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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Com o PSD no Governo foi assim - 2

Abril de 1989 - Cavaco Silva 1º Ministro - Polícias em confronto com polícias no Terreiro do Paço.


Com o PSD no Governo foi assim - 1

1994 - Manuela Ferreira Leite como Ministra da Educação de um Governo liderado por Cavaco Silva - "Saudação" dos estudantes na rua...



terça-feira, 22 de setembro de 2009

A "obra" da Coligação PSD/PP em Sintra


Repare-se nos cartazes e na propaganda eleitoral dos candidatos de outros municípios que, sendo actualmente Presidentes dessas Câmaras, apelam ao voto para serem reeleitos - regra geral apresentam a obra feita. Destacam aquilo que construíram, que melhoraram, que mudaram.

Em Sintra, Fernando Seara, Presidente da Coligação de Direita PSD/PP... apresenta-se a si próprio e garante que agora a "dedicação" será total!... Efectivamente, se quisesse seguir o modelo dos Presidentes que fizeram obra digna desse nome nos seus municípios, Fernando Seara teria alguma dificuldade.

Apresentaria exactamente o quê?...

- o vazio de uma revisão do PDM que não fez?

- a inexistência de uma política de habitação, nomeadamente na promoção da venda e arrendamento de fogos a custos controlados para jovens?

- o "buraco" onde devia estar a Casa das Selecções?

- a ausência de uma alternativa de estacionamento no Centro Histórico?

- o espaço em branco das ciclovias?

- as piscinas virtuais em cada Freguesia?

- a reabilitação urbana "fantasma"?

- as DUAS novas escolas em OITO ANOS de mandato, sendo que numa caiu recentemente o tecto (Monte Abraão) e outra ainda está...por construir (Varge Mondar)?

- o lamaçal em que está transformado o antigo campo de jogos do RRM (clube de Rio de Mouro, Rinchoa e Mercês)?

- o prometido enterramento dos cabos de alta tensão que não passou precisamente dessa promessa?

- a "página em branco" em que se transformaram o parque urbano da Tapada das Mercês, o Centro Lúdico de Massamá e as Circulares Poente e Nascente ao Cacém?

- o Plano Estratégico do Professor Braga de Macedo que jaz numa qualquer gaveta da CMS?

- etc, etc, etc...

Como se pode ver, seria impossível à coligaçao PSD/PP e ao seu candidato, Fernando Seara, mostrarem na sua propaganda eleitoral a obra feita - a não ser que semeassem "outdoors" totalmente em branco por todo o Concelho.

domingo, 20 de setembro de 2009

Basta!


Manuela Ferreira Leite nasceu em 1940. Frequentou os liceus Maria Amália Vaz de Carvalho e D. João de Castro e terminou a sua licenciatura em 1963 - tinha, então, 23 anos de idade. Entre 1964 e 1973, Ferreira Leite trabalhou como investigadora da Fundação Calouste Gulbenkian. Deu aulas, igualmente, no ISCEF, entre 1966 e 1979, tendo pertencido ao Conselho Directivo (a partir de 1973).

Em 1968 (quando Manuela Ferreira Leite tinha, então, 28 anos de idade), Mário Soares foi deportado sem julgamento para S.Tomé e, dois anos mais tarde, obrigado a exilar-se em França, devido ao seu combate contra o Estado Novo. Anteriormente, fora preso pela PIDE 12 vezes, num total de quase 3 anos.

Em 1969, com 24 anos de idade, Alberto Martins (actual líder da bancada do PS na Assembleia da República), jovem estudante universitário em Coimbra, está no cerne dos acontecimentos da Crise Académica (protesto dos estudantes universitários contra o regime ditatorial) e acaba detido pela PIDE. Manuela Ferreira Leite tinha, então, 29 anos de idade e prosseguia a sua tranquila carreira profissional. Desconhece-se o que pensaria sobre esta Crise Académica e sobre a repressão do Regime.

Com 22 anos de idade, Manuel Alegre, ainda jovem estudante universitário, apoiou a candidatura de Humberto Delgado à Presidência da República. Em 1962 é mobilizado para Angola, onde é preso pela PIDE e condenado a seis meses de reclusão na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, acusado de tentativa de revolta militar contra a Guerra Colonial. Regressa a Portugal em 1964. A ameaça de nova detenção e de julgamento pelo Tribunal Militar levam-no a passar à clandestinidade e a partir para o exílio. Tinha 28 anos de idade. Manuela Ferreira Leite terminara a sua licenciatura um ano antes e estava, tranquilamente, como bolseira da Gulbenkian na Alemanha.

Portugal foi assim durante os anos de chumbo da ditadura do Estado Novo. Um País de medo, de perseguição a quem pensava diferente, de polícia política, de bufos. Um País de gente analfabeta, de gente pobre, de gente a emigrar para tentar matar a fome, de jovens mutilados e mortos numa tremenda Guerra Colonial. Um País de Censura Prévia, de saudação fascista de braço estendido, de torturas em Caxias, em Peniche, de exílio num campo de concentração chamado Tarrafal. Um País onde alguns viveram tranquilamente, outros viveram com imensos sacrifícios e alguns ousaram dizer "não"! E entre os que ousaram dizer "não" estiveram muitos jovens, que trocaram o conforto das suas futuras carreiras académicas, para lutar pela Democracia e pela Liberdade - jovens comunistas, socialistas, católicos, republicanos. Mas nunca esteve a jovem Manuela Ferreira Leite.

É por isso que esta conversa de chacha actual (repito - conversa de chacha!) do "medo" e da necessidade de "defender a liberdade", vinda, ainda por cima, de gente que nem um dedo mexeu, nem uma palavra pronunciou, quando era realmente difícil e arriscado defender esses valores, é algo que me revolta profundamente. E quando essa "acusação" é dirigida contra um partido como o Partido Socialista que SEMPRE se caracterizou, ao longo da sua História, precisamente por prezar e defender a Liberdade e a Democracia, antes do 25 de Abril e também depois, no período do PREC, quando tal era igualmente difícil, há algo de absurdo e de incompreensível.

Não pode valer tudo em política. É preciso dizer de vez a Manuela Ferreira Leite e ao PSD que basta de demagogia e de hipocrisia em redor da questão do "medo" e da "falta de liberdade" na sociedade actual, que basta de agitar "papões" para caçar votos, que basta de lançar atoardas que nunca se comprovam apenas para denegrir um adversário político!

Sabemos que o modelo de "democracia" de Manuela Ferreira Leite, segundo a própria afirmou, é exemplificado pela gestão de Alberto João Jardim na Madeira. Agora digam lá se não é preciso ter muita "lata" para vir tentar dar "lições" de democracia ao partido de Mário Soares, Salgado Zenha, Tito de Morais, Jorge Sampaio, Alberto Martins, Manuel Alegre, António Guterres, António Arnaut, Ferro Rodrigues e tantos outros que tudo sacrificaram quando era arriscado (carreira, vida pessoal, vida familiar etc) para que este PSD e a sua líder pudessem, hoje em dia, exercer o seu direito à Liberdade?... Haja memória e respeito pela mesma!

sábado, 12 de setembro de 2009

Haja memória!


"Assim, se chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001;

A primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ;

Promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003;

Consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004;

Levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros."


Manuel António Pina - in, Jornal de Notícias

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dedicação...total?...


Com a devida vénia:

"o defesa do 'sporting' marco caneira está a ser anunciado com pompa e circunstância como o candidato da coligação de direita à presidência da junta de freguesia de almargem do bispo, em sintra. curiosamente, ou talvez não, existe portanto a possibilidade de um homem do futebol vir a presidir a uma autarquia onde no século passado foi pela 'fpf' prometido aos portugueses que seria construído o futuro centro de estágio das selecções. espero que algum jornalista mais atento pergunte ao jogador leonino, agora travestido de político, em que pé é que está esta situação?"




sexta-feira, 28 de agosto de 2009

...e a montanha pariu um rato!...



"O programa do PSD não é um programa. É, pelas regras habituais da coisa, um antiprograma: descontando as piedades do costume sobre o 'emprego' e o 'crescimento económico' (que não dependem do Estado), a drª Manuela deseja apenas o básico".

João Pereira Coutinho - in "Correio da Manhã" - 28-08-2009



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vale tudo?...


Lançar a simples suspeição que um órgão de soberania "espia" outro, é algo de profundamente grave. Se essa suspeição é lançada para a Comunicação Social por uns senhores (ou senhoras) que são assessores do Sr.Presidente da República, sob anonimato, e visam um Governo democraticamente eleito, então o grau de gravidade eleva-se.

Mas há algo ainda pior - que a suspeição seja lançada gratuitamente, que ninguém seja responsabilizado pela mesma e que o Sr.Presidente da República fique mudo e quedo perante tudo isto, deixando a "suspeita" minar o ambiente político em período pré-eleitoral.

Resta a clássica questão dos romances policiais - a quem aproveita o "crime"?...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Discurso directo



Excerto de uma interessante entrevista de Luís Figo que saiu no "Diario Económico" de hoje:

- Faz uma avaliação positiva deste governo?

Luís Figo - Ainda há muita coisa a fazer, mas, visto de fora, faço uma avaliação muita positiva do trabalho deste Governo nos últimos quatro anos. No momento em que estamos com as eleições à porta, é preciso garantir a estabilidade e continuidade das decisões que foram tomadas, para que a entrada de um novo governo não signifique que se começa tudo outra vez do início. Não é positivo para o país estar sempre a mudar de rumo e de opções e é sempre necessário algum tempo para as coisas produzirem efeitos.

- No seu entender, era desejável que o actual governo ganhasse as eleições legislativas?

L.F. - A implementação de algumas opções políticas não se faz em quatro anos. As pessoas também têm a consciência que algumas das opções foram erradas, porque ninguém é perfeito, mas, havendo mais quatro anos de governação, esses eventuais erros podem ser corrigidos. Aliás, sou defensor de governos com dois mandatos para podermos avaliar a governação.

- Fica claro em quem vai votar no dia 27 de Setembro...

L.F. - Sempre votei em pessoas e não em partidos políticos. Eu vejo a energia de José Sócrates, a capacidade empreendedora, e espero que continue a ter essa capacidade de mobilizar o país. Bem precisamos!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ana Gomes em Rio de Mouro


A Drª Ana Gomes, candidata do PS à presidência da Câmara Municipal de Sintra, tem vindo a desenvolver um conjunto de audições públicas nas diversas Freguesias do Concelho, auscultando as populações relativamente aos seus anseios, problemas e necessidades.

Estará em Rio de Mouro no próximo dia 31 de Julho (21.30 h) no auditório da Escola Secundária Leal da Câmara e será uma boa oportunidade para os riomourenses dialogarem com a candidata do PS e debaterem propostas para o futuro da sua freguesia e, em geral, do Concelho de Sintra.

Aqui fica o convite para a participação de todos os interessados.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Opinião no "Cidade Viva"


O jornal "Cidade Viva" decidiu criar um novo espaço de opinião, aberto a representantes das principais forças políticas do nosso Concelho. Foi com prazer que aceitei o convite para participar, enquanto militante do Partido Socialista e deputado municipal. Transcrevo o texto já publicado no último número do "Cidade Viva":



"A escolha que os Portugueses vão ter que fazer nas próximas eleições legislativas é bem clara: ou optam por prosseguir com um projecto de Esquerda, moderno e tolerante (que obviamente terá aspectos a corrigir ou ponderar, mas que tem uma marca e preocupações claramente sociais), protagonizado pelo PS; ou escolhem um regresso ao passado com o PSD e o PP e o seu discurso da “tanga”, da desistência, do miserabilismo, do imobilismo, do primado do privado sobre o público.

Com efeito, a anterior governação de Direita foi “apenas” há 4 anos atrás e só a vertigem do
dia a dia pode levar a esquecer o que constituiu o cerne desses anos, com Governos de Durão
Barroso e de Santana Lopes e ministros como Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Morais Sarmento e outros elementos do PSD e PP que já se perfilam novamente como “anjos salvadores”, sugerindo que irão agora tirar de uma qualquer cartola as soluções miraculosas que anteriormente nunca aplicaram.

É por isso que é bom ter memória. Relembrar, por exemplo, que foi com os anteriores Governos de Direita que os salários reais dos trabalhadores da Administração Pública diminuíram em anos consecutivos, assim como as comparticipações com despesas médicas. Que os transportes públicos chegaram a aumentar o dobro da inflação prevista pelo Governo PSD/PP. Que o desemprego, em 2003, cresceu a um ritmo diário de 200 novos casos. Que se registou um aumento de 137% no número de falências de empresas. Que cerca de 2 000 mulheres portuguesas, por ano, tinham que atravessar a fronteira para ir a Badajoz realizar uma interrupção voluntária da gravidez. Que Durão Barroso, ao lado de Aznar e com Manuela Ferreira Leite como ministra das Finanças, anunciou a construção de 4 linhas do TGV. Que apesar de todas as vendas de património do Estado e dívidas fiscais e da Segurança Social ao City Group, assim como do recurso aos Fundos de Pensões dos trabalhadores da CGD e da ANA, foi deixada uma “herança” de 6,83% de défice nas contas públicas. Etc, etc, etc. Sublinhe-se, ainda por cima, que não existia na altura a grave crise económica que agora afecta todo o Mundo – imagine-se como teria sido, se esses Governos PSD/PP passassem por esse tipo de provação!...

É por isso que a escolha nas Legislativas que aí vêm é clara, como acima referi. Ou queremos
continuar num rumo que tem uma liderança sólida, um projecto definido, uma vontade reformista genuína mas que não deixa para trás, entregues à sua sorte, os mais fracos ou mais
desprotegidos da Sociedade; ou regressaremos a esse passado de triste memória, com as mesmas caras de sempre, a mesma vontade de tudo parar, tudo “anestesiar”, nada fazer, com um discurso forte com os fracos e muito fraco face aos mais poderosos.

Voltaremos a este tema."

domingo, 28 de junho de 2009

"Epidemia"



Manuela Ferreira Leite afirmou ontem, durante o encerramento da convenção regional autárquica do PSD/Algarve, que é bom que as eleições autárquicas e legislativas ocorram em datas próximas, permitindo que haja um "efeito de contágio".

Percebe-se, assim, de forma cristalina qual a "epidemia" de tons laranja que MFL pretendia que atacasse o País, caso as eleições autárquicas e legislativas se realizassem no mesmo dia, como defendeu, exclusivamente, o PSD.

A líder do PSD tem destas coisas - de vez em quando foge-lhe a boca para a verdade...

Esperemos que, até à data das eleições, o povo português esteja atento e se "vacine" contra o regresso a um passado de má memória.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Critérios...



O "Jornal da Região" - Sintra (16 - 22 Junho) destaca na sua primeira página e nas duas páginas centrais, uma grande entrevista (pelo menos em tamanho e na profusão de fotos do entrevistado, nada menos do que cinco em poses diversas!...) com o candidato do Bloco de Esquerda à C.M Sintra, nas próximas eleições autárquicas.

Quero aqui saudar vivamente esta peça jornalística porque, efectivamente, revela perspicácia e sentido de oportunidade sem igual. Com efeito, tendo sido o PS a primeira força política em Sintra a anunciar, há alguns meses atrás, a candidatura de Ana Gomes à Presidência da CMS e tendo continuado a ser o partido mais votado no Concelho, nas recentes eleições para o Parlamento Europeu - nada mais oportuno do que correr a entrevistar o candidato... do Bloco de Esquerda, que nunca elegeu nem sequer um vereador na CMS!...

Melhor, mesmo, em termos de oportunidade, só entrevistar o candidato do PSD/PP ainda antes de se saber quem é!... Seria um "estouro"!... Aqui deixo a sugestão ao "Jornal da Região" - Sintra para um dos próximos números.



domingo, 7 de junho de 2009

Eleições Europeias 2009


O PSD foi o vencedor das eleições para o Parlamento Europeu. O PS não atingiu os resultados esperados e, obviamente, acabou "penalizado" pelo desgaste de ser Governo.

Sinais preocupantes para uma futura governação do País: a dispersão de votos por partidos que jamais constituirão uma solução governativa, como a CDU e o Bloco de Esquerda. Todo o "protesto" é legítimo - mas a governação de um País não se compadece com o mero voto de "protesto". Os votos na CDU e, sobretudo, no Bloco, não contribuirão para qualquer solução governativa - todos sabemos que estes partidos jamais aceitariam responsabilidades num Governo liderado pelo PS.

É por isso que a persistência num voto de "protesto", na CDU ou no Bloco, em futuras eleições legislativas, apenas contribuirá para uma coisa - o regresso da Direita ao Poder.

sábado, 30 de maio de 2009

Gaia ou Bruxelas?...


Na página da Internet da Organização Regional do Porto do PCP pode ler-se o seguinte:

"Primeiros candidatos à Câmara e Assembleia Municipais de V.N.Gaia - 21-Abr-2009

Primeira candidata à Câmara Municipal de V.N.Gaia, Ilda Figueiredo; Economista, com mestrado em Planificação e Administração da Educação. Professora do ensino superior. Membro do Comité Central do PCP, vereadora da Câmara Municipal de Gaia, deputada ao Parlamento Europeu (desde 1999)."

É curioso que, até agora, não vi ninguém na Comunicação Social referir este facto, isto é, que Ilda Figueiredo, candidata nº1 da CDU para o Parlamento Europeu é também candidata anunciada à Presidência da Câmara de Gaia onde, actualmente, já é vereadora... Irá acumular cargos ou vai desistir de algum, caso seja eleita para ambos?... E de qual desistirá?... Seria interessante o eleitorado ter, desde logo essa informação - Ana Gomes, a candidata do PS à CMS, que tão criticada foi por ser também candidata ao Parlamento Europeu, já anunciou publicamente que sairá do cargo de deputada europeia caso seja eleita Presidente da Câmara Municipal de Sintra.

E Ilda Figueiredo?...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ainda as eleições para o Parlamento Europeu


A Coreia do Norte acaba de realizar mais uns testes nucleares para mostrar que o regime está vivo. Pelo meio, à laia de peculiar fogo de artifício, testou também alguns mísseis. Recordo que a Coreia do Norte é um sinistro regime comunista que, ainda recentemente, era apontado pelo líder da bancada da CDU na Assembleia da República como "exemplo" - não se consegue perceber bem é de quê... O que é certo é que, até agora, não ouvi uma só palavra de censura ou de preocupação com estes desvarios norte-coreanos, vinda do PCP ou do Bloco de Esquerda, até. Nem quero imaginar se os testes tivessem sido feitos por Israel, por exemplo...

Em Itália, o 1º Ministro Berlusconni continua envolvido numa série de trapalhadas que se iniciaram com uma interessante escolha de candidatas para o Parlamento Europeu (parece que o único critério a cumprir teria a ver com as medidas do peito, da cintura e a beleza do rosto...) e alastraram para uma relação com uma jovem de 18 anos com quem terá "celebrado" o aniversário natalício... Entretanto os deputados italianos aprovaram recentemente uma lei de segurança interna e imigração que coloca a Itália entre os países mais duros da Europa no combate à imigração clandestina. A partir de agora, qualquer pessoa que hospedar ou alugar um imóvel a um clandestino poderá ser punida com prisão até três anos.

Perguntarão: e o que tem esta história da Coreia e do Sr.Berlusconni a ver com o título deste texto?...

Tudo.

Porque aqueles que aberta ou intimamente apoiam regimes como o da Coreia do Norte (ou outros de igual pendor totalitário), em nome da ideologia que defendem, sentam-se numa mesma bancada no Parlamento Europeu - a da Esquerda Unitária Europeia, onde o Bloco de Esquerda também se inclui.

E porque os eleitos pelo partido do Sr.Berlusconni (Forza Italia) se sentam, lado a lado, com os eleitos do PSD e do CDS/PP, no âmbito da "família" do Partido Popular Europeu.

É por isso que ao elegermos deputados para o Parlamento Europeu estamos também a contribuir para o reforço destas bancadas e, inevitavelmente, para a força das suas propostas na cena internacional.

Agora, caro leitor, diga-me lá:

- você quer mesmo eleger deputados, para o Parlamento Europeu, que concordem com os princípios ideológicos e apoiem o regime lunático da Coreia do Norte ou outros semelhantes?... Ou que defendam as mesmas "ideias" políticas de Silvio Berlusconni?...


Pois é... Até ao próximo dia 7 de Junho - pense bem!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Construir a Europa


Ao contrário do que muitos pensam, as eleições europeias não são algo a que não se deva dar muita importância. Antes pelo contrário.

Cada vez mais a construção do nosso futuro passa pelas decisões tomadas a nível supracional, nomeadamente no que diz respeito àquelas que provêm da União Europeia. A Europa não é uma mera construção geopolítica - é um espaço de democracia, liberdade, desenvolvimento, entreajuda, progresso. A desejável entrada da Turquia marcará uma nova dimensão - a Europa constituir-se-á igualmente como um exemplo de tolerância religiosa plena, sem abdicar dos seus princípios básicos de modernidade e evolução.

Por tudo isso é importante que saibamos quem nos representa no Parlamento Europeu. Não é irrelevante eleger membros de partidos que partilhem dos sentimentos e princípios da construção europeia ou outros que usam as eleições europeias como "arma de arremesso" para a habitual politiquice interna e, bem lá no fundo, até desejariam a falência deste magnífico projecto de paz e desenvolvimento... Poderá aquele que quer "destruir", ajudar a ... "construir"?...

A nossa alma é Portugal. O nosso presente é a Europa. E o nosso futuro (e dos nossos filhos) dependerá das escolhas que agora soubermos fazer para continuar a honrar e desenvolver este magnífico projecto de Nações que é a União Europeia.



sábado, 7 de março de 2009

O dito e o feito...


"Na lista “Socialistas por Sintra” competimos leal e democraticamente, sujeitando-nos ao veredicto dos militantes do PS." - Programa da Lista B, de Ana Gomes, concorrente derrotada nas eleições para a Presidência da Concelhia do PS - Sintra - Março 2008

"Nós propomo-nos trabalhar para que os militantes do PS-Sintra sejam devidamente ouvidos nas decisões que o PS tomar sobre a campanha para as próximas eleições autárquicas." - idém

"Os militantes do PS-Sintra têm de ser ouvidos nas decisões que o PS tomar sobre a campanha para as eleições autárquicas em 2009." - Ana Gomes, blogue Causa Nossa - Março 2008

"O PS Sintra suspendeu as eleições directas para a nomeação do candidato à presidência da Câmara Municipal de Sintra. Ana Gomes não se apresentou à votação dos militantes" - notícias diversas na Comunicação Social - Dezembro 2008

"Domingos Quintas foi o nome proposto pelo secretariado do PS Sintra" - Cidadania Queluz - Março 2009

"Estou disponível e se há algum sítio em que posso ser útil é em Sintra» - Ana Gomes, ao jornal Sol, sobre as eleições autárquicas - Março 2009

"Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela." - Nicolau Maquiavel

segunda-feira, 2 de março de 2009

Bloco de dúvidas...


Eis o que nos diz a Wikipédia sobre o Bloco de Esquerda:

"O Bloco de Esquerda (BE), nasceu em 1999 da fusão de três forças políticas: a União Democrática Popular (marxista), o Partido Socialista Revolucionário (trotskista mandelista) e a Política XXI, às quais se juntaram vários outros movimentos posteriormente.

Qualquer uma delas, à época, definiam-se como resultado de processos de crítica em relação ao chamado «comunismo» ou «socialismo real», mantendo a referência comunista através da reflexão e da discussão sobre a actualidade do marxismo. Membro do Secretariado Unificado da IV Internacional, o PSR herdava a tradição trotskista, oposta ao estalinismo; a UDP, geralmente associada ao maoísmo, apresentava-se como desligada de quaisquer referências no campo comunista internacional, posicionando-se em ruptura com todas as experiências de "socialismo real"; a Política XXI resultara, por sua vez, da união de ex-militantes do Partido Comunista Português, pelos herdeiros do MDP-CDE e por independentes. Na formação do Bloco juntaram-se ainda pessoas sem filiação anterior, mas que já haviam mostrado identificar-se com os movimentos indicados, destacando-se, no grupo inicial, Fernando Rosas (a sua antiga filiação no PCTP-MRPP havia acabado há muito).

Desde o início, o Bloco apresentou-se como uma nova força política que não negava a sua origem nos três partidos citados e que tinha uma organização interna democrática, mais baseada na representação dos aderentes do que pelo equilíbrio partidário. A adesão de novos militantes, sem ligação anterior a qualquer um dos partidos originários contribuiu para esse efeito.

O Bloco foi incluíndo ainda outros grupos e tendências: desde pequenos grupos políticos, como a Ruptura/FER, até grupos que, não sendo organizações políticas, são grupos de interessse constituídos já dentro do Bloco: mulheres, LGBT, sindicalistas, ambientalistas, etc. O Bloco reivindica a independência destes grupos em relação à política geral do partido.

Entretanto, os partidos constituintes entraram num processo de auto-extinção. A Política XXI já se extinguiu, tornando-se numa associação de reflexão política que se exprime numa das revistas da área do BE, a Manifesto. O PSR também se extinguiu, transformando-se igualmente numa associação que se exprime numa revista, a Combate. Quanto à UDP, foi a última das organizações fundadoras a transformar-se em associação política, no início de 2005. Edita igualmente uma revista, A Comuna."

É desta "amálgama ideológica" que nasce o Bloco e é bom recordá-lo num momento em que alguns pretendem ver no Bloco uma "alternativa de Esquerda" ao PS. Mas uma "alternativa" para quê? Que modelo de sociedade pretende o Bloco construir? Que valores fulcrais defende o Bloco? Que disponibilidade tem para apoiar uma solução de Governo liderada pelo PS, na eventualidade deste partido não obter a maioria absoluta? Creio que nenhuma.

Estas e outras interrogações devem ser levantadas e o Bloco deve ser confrontado com as mesmas, essencialmente para que o eleitorado seja esclarecido em vez de ser iludido com o habitual "folclore" deste partido. Em Lisboa, na gestão da CML, tivemos um pequeno exemplo de como o Bloco "foge" quando os compromissos são concretos e os desafios são de ordem prática, retirando rapidamente a confiança política no seu vereador eleito que se disponibilizou para trabalhar com António Costa e com o PS.

Um voto no Bloco, em nome de um qualquer "protesto" contra algumas medidas do actual Governo, não se traduzirá na construção de qualquer alternativa para governar o País e é importante que as pessoas estejam conscientes disso. O protesto pelo protesto é estéril e inútil. E, na actual situação de crise que vivemos, há "protestos" que podem configurar autênticos "suicídios" em termos da governação do País...