sábado, 4 de abril de 2009

"Águas de Sintra"


Recebo regularmente na minha caixa de correio (tal como certamente acontecerá com muitos outros habitantes do Concelho) um folheto em papel de boa qualidade, com impressão a cores e amplamente recheado de fotografias, com a designação "Águas de Sintra".

Trata-se de uma Newsletter dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS), sempre com um destacado editorial assinado pelo respectivo Presidente do Conselho de Administração (nomeado pela actual maioria PSD/PP) e também vereador da CDU, Engº Batista Alves, e na qual se dá nota de obras, de inaugurações, de projectos e actividade dos SMAS.

Confesso, sinceramente, que nunca percebi bem para que serve a distribuição deste tipo de Newsletter, através dos Correios, junto da população, tirando uma evidente intenção propagandística do que se fez ou pretende fazer no serviço em questão. Mas, pela mesma lógica, por que não haver uma Newsletter a dar conta da actividade das Obras Municipais, ou da Educação, ou da Acção Social, ou do Ambiente?... Seríamos inundados de Newsletters municipais!...

Existindo uma revista Municipal que também é regularmente colocada nas nossas caixas de correio, creio que não seria difícil arranjar algum espaço na mesma para se dar conta da actividade dos SMAS, que, ao fim e ao cabo, são mais um serviço municipal como tantos outros.

Fica a sugestão que, certamente, contribuirá igualmente para alguma poupança e/ou racionalização de recursos.

Público e Privado


Em 2006 o PSD entregou na Assembleia da República um projecto-lei relativo à Segurança Social e no qual era proposto que dois terços das contribuições fossem retiradas do sistema público e entregues à gestão de privados.

O artigo 2º dessa proposta referia explicitamente que seis por cento da contribuição do trabalhador, isto é, dois terços dos nove por cento do desconto do trabalhador para a Segurança Social, fossem retirados do sistema de Segurança Social para contas individuais do trabalhador, que seriam depois opcionalmente entregues a fundos privados ou a um instituto publico do Estado.

Fosse como fosse, a verdade é que a proposta do PSD retirava do sistema de Segurança Social os tais 6% de contribuição.

Mais: na altura em que se candidatou à liderança do PSD, Manuela Ferreira Leite foi questionada pelos jornalistas sobre quais os serviços que poderiam sair da alçada do Estado. Na resposta que deu foi explícita: tirando os de Segurança, Justiça, Negócios Estrangeiros e Defesa, "todos os outros poderiam ser entregues à gestão privada". Obviamente que se inclui, neste âmbito, a Segurança Social.

Se tudo isto não configura uma clara intenção de gradual privatização da Segurança Social, então não sei que nome lhe dar - o que não vale a pena é o PSD e a sua actual líder, como diz o povo, fazerem "o mal e a caramunha"...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ver Rio de Mouro por um canudo...


A Drª Manuela Ferreira Leite esteve hoje de visita ao Centro Comunitário Paroquial de Rio de Mouro. Apesar dos jornalistas não terem sido autorizados a acompanhar a visita, no final a actual líder do PSD lá arranjou tempo para lhes dirigir meia dúzia de palavras, justificando a visita com as "preocupações do PSD com o apoio à pobreza".

Todavia, aquilo que acabou por ser destacado na Comunicação Social foram as declarações que a Drª Manuela Ferreira Leite acabou a fazer sobre Braga e sobre a nomeação de um empresário envolvido em recente processo por corrupção para a administração de empresa intermunicipal. Ferreira Leite condenou "veementemente" tal decisão do Presidente da Câmara de Braga mas acabou a ser confrontada com o facto desta nomeação ter sido decidida por unanimidade dos vereadores da C.M. Braga, incluindo, logicamente , os do PSD. Foi então que saiu a "pérola" do dia:

"A decisão por unanimidade verificou-se dentro daquilo que são as decisões da administração, mas não em relação àquilo que é a posição dos partidos na decisão que foi tomada".

Perceberam alguma coisa?... Eu também não...

Resta a consolação que a actual líder do PSD certamente abandonou Rio de Mouro antes das 6 da tarde, hora a que, segundo o Sr.Presidente da Junta de Freguesia desta vila, já praticamente ninguém circula nas ruas, tal o receio dos assaltos. Graças a Deus!...