sábado, 16 de agosto de 2008

Laranja azeda...

A festa do PSD, no Pontal (Algarve) não só não contou com a presença da Presidente do partido, como ainda foi local para se ouvirem duras críticas (vindas de alguns destacados militantes social-democratas) relativamente a essa ausência.

Manuela Ferreira Leite tenta disfarçar o seu nítido incómodo em participar neste tipo de eventos, mas torna-se cada vez mais claro que dificilmente fará uma campanha capaz de mobilizar o eleitorado. Fria, reservada, algo agreste, sem verdadeiras propostas alternativas e diferenciadoras, preferindo o conforto das salas de aula ou das reuniões privadas ao convívio e contacto com os eleitores (pelos vistos, até com os próprios militantes do seu partido...), a actual líder (?) do PSD vai traçando o seu próprio destino - uma clara derrota em 2009 e um novo ciclo de "crise" laranja.

Esperemos que, até às eleições legislativas, os Portugueses reflictam e, na hora de votarem, continuem a apostar numa fórmula estável de governação, único meio de se evitarem "alianças" espúrias ou frágeis soluções.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Vida...

Férias... Curtas (como sempre), mas o suficiente para fazer uma pausa. Infelizmente, interrompidas com a notícia de falecimento de um familiar e regresso antecipado a Lisboa, que a Vida e a Morte são mesmo assim...

terça-feira, 15 de julho de 2008

A mordaça


Contaram-me no outro dia uma história extraordinária. De tal forma que, ainda hoje, tenho dúvidas se será real (como me garantiram) ou se não passará de mais um desses curiosos mitos urbanos, postos a correr por aí.

Vamos à história:

parece que existe uma certa região, de um certo país, onde os militantes de um determinado partido da oposição nao se coibem de chamar "mentiroso" ao Primeiro-Ministro, de o dizerem alto e bom som nas ruas, de o escreverem em jornais, comunicados e revistas, de lhe berrarem insultos na cara, de lhe fazerem "esperas" quando se dirige para reuniões do seu partido, etc, etc, etc. Muitos dos membros desse partido erguem cartazes em manifestações onde retratam o Primeiro-Ministro como um "burro" ou como um "cínico". Outros mostram, orgulhosos, panos com letras vermelhas berrantes onde se questiona, até, se o Primeiro-Ministro obteve a sua licenciatura de forma legal.

Quando questionados sobre essa forma de "ataque político", os militantes desse partido da oposição embespinham-se e vociferam contra quem pretende "impedi-los de usar a liberdade de expressão" a que têm direito.

Conta-se, ainda, que um destes dias, nesse tal País, nessa tal região, um militante do partido do Primeiro-Ministro criticou, aberta e frontalmente, a actuação política de um eleito local do tal outro partido, dos que nunca hesitam em insultar o Primeiro-Ministro sem contemplações, repetindo sempre que mais não fazem do que usar a "liberdade de expressão". Crê-se que o visado com a crítica achou especialmente ofensivo que quem o criticou tivesse usado expressões tão degradantes e humilhantes como "padeiro" e "padaria", algo que, convenhamos, ultrapassa em muito o "mentiroso" e "cínico".

A história acaba em Tribunal - a do "padeiro", não a do "mentiroso", porque a primeira é ofensa (segundo o visado), enquanto a segunda é "liberdade de expressão", segundo os militantes do partido do agora ofendido.

Confesso que ainda estou com alguma dificuldade em acreditar nesta história, há qualquer coisa aqui que não faz sentido, não acham?...