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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Haja memória!


Quase envergonhadamente, Santana Lopes, o homem em quem a actual líder (?) do PSD não votava, foi anunciado como candidato à Câmara Municipal de Lisboa. Tal é o engulho que o autor do anúncio achou por bem anunciar em primeiro lugar o candidato a...Braga!... Talvez para dar menos nas vistas, sabe-se lá...

Uma eventual vitória de Santana Lopes em Lisboa (longe vá o agouro!...) representaria o regresso a um passado recente que, como todos sabemos, deixou a CML pelas ruas da amargura. Mas o apoio de actores, actrizes, TV´s amigas, algum "jet set", revistas cor de rosa e etc e tal deixa sempre uma interrogação no ar e é campo fértil para o florescimento dos populismos mais primários, num Mundo onde a aparência se sobrepõe demasiadas vezes à competência.

Resta ao povo de Lisboa dar uma resposta sem equívocos a quem deixou a capital do País no estado que todos conhecemos. Esperemos que a saiba dar - definitivamente. Para bem de Lisboa!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"Coerências"


Foi publicado este ano pela Secretaria-Geral do Ministério da Educação o livro "Quatro Décadas de Educação - 1962/2005". Nesta obra são apresentados depoimentos dos diversos Ministros da Educação que exerceram funções entre 1962 e 2005.

Respigo uma das questões ali colocadas a um destes responsáveis:

«Questão: As reformas que na altura entendeu por bem promover depararam com que tipo de dificuldades?

Resposta: As dificuldades concentraram-se na falta de consciência de muitos dos intervenientes para a urgência e dimensão das mudanças que era necessário empreender, bem como no escasso tempo político em que foi possível iniciá-las. Em matéria de educação, o tempo que se perde é irrecuperável e esse sentimento transmite uma grande ansiedade aos seus responsáveis».

Quem proferiu estas palavras?...

Manuela Ferreira Leite.

A mesma Manuela Ferreira Leite que em Abril deste ano afirmava, sobre as reformas em curso na Educação, que realmente "o sistema não funcionava" e "era preciso alterá-lo" (entrevista à Rádio Renascença), dando um claro sinal de apoio às politicas desenvolvidas pelo Governo PS nesse âmbito. Ainda em Abril, durante as Jornadas Parlamentares do PSD em Vilamoura, a mesma Manuela Ferreira Leite, ao ser questionada pelos deputados do PSD sobre as funções do Estado, respondeu que começaria por privatizar «aqueles sectores em que os privados já estão, como a saúde a educação».

Finalmente em Novembro p.p. a ex-ministra da Educação parece ter subitamente mudado de ideias e em declarações aos jornalistas depois de se reunir com professores militantes do PSD que são também dirigentes sindicais, na véspera de mais uma manifestação de professores convocada para Lisboa contra o modelo de avaliação, veio "cavalgar" a onda das "massas em luta" e exigir a suspensão do referido processo de avaliação de desempenho...

Manuela Ferreira Leite parece ser adepta daquela frase de Georg Lichtenberg que reza assim:

"Muitas vezes tenho uma opinião quando estou deitado e outra quando estou de pé".

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A "nossa" Sarah Palin


No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite protagonizou a trapalhada do dia.

Em primeiro lugar defendeu a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, declarando explicitamente: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia... Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se" E prosseguiu: "E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".

Depois das célebres declarações sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e aqueloutras com vago pendor xenófobo relativas ao emprego de ucranianos e cabo-verdianos em Portugal, só faltava mesmo esta "cereja" em cima do bolo (de laranja, presumo...)

Não há dúvida - está encontrada, definitivamente, a Sarah Palin à portuguesa.