quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mais do mesmo - 2

Tomaram hoje posse, em Sintra, os eleitos para a CMS e Assembleia Municipal.

O Dr. Seara, reeleito Presidente da CMS, fez um discurso que me pareceu mais de candidato a Primeiro-Ministro, tal a tónica em questões de política geral, na "miséria", no "desemprego", nas "dificuldades da classe média", etc. Não consegui vislumbrar uma linha de rumo coerente, uma estratégia mínima para se entender, afinal, aquilo que a Câmara, na sua esfera de intervenção, se propõe levar a cabo nos próximos 4 anos - apenas muitas e muitas palavras (como já é habitual...), o desenho de um quadro do tipo "isto ainda pode piorar", quase um assumir da "incapacidade" para fazer mais e melhor, porque no fundo tudo parece depender do Governo e da sua actuação e a Câmara faz o que pode... Ah, e também me parece ter ouvido uma referência ao "enterramento dos cabos de alta tensão" - não percebi foi com que dinheiro tal vai ser pago, face ao retrato (negro) traçado da situação...

Registei, igualmente, as bonitas palavras de "abertura ao contributo de todos" - alguns minutos depois, na primeira sessão da Assembleia Municipal, a maioria de Direita "impôs" a constituição de uma Mesa apenas com elementos da mesma maioria, ao contrário do que sucedeu no anterior mandato.

Foi um belo começo!...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fábula


Hoje gostaria de partilhar uma "fábula" engraçada que recebi na minha mailbox:


"A Serpente e o Pirilampo"


Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:

- Posso fazer três perguntas?

- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.

- Pertenço à tua cadeia alimentar?

- Não.

- Fiz-te algum mal?

- Não.

- Então porque é que me queres comer?

- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!"

sábado, 24 de outubro de 2009

Hipocrisia


Durante anos a fio queixaram-se de "arrogância" e de "falta de diálogo". Diziam que a maioria absoluta a tal conduzia... E durante os mesmos anos, tudo fizeram (de forma explícita ou até recorrendo a truques manhosos) para convencer o eleitorado que, sem maioria absoluta, a governação do País seria melhor, com mais diálogo, com maior atenção às propostas da oposição.

Conseguido tal desiderato (levar a que deixasse de existir uma maioria absoluta de suporte ao Governo), os mesmos que clamavam por "diálogo" foram então convidados a apresentar as suas propostas e a participar numa solução governativa. Todos disseram que não - só estavam disponíveis para governar de acordo com as "suas" (deles, claro) propostas!... Parece que a isto já não se chama "arrogância" - é "convicção". Pois...

Afinal já percebemos todos o que alguns queriam - um Governo "refém". Um Governo de pés e mãos atadas. Um Governo que não afrontasse interesses instalados, nem corporações bafientas, nem sindicatos esclerosados, nem profundos jogos de alta finança.

O novo Governo aí está e certamente José Sócrates continuará a dar (como sempre deu) o seu melhor na condução dos destinos do País.

Quanto aos tais que tanto falavam em "diálogo", não passam agora de um bando de meninos birrentos, encostados lá ao fundo numa esquina, à espera de poder passar uma rasteira a quem passa e envolvidos, nalguns casos, em disputas entre si. Com eles é assim - o "diálogo" é obrigar alguém a fazer como eles querem e quando querem.

Está feita a prova, para quem ainda tivesse qualquer tipo de dúvida.