sábado, 21 de março de 2009

Katia Guerreiro no C.C. Olga Cadaval


A fadista Katia Guerreiro apresentou ontem à noite, no Centro Cultural Olga Cadaval, o seu mas recente trabalho - "Fado".

Foi um excelente espectáculo, pleno de emoção, de entrega, de sentimento, na estreia de Katia Guerreiro nesta sala de espectáculos, por onde tantos nomes consagrados da nossa música já passaram.

Destaco a interpretação marcante de um dos novos fados incluídos neste CD - "Ponham flores na mesa", com poema de Fernando Tavares Rodrigues e música de Joaquim Campos Silva (Fado Tango). Foi um momento alto deste espectáculo, com uma Katia Guerreiro a entregar-se de corpo e alma à interpretação do mesmo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Saibamos rir...e reflectir


De vez em quando há quem nos envie um daqueles e-mails, sem autor indicado, sem origem expressa, mas que têm verdadeiro humor. Um amigo meu ("laranja" até à medula, excelente advogado e grande sportinguista!...) enviou-me este há dias e não resisto em partilhá-lo aqui, porque o humor, quando bem feito, é uma "arma" terrível:


"Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:

- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...

Pedro interrompeu: - Temos que aprender isso de cor?

André disse: - Temos que copiá-lo para o caderno?

Tiago perguntou: - Vamos ter teste sobre isso?

Filipe lamentou-se: - Não trouxe o papiro-diário.

Bartolomeu quis saber: - Temos de tirar apontamentos?

João levantou a mão: - Posso ir à casa de banho?

Judas exclamou: - Para que é que serve isto tudo?

Tomé inquietou-se: - Há fórmulas? vamos resolver problemas?

Tadeu reclamou: - Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?

Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!


Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:

- Onde está a tua planificação? Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada? E a avaliação diagnóstica? E a avaliação institucional? Quais são as tuas expectativas de sucesso? Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem? Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo? E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais? Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes? Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?

Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.

... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos... "

domingo, 15 de março de 2009

Evidências



José Sócrates teve a frontalidade de afimar aquilo que é uma evidência desde há 30 anos: que os sindicatos afectos à CGTP são, claramente, instrumentalizados pelo PCP.

Jerónimo de Sousa, inevitavelmente, reagiu falando de "fascismo" - nada de novo, portanto, porque o PCP vê "fascismo" em todo o lado menos nos regimes onde o comunismo é ideologia dominante e a liberdade de expressão é suprimida, o partido único é norma, a censura aos meios de Comunicação impera, as greves são coisa proibída, etc, etc, etc. Parece que aí vale tudo - em nome da "revolução", claro...

Em Democracia existe uma forma do Povo se exprimir livremente - chamam-se "eleições". O PCP e a Intersindical podem até encher uma avenida de Lisboa com 200 mil pessoas vindas de todo o País em autocarros - mas há um número tremendamente maior de eleitores (que encheriam muitas e muitas avenidas deste País!) que deram a maioria ao PS para governar e que jamais, em trinta anos de Democracia, confiaram no PCP para tal desiderato. Quer o PCP ganhar na rua aquilo que não consegue, democraticamente, nas urnas?...

Já no que diz respeito a um sindicalismo que se contenta no mero protesto, em função da agenda eleitoral deste ou daquele partido, está condenado a médio prazo, sobretudo num Mundo que exige novas posturas perante os problemas e a contribuição de todos para encontrar soluções, ao invés da estafada repetição de slogans e do espicaçar de naturais agitações ou insatisfações em momentos difíceis.

Como diz o Povo - "falar é fácil..." E eu acrescento - criticar sem apresentar soluções válidas, também...