sábado, 13 de junho de 2009

Mais um aviso


"A Oposição em Portugal não tem no ADN a responsabilidade. Bloco e PCP são tão democráticos como o PS, o PSD ou o CDS, mas não estão disponíveis para governar no interesse comum".


Paulo Baldaia, director da TSF, "Jornal de Notícias", 13-06-2009


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Passagem de nível sem guarda...


Notícia do jornal Publico, de 15 de Outubro de 2003:


"Orçamento de Estado

Estudos da alta velocidade avançam em 2004
Por Inês Sequeira

A continuação dos estudos da rede de alta velocidade ferroviária, envolvendo as ligações Porto/Vigo e Porto/Lisboa, e ainda a ligação transversal a Madrid, está prevista no Orçamento de Estado (OE) entregue ontem na Assembleia da República.

Durante o próximo ano, prevê-se a conclusão dos estudos de viabilidade técnica, económica e ambiental de todos os traçados e do estudo de impacte sócio-económico na indústria e no sistema logístico nacionais. O Executivo prevê ainda que sejam lançados os estudos prévios de avaliação do impacte ambiental do projecto, cujo traçado final deverá ficar definido antes da próxima cimeira ibérica, marcada para o próximo mês na Figueira da Foz. O primeiro-ministro garantiu na sexta-feira passada que tinha dado indicações à ministra das Finanças para "dar grau de prioridade em termos de orçamento" ao projecto (...)"

Na altura o Primeiro-Ministro era Durão Barroso. E a Ministra das Finanças chamava-se Manuela Ferreira Leite.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Cegueira ideológica


Numa das últimas edições do jornal "Avante", pode ler-se o seguinte, a propósito de um suposto objectivo de "alimentar" o preconceito "anti-comunista":

"Entre outras situações, foi particularmente evidente e escandaloso o papel a que se prestou a RTP na operação montada pelo PS a partir dos incidentes nas comemorações do 1º de Maio em Lisboa, ou a recuperação de acontecimentos com 20 anos, nas vésperas das eleições, como os ocorridos em 1989 na República Popular da China."

Repare-se como o MASSACRE de Tiananmen é reduzido a um "acontecimento". Calculo que, segundo a mesma ordem de ideias, devíamos deixar de evocar o Gulag, o Muro de Berlim, o KGB ou a Stasi, a invasão da Checoslováquia ou do Afeganistão por tropas soviéticas, o pacto entre Estaline e Hitler, a repressão do governo comunista polaco sobre o sindicato livre "Solidariedade", etc, etc, etc. Tudo para não "alimentar o preconceito anti-comunista", claro...

O problema é que, relembrar a repressão dos regimes comunistas (ou fascistas, ou nazis), do passado ou do presente, não é nenhuma manifestação de "preconceito" - é mesmo a obrigação de quem preza a Liberdade, a Democracia e o modelo de sociedade aberto, tolerante e inovador em que vivemos e devemos legar aos nossos filhos.

Felizmente que podemos fazê-lo - precisamente por não vivermos num daqueles regimes.