segunda-feira, 19 de maio de 2008

Patrões e Empresários


Leio e quase não consigo acreditar: segundo notícia do Alvor de Sintra, o presidente da Associação Empresarial de Sintra (AESintra) defende a redução do número mínimo de horas obrigatórias de formação nas organizações. O Sr. Presidente desta Associação considera que as 35 horas anuais de formação, consagradas no Código do Trabalho, são “impossíveis de cumprir”. A proposta é passar para…10 horas de formação / ano, para cada trabalhador!... Trinta e cinco horas anuais de formação correspondem a 5 dias / ano de formação para cada trabalhador. Repito – 5 dias em todo um ano. Num Mundo onde o Conhecimento é, cada vez mais, factor de valorização e de distinção dos indivíduos e das empresas, espanta ver quem considere a Formação profissional quase como um “fardo” e pretenda resumir esse momento a uma “passagem fugaz” para cumprir calendário. Deve ser por isso que é usual dizer-se que, em Portugal, há muitos patrões – mas poucos empresários.

Chico-espertices


Há momentos onde a “chico-espertice” de alguns consegue atingir a raia do inacreditável. Vem isto a propósito das notícias que referem a intenção de algumas autarquias, com o apoio da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), de pretenderem ultrapassar a proibição de taxas associadas a contadores para serviços públicos essenciais (água, luz, etc), “inventando” uma outra espécie de taxas, supostamente de “disponibilidade” do serviço. Isto é – o Governo legislou no sentido de colocar um ponto final na cobrança dos ditos “alugueres de contador” e lá vêm alguns “chicos-espertos” inventar uma outra forma para que tudo fique na mesma, alterando apenas… a designação! Creio que nem o Xerife de Nothingam se lembraria de uma destas!...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Exemplos


Segundo notícia publicada no Portugal Diário, a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai apresentar publicamente, no próximo sábado, um sabonete feito com algas do litoral do concelho, que passará a ser comercializado no Museu do Traje.


Flora Silva, vereadora daquele município, explicou à Lusa que as algas foram recolhidas na praia de Castelo de Neiva e posteriormente «trabalhadas» por uma empresa da especialidade, sendo o resultado «um sabonete muito agradável, com qualidades excelentes, que faz muito bem à pele». E acrescentou: «Nesta primeira fase, o sabonete será apenas para uma espécie de comércio cultural no Museu do Traje, mas no futuro poderá, eventualmente, entrar num mercado mais alargado».


A apresentação do sabonete integra o programa elaborado pela Câmara de Viana do Castelo para assinalar, no próximo fim-de-semana, a Noite dos Museus e o Dia Internacional dos Museus.


Este é um bom exemplo de iniciativa, capacidade de inovação, aproveitamento dos recursos locais, por parte desta Câmara Municipal. E em Sintra?... Para já temos menos uma praia com Bandeira Azul no próximo Verão- a Praia das Maçãs. Pois...