sexta-feira, 4 de julho de 2008

Ingrid Betencourt


Ela não vai estar na Festa do Avante, onde muitos defensores e apoiantes das FARC (força terrorista colombiana que raptou e manteve Ingrid em cativeiro durante longos anos) certamente estarão. Mas o seu rosto, finalmente luminoso, vale pela verdadeira festa - a da Vida, da Liberdade, da Democracia.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cavalos e princesas em Sintra...




Nos últimos dias, o Sr.Presidente da Câmara Municipal de Sintra deu várias entrevistas a órgãos de Comunicação Social, na sua qualidade de autarca.

Numa delas, ao Alvor de Sintra, lá veio o habitual discurso que oscila entre o "realismo mágico" que faz ecoar a escrita de Isabel Allende ("Sintra é uma paixão amadurecida. A minha liberdade consiste em limitar o poder do destino") e a dramatização de pendor étnico ("No caso dos guineenses, temos de perceber a importância da religião muçulmana, no caso dos angolanos a origem a nível das regiões, e nos brasileiros, especificidades como as dos gaúchos, que fervem em pouca água") - mas nem uma palavra sobre o desenvolvimento da tal promessa da CMS assumir o custo (entre 20 a 30 milhões de euros, coisa pouca...) com o enterramento de cabos de alta tensão em alguns troços entre Fanhões e Trajouce; ou sobre a Casa das Selecções; ou sobre as já célebres ciclovias; ou sobre aquele grandioso Plano de Desenvolvimento para o Concelho elaborado pela equipa do Dr.Braga de Macedo, etc, etc.

Mas nada disso importará, certamente.

Para terminar deixo mais dois pequenos excertos desta excepcional entrevista:

- "A presença da Guarda a cavalo em Sintra, por exemplo, significa que alguns pequenos roubos por esticão são duas vezes pensados. É que o cavalo corre muito…"

- "[a propósito da imigração africana no Concelho] É bom termos a noção que em certas sociedades, o elemento feminino é uma princesa, e ficar sem ela, é uma dor imensa e para eles importa reacção. É isso que temos de aprender."

Nem mais!...




quarta-feira, 25 de junho de 2008

A "alternativa"...


Janeiro de 2004. Governo PSD/PP. Primeiro-Ministro - José Manuel Durão Barroso. Ministra das Finanças - Manuela Ferreira Leite.

Em declarações públicas, no Porto, Durão Barroso garantia que o Projecto TGV iría estimular a nossa economia em até 1,7% do PIB.

E acrescentou: o projecto permitiría gerar um valor acrescentado bruto de 14.500 milhões, sendo que cerca de 90 por cento seriam da responsabilidade da indústria portuguesa.

Para o então primeiro-ministro, o TGV contribuiría para aumentar a quota de mercado do modo ferroviário dos actuais (na altura) quatro para 26 por cento em 2025 e diminuir os custos ambientais de transportes em mais de dois mil milhões de euros.

Os estudos efectuados apontavam também para a criação, pelo projecto, de cerca de 90 mil novos postos de trabalho directos e indirectos.

Durão frisou que se tratava de um "projecto estruturante para o país" que iría moldar "o perfil e a estrutura do País e de toda a Península Ibérica", alterando a ocupação do território, a proximidade entre regiões e a mobilidade de pessoas e bens e corrigindo as assimetrias entre litoral e interior.

"É por isso que a concretização de uma Rede de Alta Velocidade para Portugal foi tratada como um desígnio nacional para as próximas duas décadas", acrescentou Durão Barroso.

Junho de 2008. Morais Sarmento, PSD, destacado apoiante de Manuela Ferreira Leite. Declarações no Programa Falar Claro da Rádio Renascença: "Se tivermos que pegar num projecto para questionar será o TGV".

É esta a tal "alternativa credível"?...