terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fábula


Hoje gostaria de partilhar uma "fábula" engraçada que recebi na minha mailbox:


"A Serpente e o Pirilampo"


Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:

- Posso fazer três perguntas?

- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.

- Pertenço à tua cadeia alimentar?

- Não.

- Fiz-te algum mal?

- Não.

- Então porque é que me queres comer?

- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!"

sábado, 24 de outubro de 2009

Hipocrisia


Durante anos a fio queixaram-se de "arrogância" e de "falta de diálogo". Diziam que a maioria absoluta a tal conduzia... E durante os mesmos anos, tudo fizeram (de forma explícita ou até recorrendo a truques manhosos) para convencer o eleitorado que, sem maioria absoluta, a governação do País seria melhor, com mais diálogo, com maior atenção às propostas da oposição.

Conseguido tal desiderato (levar a que deixasse de existir uma maioria absoluta de suporte ao Governo), os mesmos que clamavam por "diálogo" foram então convidados a apresentar as suas propostas e a participar numa solução governativa. Todos disseram que não - só estavam disponíveis para governar de acordo com as "suas" (deles, claro) propostas!... Parece que a isto já não se chama "arrogância" - é "convicção". Pois...

Afinal já percebemos todos o que alguns queriam - um Governo "refém". Um Governo de pés e mãos atadas. Um Governo que não afrontasse interesses instalados, nem corporações bafientas, nem sindicatos esclerosados, nem profundos jogos de alta finança.

O novo Governo aí está e certamente José Sócrates continuará a dar (como sempre deu) o seu melhor na condução dos destinos do País.

Quanto aos tais que tanto falavam em "diálogo", não passam agora de um bando de meninos birrentos, encostados lá ao fundo numa esquina, à espera de poder passar uma rasteira a quem passa e envolvidos, nalguns casos, em disputas entre si. Com eles é assim - o "diálogo" é obrigar alguém a fazer como eles querem e quando querem.

Está feita a prova, para quem ainda tivesse qualquer tipo de dúvida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Saramago e os "maus costumes"



Começo, desde já, por dizer que considero José Saramago um dos nossos grandes escritores, leio a sua obra com prazer e considero inteiramente merecido o Prémio Nobel da Literatura que lhe foi atribuído.

Posto isto, não considero José Saramago "intocável" nas suas opiniões e muito menos uma espécie de "sábio" a quem devemos "beber" as palavras. Vem isto a propósito das recentes declarações do autor onde rotula a Bíblia de um "manual de maus costumes". Não entendi bem se Saramago apenas se refere ao Velho Testamento ou também inclui o Novo. Se leu a Bíblia toda ou apenas partes seleccionadas. Se faz propositadamente tábua rasa de tudo o que tenha a ver com a importância histórica, sociológica, antropológica do Livro Sagrado. E não consegui entender nada disso porque Saramago se ficou pela generalidade, pelo soundbyte, pelo título para encimar jornais e abrir noticiários de TV e rádio - na maior das "profundidades" cai por vezes a "nódoa" da superficialidade, como se pode ver.

A fronteira entre a genialidade e o puro disparate é, por vezes, ténue. Lembremos que Jean Paul Sartre, num arroubo de paixão estalinista, declarou aos 4 ventos que "todo o anti-comunista era um cão". A vida tem destas coisas - e também a passagem de Saramago, no Verão Quente de 1975, pela Direcção do "Diário de Notícias" daria, certamente, todo um "manual de maus costumes", pelo menos em termos de tolerância e respeito pelo emprego de muita gente.

Como diria o Engº Guterres - "é a Vida!". E eu acrescento - "perdoais-Lhes, Senhor..."