seara e o seu vereador, Marco Almeida, que apostaram tudo em Rangel. Do lado dos "vencedores" - o Presidente da Assembleia Municipal, Ângelo Correia, apoiante e "guia político-ideológico" de Passos Coelho.
O novo líder só se conseguirá impôr neste PSD se conseguir atingir o Poder, isto é, se conseguir ganhar as Legislativas e derrotar José Sócrates. Palpita-me (neste contexto) que vem por aí um PSD que tudo fará para extremar posições e tentar "empurrar" o País para eleições antecipadas, ainda que lançando o "ónus" para o PS, obviamente.
Claramente "obcecado" com a figura e a liderança de José Sócrates, este PSD elegeu, assim, alguém que possa "emulá-lo" - alguém jovem, com boa presença, discurso combativo. Manuela Ferreira Leite, no fundo, já o temia quando afirmava que a eleição de um líder não era um concurso de beleza... Agora só falta mesmo começar a ver Pedro Passos Coelho a fazer "jogging" ou a pedalar sorridente e suado uma bicicleta - o que até podia acontecer em Sintra, numa daquelas ciclovias que o partido dele andou a prometer em sucessivas eleições autárquicas mas nunca construiu...
Só que os problemas do País não se resolvem com lideranças fotogénicas. E, até agora, não se ouviu uma única ideia verdadeiramente interessante e alternativa vinda de Passos Coelho, seja sobre Finanças, Educação, Cultura ou Saúde.
É a isso que os Portugueses devem estar atentos, porque é com base em propostas e ideias concretas que devem optar no momento de votar - e não no sorriso ou melena bem penteada.
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