quinta-feira, 2 de abril de 2009

Dois cérebros


Judite de Sousa entrevistou hoje, na RTP-1, o neurocientista António Damásio. Uma excelente entrevista, aliás.

Especialmente interessante a reflexão de António Damásio sobre os diferentes "tempos" dos nossos "cérebros" - o cognitivo e o emocional. Mais rápido o primeiro. Mais "lento" e reflexivo o segundo. Num Mundo agitado e sob "stress permanente" não admira que muitos dos nossos jovens não encontrem "tempo" para "amadurecer" valores e sentimentos. Por vezes, estes até parecem um "empecilho"...

E lá "regressamos", por "portas travessas" ao tema Escola e Família e à (enorme) necessidade que temos, colectivamente, de parar para redefinir o modelo de Educação e, implicitamente, o modelo de Sociedade e de Cidadania que desejamos ter.

Como diria o Sérgio Godinho - "isto anda tudo ligado"...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ó, tempo, volta p´ra trás...


Que saudades!...

Famílias e Escola


O professor Luís Braga, docente de História e presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, em Viana do Castelo, lançou recentemente uma petição no sentido de exigir alterações legislativas que responsabilizem «efectivamente» os pais nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar dos alunos.

Esta é uma questão interessante e que devia merecer maior atenção e um debate sério por parte de todos: famílias, professores, responsáveis políticos, etc. As famílias não podem demitir-se do seu papel fulcral na educação dos jovens, achando (erradamente) que será a escola a substituí-las; e a escola não pode ter um discurso que pareça "hostilizar" as famílias, tratando-as quase como "intrusos", o que também sucede por vezes. Em simultâneo há que reflectir seriamente sobre um percurso de vários anos, com sucessivas "experiências" pedagógicas emanadas pelas equipas de "especialistas" do Ministério da Educação e que muitas vezes enveredaram pela aplicação a crianças e jovens de métodos pedagógicos claramente vocacionados para a formação de adultos...

Estou em crer que a maior parte das situações de grave indisciplina que se registam nas escolas, com crianças e adolescentes que agridem professores (!), que os ofendem verbalmente ou que, pura e simplesmente, os ignoram ostensivamente no decurso das aulas, têm a sua génese em claras falhas educativas no seio familiar. Responsabilizar os pais por tal parece-me não só lógico como necessário nos dias de hoje.

Um tema a seguir com interesse.