domingo, 12 de outubro de 2008

7 anos


No passado dia 9 de Outubro completaram-se 3 anos sobre a data da eleição do Dr. Fernando Seara para o 2º mandato na CMS. Com os 4 anos anteriores, somam-se 7 anos à frente dos destinos de uma das maiores Câmaras do País.

A este propósito ocorre-me citar o Cardeal Suhard:

"Somos responsáveis por aquilo que fazemos, pelo que não fazemos, e por aquilo que impedimos de fazer".

Sábado à noite


Rio de Mouro. Sábado. Faltam cerca de 15 minutos para a meia noite. Atravesso, a pé, o acesso da estação da CP com alguns familiares, na direcção da Rinchoa. Em plena estação, junto às bilheteiras, um grupo de 10 a 12 indivíduos de côr "entretém-se" a beber garrafas de cerveja e a provocar, de forma sibilina, quem passa. Num pequeno gabinete, de porta semi-cerrada, o segurança (?), um homem de cerca de 50 anos, vai lendo um jornal como se cá fora nada se passasse ou, eventualmente, desejando interiormente que nada se passasse... O ambiente é tenso, sente-se que basta uma pequena palavra para que possa gerar-se uma situação de eventual violência. O grupo, desafiante, comporta-se como "dono" do espaço e as pessoas que vão passando tentam ignorá-lo.

Não há sombra de autoridade a quem se possa recorrer. Não se entende que a PSP (com amplo posto recentemente inaugurado em Rio de Mouro...) não exerça a sua vigilância ou manifeste a sua simples presença, junto desta zona central de transportes e de acessos, pelo menos até à meia-noite, 1 hora da manhã. Há gente que regressa do trabalho e se sente inquieta. Há gente que sai com a família para assistir a um simples espectáculo e se sente "ameaçada" perante este tipo de grupos.

A prevenção é sempre preferível à repressão - mas tem que ser um facto e não uma mera palavra...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Crise ou oportunidade?...


Face à actual crise financeira mundial (que ameaça ser económica e, pior ainda, social) gostava de saber onde se enfiaram agora todos aqueles "especialistas" que sempre defenderam o "Estado mínimo" e a "eficiência" dos mercados. Ou onde estão aquelas "sumidades" que defenderam (ainda recentemente) a privatização da Caixa Geral de Depósitos, por exemplo...

Um capitalismo que "privatiza" sofregamente os lucros e corre para o Estado quando (por incompetência, por ganância, por sordidez) cai na falência, não merece sequer uma Missa de 7º dia.

O Mundo reclama há muito por ideias, por valores, por ética - engana-se quem acha que as "ideologias" morreram, porque elas são, hoje em dia, mais necessárias do que nunca. Sem ideais, sem convicções, sem dedicação ao serviço público, não há verdadeira governação das Nações, mas apenas uma "gestão" em função de interesses e sujeita a todas as flutuações.

Façamos desta crise uma oportunidade - para regular, para regrar, para condicionar quem entende o Mundo como um gigantesco "off-shore". Não é um momento fácil, mas também não é com pessimismo e baixar dos braços que sairemos desta situação - os nossos filhos esperam que saibamos sair vitoriosos desta difícil "batalha".