sábado, 31 de maio de 2008

Amy


Uma cantora diferente, com um potencial espantoso, com um disco que já faz parte da história da música pop, Back to Black. Pela sua voz perpassa o fantasma de Nina Simone, Aretha Franklin, Janis Joplin. A sua juventude permitiria esperar a superação, ainda, do êxito actual. E, no entanto... Uma exibição de completa degradação física e psicológica no espectáculo de 50 minutos, ontem, na abertura do Rock In Rio / Lisboa. Vítima das drogas, do álcool, persistindo num caminho de destruição de si própria, sem voz, sem força, cambaleante. Amy Winehouse. Faz sempre pena ver o talento desperdiçado...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Uma questão de Currículo


O homem nasceu em 1964. Vai festejar o 44º aniversário natalício no próximo mês de Julho. Segundo a sua biografia na net “iniciou uma carreira de gestor” em 2001. Com 37 anos de idade. Durante esses 37 anos, o homem dedicou-se em exclusivo à vida partidária, no partido onde aderiu aos 13 anos de idade – foi candidato, foi líder da juventude, foi candidato, foi deputado, foi candidato, foi vice-presidente disto e daquilo, foi candidato, foi membro de comissões, foi candidato, etc. Três anos depois de ter “iniciado uma carreira de gestor” o homem foi nomeado Administrador de empresas na área do Ambiente, num Grupo liderado por figura grada do seu próprio partido. Este homem candidata-se, agora, à liderança do partido a que pertence e, caso vença, pode ser candidato a Primeiro-Ministro do Governo de Portugal. O homem chama-se Pedro Passos Coelho. E mais não digo - ainda não recuperei totalmente da leitura de tão extenso e brilhante currículo...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Para memória futura...


2007. Assembleia Municipal de Sintra. Recordo excerto de intervenção que fiz relativamente à apreciação da actividade municipal. Porque há OPOSIÇÃO do PS, em Sintra, à maioria de Direita e ao Presidente que esta maioria elegeu:


"Relativamente à apreciação da Actividade Municipal, infelizmente, pouco há a acrescentar relativamente a anteriores apreciações feitas pela bancada do PS. O relatório apresentado, à semelhança de situações anteriores, configura um mero repositório daquilo que deve constituir a actividade corrente de qualquer município. A obra relevante continua no terreno das promessas e a expressão que mais abunda é a de “obra a iniciar”. Quando?... Talvez um dia, quando a necessária mudança se processar em Sintra.Na introdução que o Sr.Presidente faz a este relatório existem dois destaques interessantes – até porque dizem respeito a eventos ou situações que aconteceram em Agosto, dizendo este relatório respeito a Maio, Junho e Julho... Por um lado, destaca-se a cooperação que existiu entre a Administração Central e Local no momento do significativo incêndio que atingiu algumas localidades de Sintra. Congratulamo-nos, obviamente, com essa cooperação e com o facto de ter sido possível evitar uma situação mais gravosa, para bem de Sintra e das suas gentes. Diríamos, contudo, que quer a Administração central, quer os protagonistas da administração local, agiram no âmbito daquilo que certamente constituem as suas obrigações e mal seria que alguém, no cumprimento das suas obrigações, julgasse merecer algum destaque particular.Em segundo lugar, o Sr.Presidente refere um conjunto de iniciativas de índole cultural, já habituais em Sintra. E a referência ao concerto da fadista Mariza não deixa, até, de ser curiosa, tratando-se de uma digressão nacional desta cantora, patrocinada por uma entidade bancária e que abrangeu uma Rota do Património Nacional, desde Sagres a Guimarães, passando por Óbidos, Évora, etc. O que é que isto tem a ver com a “actividade municipal” desenvolvida em Sintra?... – sinceramente, não vislumbramos. Tal como não vislumbramos como é que são consideradas no capítulo das “Iniciativas culturais realizadas e apoiadas”… duas Sessões Ordinárias da Assembleia de Freguesia do Cacém, como vem referido neste relatório!... Parece que há, efectivamente, aqui um conjunto de equívocos.Mas estes destaques são reveladores. Reveladores de uma realidade concelhia onde, não existindo efectivamente OBRA significativa para sublinhar, se continua a recorrer ao acontecimento, ao que é fugaz, ao que é passageiro, ao que é corrente. Onde, por exemplo, se refere a inauguração de uma exposição sobre Alfredo Keil em Sintra mas se “esquece” que o espólio dele foi cedido à Câmara Municipal de Torres Novas, após anos de contactos entre a família e o município de Sintra, sem que fosse possível obter uma solução. Onde se fala de ainda estar em estudo a requalificação da margem da Ribeira de Carenque, junto á Ilha Mágica – isto é, na Amadora fez-se a Ilha Mágica que agora serve de referência para indicar a outra margem, a margem do lado de Sintra onde, “magicamente”, nada se fez até agora e, pelos vistos, não se fará tão depressa!...E podíamos prosseguir…Aliás, Sr.Presidente, que é feito do Plano de Desenvolvimento Estratégico de Sintra 2015, elaborado pela equipa do Professor Braga de Macedo?... Que é feito daquelas “Sintras” todas e das ambições que brilhavam tanto?... Que é feito da articulação com o PDM?... Porque não se nota nada nos sucessivos relatórios de actividade que vão sendo entregues para apreciação desta Assembleia – será que tão relevante estudo jaz morto e arrefecido numa qualquer gaveta municipal?...Já nem vou abordar a questão da requalificação do nosso Centro Histórico, muito menos do estacionamento nesta zona. Continuamos a aguardar a solução que o Sr.Presidente prometeu, depois de se ter oposto à solução que outros previram, mas que não se concretizou.Como vê, Sr.Presidente, há muito mais para falar para além das piscinas prometidas para cada freguesia e das já célebres ciclovias, questões com as quais não vou incomodá-lo nesta circunstância.Sr.Presidente – o senhor já por diversas vezes disse que “estava Presidente, não era Presidente”. Tem Vª Exª toda a razão. Mas para nós, que vamos continuar a SER munícipes deste Concelho depois do Sr. deixar de “estar Presidente” do mesmo, o panorama é desolador em termos de obra e é isso que é óbvio em sucessivos relatórios de actividade e que não podemos deixar de sublinhar uma vez mais."