quinta-feira, 5 de junho de 2008

História





Há momentos em que é bom lembrar a História. Relembro, assim, a breve história de um partido político português - o Partido Renovador Democrático (PRD).

Este partido surgiu em 1985, sob o patrocínio discreto do General Ramalho Eanes, na altura Presidente da República e sob a liderança de Hermínio Martinho. A sua proposta básica era a de "moralizar a vida política nacional".



Aproveitando as dificuldades da política de austeridade posta em prática pelo Governo PS-PSD (1983-1985), o PRD veio a ser o beneficiário objectivo da dissolução do Parlamento que sucedeu em 1985, decidida pelo próprio General Eanes no termo do seu segundo mandato. O PRD obteve uma votação muito próxima da do PS, tornando-se na 3ª força parlamentar e acabou por viabilizar o Governo minoritário de Cavaco Silva.

Nas eleições locais de 1985, o PRD começaria a evidenciar fragilidades e dificuldades de organização e acabou a apoiar a candidatura de Salgado Zenha (destacado militante do PS que entrara em rotura com o partido e com Mário Soares) que nem sequer chegou à segunda volta.

Em 1987 é o PRD que põe um fim no Governo minoritário do PSD, ao fazer aprovar uma moção de censura no Parlamento. A atitude revela-se, todavia, suicida para o próprio PRD, uma vez que a dissolução parlamentar que se segue levará ao quase desaparecimento do partido da Assembleia, já que não elege mais do que sete deputados, ao invés dos quarenta e cinco de que dispunha na Assembleia dissolvida.

Entretanto, o próprio General Ramalho Eanes assume a liderança do partido e ocupa o cargo durante pouco tempo, até o abandonar em virtude do desastre eleitoral, cedendo de novo o lugar a Hermínio Martinho. Nas eleições para o Parlamento Europeu de 1989 os renovadores acabaram a fazer um acordo com o PS, conseguindo eleger um deputado na lista socialista com o estatuto de independente (Pedro Canavarro). Martinho e muitos fundadores do partido afastaram-se.

Depois de vicissitudes várias o PRD acabou em nada.

Vivemos, hoje em dia, tempos difíceis. A crise económica internacional, infelizmente, veio criar dificuldades várias e gerar compreensíveis receios. Há que defender os mais frágeis e necessitados, sem perder um rumo. Mas, simultaneamente, há que ter memória e evocar alguns "cantos de sereia" que, usualmente, apenas representam um aproveitamento demagógico de momentos menos bons.

A história do que foi e do que representou o PRD parece-me, a todos os títulos, exemplar.

domingo, 1 de junho de 2008

Ala dos Namorados em Rio de Mouro?...


Parece que vamos ter espectáculo com o grupo musical Ala dos Namorados no próximo dia 5 de Julho em Rio de Mouro, pelo menos a julgar pela indicação que se encontra registada na Agenda da banda no seu site na internet. Fiquei apenas com uma dúvida: será que este espectáculo (anunciado desde já pelo próprio grupo) se insere nas Festas da Vila, cujo programa (pelo que tenho conhecimento) ainda está em discussão no executivo da Junta?...

Nada de novo...




Manuela Ferreira Leite lidera agora o PSD. Os resultados finais da votação dos militantes mostram um partido claramente fragmentado, face aos valores atingidos por Passos Coelho e Santana Lopes. Ferreira Leite ganhou - mas não o fez de forma concludente, não uniu o partido, não teve a esmagadora maioria dos militantes do seu lado. Ao País pouco ou nada propôs de concreto, durante a campanha interna, para além de promessas vagas de uma "melhoria" para as "classes médias" (como? de que forma? quais as opções e prazos?), em simultâneo com a ideia de acabar com a universalidade e carácter tendencialmente gratuito do Serviço Nacional de Saúde. Finalmente há que continuar a relembrar - Manuela Ferreira Leite foi um dos rostos do PSD responsáveis pelo défice de 6,8% que o actual Governo encontrou. Resta (a título de curiosidade) ver, ainda, como será a relação entre a líder eleita e Alberto João Jardim...