sábado, 7 de novembro de 2009

Contributos

"Um sábio chegou à cidade de Akbar, mas os habitantes não lhe deram muita importância. Conseguiu reunir em torno de si apenas alguns jovens, enquanto o resto dos habitantes ironizava com a sua presença e o seu trabalho.

Certa manhã o sábio passeava com os poucos discípulos pela rua principal, quando um grupo de homens e mulheres começou a insultá-lo. Ao invés de fingir que ignorava o que acontecia, o sábio foi até junto deles, e abençoou-os.

Ao sairem dali, um dos discípulos comentou:

- Eles dizem coisas horríveis e o senhor responde com belas palavras?...

O sábio respondeu:

- Cada um de nós só pode oferecer o que tem."


(conto tradicional / sabedoria sufi)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rumos para a Assembleia Municipal de Sintra


A Assembleia Municipal de Sintra é o parlamento dos cidadãos deste Concelho. Assim, a par do seu papel de órgão fiscalizador da gestão camarária, deve ser espaço de debate, de reflexão, de cidadania.

A mudança de instalações da Assembleia Municipal de Sintra não é apenas uma necessidade há muito sentida - é uma exigência de participação. São muitos os sintrenses que acorrem às sessões da AM e não encontram condições minimamente dignas para assistirem às mesmas, quer pela exiguidade do espaço, quer pelas condições oferecidas (falta de lugares sentados, calor insuportável quando a sala está cheia, acumular de pessoas na única entrada para a sala onde decorrem as sessões, dificuldades de estacionamento na zona, etc). Os auditórios do C.C. Olga Cadaval têm todas as condições para efectuar essa mudança, com óbvios benefícios para os munícipes e eleitos.

Mas não basta - há também que realizar determinadas sessões da AM em algumas freguesias do Concelho, na eventual impossibilidade de realização em todas. Há que aproximar (na prática e não na mera retórica dos discursos da praxe) eleitos de eleitores, num Concelho de grande dimensão territorial e diversidade de populações. Nada é impossível, basta querer - e esta é também uma exigência de cidadania.

A AM não deve limitar-se, igualmente, ao seu papel fiscalizador ou ficar condicionada pela "agenda" da "rotina" camarária. Cabe-lhe um papel relevante na realização de debates temáticos, convidando especialistas e munícipes a intervir e, dessa forma, esclarecendo, discutindo, ajudando a construir soluções partilhadas. Mas também na fiscalização da actividade camarária o grau de exigência deve, necessariamente, aumentar, face a uma maioria de Direita que já dá claros sinais de querer "fechar-se" sobre si: as perguntas feitas pelos membros da AM ao Presidente da CMS e respectiva vereação, sobre assuntos diversos da gestão camarária, terão que ter resposta dentro dos prazos definidos e as manobras dilatórias para que tal não suceda (como aconteceu, diversas vezes, no anterior mandato) deverão ser clara e publicamente denunciadas. Cabe também aqui um papel fulcral aos órgãos de Comunicação Social, que não raras vezes, nestes últimos oito anos, preferiram noticiar o "acessório" em vez do "essencial" - Sintra precisa como de pão para a boca de uma Imprensa que discuta, confronte os poderes estabelecidos, debata, dê voz a todas as correntes de opinião de forma equitativa e que rompa com o "círculo vicioso" das notícias sobre "comemorações" e "chás dançantes".

Constituindo-se como oposição em Sintra (e sendo o maior partido do Concelho) cabe ao PS um papel determinante na prossecução destes objectivos que, no essencial, mais não visam do que dar voz aos sintrenses, aprofundar a participação democrática dos munícipes e exigir rigor e seriedade nas políticas traçadas.

domingo, 1 de novembro de 2009

Prioridades

Não pode haver a menor dúvida - a prioridade das prioridades de um Governo socialista tem que ser, neste momento, o emprego. Essa é a tarefa número um, aquela que deve concentrar esforços e exigir disponibilização e meios.

Simultaneamente (e face a uma Direita defensora do "salve-se quem puder") há que apoiar quem necessita, quem atravessa dificuldades, quem desespera por não ver amanhã. Existem, hoje em dia, e fruto da difícil situação da economia mundial (que também "globaliza" a miséria e o desemprego nos maus momentos), muitas famílias que caíram numa situação relativamente à qual se julgariam imunes ainda há pouco tempo. Muitos homens e mulheres que não sabem o que fazer das suas vidas. Muitas crianças e adolescentes criadas com todas as dificuldades e engolindo ressentimento e medo do futuro. Tem que existir um sentimento global, por parte de toda a sociedade envolvente, da necessidade de ajudar estas pessoas - mais, da OBRIGAÇÃO de ajudar estas pessoas.

Bem podem vir por aí mais algumas propostas, quase todas no âmbito dos costumes, muitas delas de uma "agenda" alheia e que até podem ser simpáticas aos olhos de alguns e render algum "folclore" mediático - que não se confunda a árvore com a floresta, num momento em que essas confusões podem ser fatais. Um ser humano com fome será, sempre, a prioridade das prioridades - mal andaria um Partido Socialista que o esquecesse!...