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sábado, 14 de junho de 2008

Tempos difíceis


José Sócrates e o Governo agiram correctamente, durante o "bloqueio" dos camionistas. Com ponderação, com sentido de proporcionalidade, com sentido de Estado. Os que acusaram o Governo de "fraqueza" seriam os primeiros a censurá-lo se tivesse empregue a força desde o primeiro momento. Obviamente que existiram situações de clara ilegalidade e desafio à autoridade do Estado - mas estou certo que ninguém duvidará, nem por um momento, que na altura certa, e caso tal se revelasse necessário, José Sócrates não hesitaria em agir. Uma coisa é certa: vivemos uma crise a nível internacional motivada pela especulação desenfreada com os combustíveis e cada vez mais surge como necessário um modelo de desenvolvimento económico alternativo. Uma questão final: onde se enfiou a nova liderança do PSD durante todo este período difícil?... Nem uma palavra, uma sugestão, um contributo alternativo. Apenas um silêncio sepulcral e, certamente, o secreto desejo de que tudo corresse pelo pior para o Governo... É pouco (muito pouco) para quem se quer assumir como alternativa de governação.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Chico-espertices


Há momentos onde a “chico-espertice” de alguns consegue atingir a raia do inacreditável. Vem isto a propósito das notícias que referem a intenção de algumas autarquias, com o apoio da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), de pretenderem ultrapassar a proibição de taxas associadas a contadores para serviços públicos essenciais (água, luz, etc), “inventando” uma outra espécie de taxas, supostamente de “disponibilidade” do serviço. Isto é – o Governo legislou no sentido de colocar um ponto final na cobrança dos ditos “alugueres de contador” e lá vêm alguns “chicos-espertos” inventar uma outra forma para que tudo fique na mesma, alterando apenas… a designação! Creio que nem o Xerife de Nothingam se lembraria de uma destas!...

sábado, 3 de maio de 2008

Boa notícia


Nem tudo são más notícias. Portugal ultrapassou, em 2007, o objectivo de atingir os 1500 novos doutoramentos por ano (registaram-se 1508). O compromisso do Governo, várias vezes sublinhado por Mariano Gago e inscrito na Estratégia de Lisboa, era o de alcançar esse ritmo de formação apenas em 2009. Directamente ligado ao sucesso alcançado está o ritmo de concessão anual de novas bolsas de doutoramento, que praticamente duplicaram entre 2005 (1172) e 2007 (2078). A aposta na Educação é uma aposta nas pessoas e pessoas melhor formadas, interessadas, despertas para o Mundo, arrojadas, são pessoas que constroem o futuro e ajudam a melhorar as condições do País nas diversas áreas de intervenção. Saúde-se, por tal, hoje e sempre, esta aposta decisiva.